Guarde seu Donald no armário
Este post é um resumo do artigo do Carlos Alberto Júlio, presidente da construtora Tecnisa e autor de quatro best-sellers dos negócios, no Portal HSM (eis a versão na íntegra). Acredito mesmo que todos temos um pouco de Pato Donald dentro de nós, incluindo aqueles de nós que são Tio Patinhas ou Zé Carioca na maior parte do tempo. Basta bobear, perdemos o foco e voltamos a Donald. E escorregar é fácil num momento como o atual, em que a multifuncionalidade é tão valorizada (multifuncionalidade e foco não são ideias excludentes, embora pareçam, mas isso é outra história) e em que as equipes se enxugam ao máximo para que sobre mais dinheiro no final do mês. Enfim, estou convencida de que foco é um conceito e tanto quando a gente realmente o entende.
“Donald é o típico faz-tudo. De vez em quando, ao lado do primo Peninha, atua como repórter no jornal A Patada. Noutras ocasiões, figura como ajudante nas aventuras de caça ao tesouro empreendidas por Tio Patinhas. Não raro, assume mais atividades, atacando até mesmo de super-herói, por meio de seu alter ego, o Superpato.
“Pode-se dizer que Donald é versátil. No entanto, também é legítimo afirmar que seja um sujeito sem foco. Até mesmo na vida pessoal, parece um sujeito sem rumo. Desperdiça energia na infindável contenda com o vizinho Silva. É incapaz de estabelecer uma relação sólida com a bela Margarida, frequentemente seduzida pelo sortudo e frívolo Gastão.
“Um pato faz de tudo. Nada, anda e voa. Mas realiza tudo isso sem muita qualidade.
“E o que o ilustre habitante de Patópolis tem a ver com o universo das organizações e de seus gestores e colaboradores?
“Simplesmente, tudo!
“Em minhas andanças pelo Brasil e pelo mundo, topo frequentemente com pessoas versáteis que reclamam do destino. Fazem muito de tudo, mas seus negócios não prosperam. Outras reclamam que suas carreiras estão empacadas. Falta-lhes já entusiasmo, ao passo que sobra frustração…
“Ora, depois de analisar essas histórias, muitas vezes descubro que esses indivíduos, alguns competentes e até talentosos, carecem de foco.
“Curiosamente, a sociedade tende a valorizar esse tipo de multifuncionalidade. Essas pessoas são identificadas com trabalhadeiras e esforçadas.
“Poucos atributos no mundo dos negócios são tão importantes quanto o foco. Ter foco equivale a abraçar um grande projeto de cada vez, dispensando a ele toda a energia necessária. E ter foco também equivale a negar o Donald que temos dentro de nós.
“A partir de amanhã, coloque em prática esta lição. Guarde seu pato no armário e busque ajustar o foco de suas atividades.”


