Pirataria no iPhone

Tem um conflito aí, que todo mundo já sabe, mas que nunca é demais repetir. De um lado, o que há de mais moderno em tecnologia, digamos, o iPhone, o XBox, o Wii…sei lá…você escolhe. De outro uma legislação de direitos autorais criada antes da invenção da xerox. E não é só aqui não. É em qualquer país do mundo. É evidente que a capacidade de gerar inovação tecnológica, não acompanha a velocidade de regulamentação dos direitos que envolvem essa nova tecnologia ou pior, a mesma tecnologia que cria não é tão moderna (ou eficiente) a ponto de proteger o que foi criado. Como o mundo virou colaborativo on-line, é muito fácil surgiem micro-comunidades que em questão de dias derrubam o esforço corporativo de meses de trabalho. O desbloqueio do iPhone pelo Dev-Team foi um exemplo. Mas veja só isso. Um site dedicado a oferecer, ilegalmente os aplicativos que estão à venda na iTunes Music Store. Já são 48, mas outros virão. Alguém duvida? Claro que isso não é novidade. Pirataria é usual para qualquer produto que possa ser reduzido a bits & bytes. Na indústria da música, Chris Anderson ensina que a saída são os Shows. Mas e na de software? Eu tenho um aplicativo que estava no Installer dos iPhones 1.x.x. e até outubro devo portar para a AppStore dos iPhones 2.x. Quem garante que ele não será pirateado? Ninguém. Então minha opção foi dar o aplicativo de graça e vender a versão de desktop, integrada com a de iPhone. O iPhone servirá como vitrina e terei que me preocupar apenas com a pirataria da versão desktop. Claro que é impossível controlar, mas o incremento de vendas que a versão de iPhone deve trazer, justifica o esforço. Comments?