A hora de mostrar o portfolio

Se você é redator ou diretor de arte, provavelmente já passou por essa situação: a hora de mostrar o portfólio. Os poucos minutos que podem decidir por seu novo emprego, por seu novo futuro. O constrangedor momento de mostrar o que você fez até hoje. Ao longo dos anos, venho colecionando histórias desse momento tão delicado. Como, por exemplo, a redatora que literalmente cantava (à capella) os seus jingles, um após o outro, em estridente soprano. Ou a do diretor de arte que quando perguntaram “você trouxe o portfólio”, ele humildemente respondeu “você tem os anuários do Clube de Criação?”. Tem de tudo. Tem aqueles que ainda trazem as pastas de couro do Omar, tem os que decidem contar a história inteira de cada peça criada, valorizando cada detalhe, tem os que apresentam pedindo desculpas e tem os que apresentam auto-elogiando suas obras. Mas nada é mais triste que os portfólios amarelados, com cheiro de mofo e peças descoradas do século passado. E nessa categoria, nada supera o sujeito que já entra na sala pedindo desculpas, coloca a pasta sobre a mesa, enquanto explica que passou “uns anos em Matão…fora da propaganda”, mas que decidiu que era hora de voltar. Aí abre a pasta e de dentro dela sai…uma barata. Não é lenda. Aconteceu. Sad, but true. Se você tem histórias de portfólio, comments!