Páginas virtuais e o futuro das livrarias
(por Sergio Herz, via Blog da Cultura UoD)
Durante a Feira do Livro de Frankfurt, ocorrida na semana passada, vários jornais brasileiros publicaram matérias sobre o Livro Eletrônico. A organização do evento divulgou que 30 % de todo conteúdo disponibilizado na maior feira de livros do mundo já podia ser lido digitalmente. A nova geração de leitores de livros, como o Kindle e o Sony Reader prometem revolucionar o mercado livreiro.
Já tive a oportunidade de experimentar os dois aparelhos. Apesar da boa funcionalidade, admito que ainda não fui fisgado pelo novo formato. Do alto dos meus 37 anos, confesso que ainda acho bastante desconfortável a leitura em telas digitais que imitam o papel . Será que estou ficando velho e desatualizado? Ou será que estou sendo somente preconceituoso e resistente, pois grande parte da minha vida profissional esta relacionada com o livro físico, de papel?
Já questionei vários amigos e profissionais do mercado sobre qual seria o formato de uma livraria do futuro, ou qual seria o Futuro da Livrarias. Quanto mais discuto esse assunto, mais sem resposta fico. Explico melhor…….Há vários anos se fala no fim dos Cds. Apesar de estranho, as vendas deste dito “extinto” produto não param de crescer na Livraria Cultura. Os discos de vinil, os antigo LPs , ou apenas bolachões (para os íntimos) ressurgiram das cinzas e já representam uma fatia significativa da venda total de música.
Será que só estamos vendendo nostalgia? Num futuro próximo, tudo que consumirmos em termos de produtos culturais será um mero código binário? Os livros, CDs e DVDs que ocupam espaços preciosos na estantes de nossas casas, serão substituídos por enfeites , vasos e afins? Nunca mais mostraremos nossas coleções de discos e filmes para nossos amigos, pois elas estarão dentro do HD? Como será a biblioteca e o home theather da casa do futuro? Somente com aparelhos wifi? Será que a Livraria do Futuro não terá mais estantes?


