Deficiência

Já aviso; este é um “post desabafo” sem grandes pretensões sócio-filosóficas e infelizmente, sem nenhuma inovação.

Hoje no estacionamento de um supermercado aqui em São Paulo, vejo uma jovem senhora acompanhada de 5 estudantes que deviam ter por volta de 13 anos chegando perto de seu imponente veículo estacionado numa vaga exclusiva de deficiente físico. Antes de falar qualquer coisa, tomei o cuidado de observar se ninguém ali tinha algum problema de locomoção e, é claro, todo mundo estava muito bem fisicamente. Indignada com a cena – é, eu ainda fico – comentei com ela que a vaga era reservada para cadeirantes e ela tranquilamente me diz: “Eu parei aqui porque meu carro é muito grande e não tem uma vaga onde ele caiba”.

Como assim, minha senhora? Perguntei então: “E se chegar alguém com cadeira de rodas, como faz?”

Ela não respondeu, nem sequer se abalou.

A conversa não terminou ali e não vale comentar aqui o final mas não, não houve agressões nem fomos parar na administração.

Vale dizer que o estacionamento está sempre cheio de vagas longe da porta de entrada.

Mas, como o post é um desabafo só quero dizer que fiquei triste em ver mais uma vez alguém desrespeitando o direito do outro, seja o outro quem for; idoso, cadeirante ou mesmo alguém sadio. Fiquei triste porque aquela pessoa que estava com 5 jovens  perdeu a chance de dar um exemplo de cidadania e respeito e ao invés disso, deu o exemplo típico do brasileiro malandro.

Para ela, errado mesmo estava quem projetou as vagas daquele estacionamento.

Tudo isso me fez lembrar deste video de uma campanha do governo do Peru:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=O4wdO6BpaFs[/youtube]

Updateordie