Filme-iluminura: “O Segredo de Kells” (FICI)
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Esse trailer nem faz jus ao filme que acabei de ver com meu filho e a amiguinha, mas serve de aperitivo. “O Segredo de Kells”, animação infantil franco-irlandesa-belga deste ano dirigida por Tomm Moore, tem uma linguagem visual de manuscrito iluminado, uma viagem estética muito particular que o trailer talvez tenha querido disfarçar para não assustar o público com sua proposta nada Disney. As crianças que estavam comigo, diga-se, não se assustaram; ficaram surpresas e se envolveram. Quem espera Disney sempre, acho, são os adultos.
Bem, o filme merece adjetivos como lindo, ousado e sofisticado, assim como a história, que se passa em um mosteiro medieval – Kells. É também uma ode às artes da escrita e da ilustração, para os pais que se preocupam em cultivar nos filhos o gosto pela leitura e o bom gosto em geral, e rico em simbologias, o que é sempre atraente para os adeptos do pensar (ainda que pensar enlouqueça, como diz o updater Alexandre Inagaki no blog dele rsrs). O filme é parte do Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI), que tem duas grandes vantagens: cobrar ingresso promocional de R$ 4 por cabeça e exibir produções infantis de qualidade e inovadoras que são mais “alternativas” e, por isso, dificilmente engrenam no circuito comercial.
O FICI chegou à sétima edição em São Paulo e Campinas e se estendeu para Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Niterói, Salvador e Aracaju. Para quem tem medo das filas, pelo preço baixo, uma notícia meio-boa, meio-ruim: a sessão estava vazia no Cinemark Eldorado.


