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O fenômeno #AmazonFail

O fenômeno #AmazonFail

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Um dos assuntos mais comentados no Twitter esta semana, é definido pelo tag #AmazonFail.

Mais do que o assunto da moda, trata-se de um ótimo exemplo negativo de word-of-mouth e merece ser conferido com mais detalhe. O que causou o problema: a Amazon recentemente apagou os rankings de vendas de centenas de livros cuja temática era relacionada ao homssexualismo. O autor Mark Probst questionou a Amazon que respondeu que a empresa não iria mais incluir ranking de vendas no material “adulto” do site.

A reação foi imediata. E irada. Em apenas 24 horas o twitter levou o #amazonfail para um dos três trending topics no mundo. Para piorar, um porta-voz da Amazon disse à CNet que o problema foi um “probleminha no sistema e que já havia sido corrigido”. Os usuários do Twitter responderam instantaneamente com o tag #glitchmyass.

O Twitter, alias, vem se mostrando como uma espécie de voz coletiva, que responde instantaneamente a “probleminhas no sistema” seja lá onde eles aparecerem.

O assunto continua vivo. Milhares de posts em blogs, matérias na Wired online e no Wall Street Journal. The AmazonFail Group no Facebook com mais de 1.500 membros e dezenas de abaixo-assinados online começaram a pipocar. Milhares de livros receberam, na própria Amazon, o tag AmazonFail. Logos foram criados. Produtos com a marca #glitchmyass.

A Amazon emitiu um comunicado admitindo o equívoco. O porta-voz afirmou que não foram apenas os títulos sobre homossexualismo que foram afetados e que o erro inclui mais de 57 mil livros. A Amazon refutou a possibilidade de um hacker ter causado o problema.

via ChurchofCostumerBlog


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Comment(6)

  1. Bem colocado, Rogério.

    Independente de ter sua quantidade de oportunistas, esse caso da AmazonFail mostra que não existe mais espaço pra erros e desrespeitos por parte das grandes empresas. Acabou aquela época em que elas podiam agir da maneira como queriam e fingir que está tudo bem com promoções e campanhas bem feitas. Hoje os prejudicados tem um canal não apenas pra se fazer ouvir, mas também pra amplificar suas insatisfações.

    Transparência e respeito, é só isso que elas precisam ter.

  2. Acho que o grande barato da internet e de ferramentas com o Twitter está em preservar a individualidade e a liberdade de cada pessoa. Resta saber se esse caso citado não é apenas um barulho coletivo levado por pessoas que só querem entrar na onda. Legal ver o poder desses meios, mas quanto disso realmente quer ajudar e quanto disso vai na onda, ainda mais que ir na onda pode significar pageviews e adsense em qualquer blog.

  3. Hoje tem alguém falando que o twitter (a voz coletiva?) pode corromper os valores morais. Será que são os valores morais das marcas, como nesse caso Amazon? A única coisa é que voz coletiva às vezes dá medo…

  4. "Pois é, tivemos um probleminha de intolerância e preconceito aqui, mas já corrigimos. O técnico veio ontem enfiar nossos rabos entre nossas pernas e já está tudo resolvido".

  5. Enquanto os porta-vozes e acessores de plantão continuam pensando analogicamente, o consumidor está cada vez mais "em tempo real" e conectado. É uma briga desleal para as marcas, caso elas não queiram evoluir no relacionamento com o cliente.

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