Updater na ExpoManagement 2008: Kotler
“Eu tenho um amigo que fica feliz toda vez que há uma crise econômica. Ele diz ‘Eu amo crises’. É um banqueiro e sempre aproveita a crise como oportunidade para ganhar market share de maneira econômica.” Quem contou isso agora pela manhã no palco da ExpoManagement, o megaevento de executivos da HSM, foi o velho e grande Philip Kotler que, pela ênfase que deu às mídias digitais, a pesquisas etnográficas e in-store, ao buzz marketing, ao emotional marketing e à buy-ology, mostrou que, além de continuar grande, está mais moço de cabeça que muitos jovens profissionais de marketing por aí. Antes que os realistas e pés-no-chão critiquem, ele não disse para as empresas não cortarem custos nesta crise global. Seu conselho foi para que não façam aqueles cortes “across the board”, indiscriminados, que elas adoram fazer. Podem fazer uma listinha que numa coluna defina onde economizar e, na outra, onde investir. Para isso, disse Kotler, sua empresa deve tomar três medidas (ele antecipou seu novo livro, sobre marketing em turbulências):
- Fazer um trabalho de inteligência competitiva para valer, ou seja, descobrir mesmo o que os concorrentes vão fazer (pelos sinais) e reagir a isso adequadamente. Onde seu concorrente estiver cortando custos é onde sua empresa deve pisar no acelerador para ganhar market share.
- Preparar cenários de mercado – o melhor possível, o pior possível etc. Não é perda de tempo fazer isso, ele garantiu.
- Planejar sua resposta em cada cenário (e o modo como executá-la rapidamente). Importantíssimo em crises.
Obs.: O Kotler acha que teremos dois anos difíceis pela frente, depois começa a melhorar. O Joseph Stiglitz (prêmio Nobel de economia que é um dos conselheiros do Barack Obama), que esteve por aqui na segunda-feira, também falou em um ano e meio a dois anos. Parece ser um bom número com que trabalhar.


