Ah, o Facebook
A esta altura você já deve saber que o jogo Angry Birds ganhou uma versão para o Facebook, né? E o bom é que tanto o jogo quanto o site continuam nos brindando com novidades. A versão será um pouco diferente. Além do jogo já conhecido, os usuários poderão duelar online e ter acesso a novidades, conteúdos complementares e a possibilidade de inverter os papéis jogando com os porquinhos, mas o mais legal vai ser poder “destruir” o perfil dos seus amigos lançando um passarinho neles (ou algo assim). Já nasce um sucesso. Alguém duvida?
Essa e outras novidades me fazem pensar seriamente sobre o Facebook. Talvez eu não seja a pessoa mais indicada para elucubrar sobre o assunto, me faltam informações e um pouco de conhecimento técnico, talvez não seja o momento oportuno para um post como esse, mas não posso negar a presença do site no meu dia-a-dia.
Aí você me diz: “o Facebook é só mais um site. Daqui alguns anos ele morre”. Não concordo. A minha visão sobre o impacto na sociedade e o trabalho que vem sendo feito sugerem uma vida longa e saudável à marca.
Impacto que vem de encontro com conversas e trocas que temos aqui no UoD, e que martelam minha cabeça o tempo todo: “Essa nova era de interações e relacionamentos não vêm só de inovaçãoes tecnológicas. É uma mudança comportamental”. Foi assim que escolhemos nos expor e dividir.
Dando uma olhada com mais calma, chego a óbvia conclusão que o principal valor do site foi criado pelas pessoas que, aos poucos ou muito rapidamente, se inscreveram e começaram a interagir. Claro que a assertiva teimosia de Zuckerberg em manter-se fiel às suas ideologias e posicionamentos foi (e continua sendo) determinante para o sucesso. É inspirador. (Segura que eu me empolguei rs)
A dinâmica do site é impressionante. Lá somos criadores, editores e distribuidores de conteúdo, os papéis se invertem, o indivíduo é a mídia. Temos mais poder do que nunca. Poder de desestabilizar instituições e governos, de incomodar parcelas da sociedade que adorariam manter-se intocáveis. Nossa voz ficou mais encorpada e alta.
Zuckerberg disse certa vez que “queria aumentar a eficiência com que as pessoas compreendem o seu mundo”. Adoraria dizer que, pelo menos para mim, tem funcionado. É uma vitrine disfarçada de nossas vidas e une todo aprendizado que tivemos com outroras promissoras redes sociais digitais. Aprendemos como queremos e devemos utilizá-la. Acredito que essa maturidade estabelecerá o Facebook como principal agregador de conteúdos (do tipo que for) e, graças as facilitações, a porta de entrada para muita gente na internet. Trocamos mais mensagens por lá do que pelo email. Uma hora isso ia acontecer.
E para nós publicitários, amantes da comunicação, principais críticos deste mercado e os mais preocupados em gerenciar de forma vencedora nosso ego digital (admita)? Como nos impacta?
É fácil. O Facebook finalmente dá um verdadeiro sentido à expressão “convergência de mídia”. Todos os meios e veículos (eventos e ações) passam, de alguma forma, pelos perfis do site. Todos tentando utilizar de alguma forma os potenciais facilitadores de amplificação das mensagens (repare no ícone aí de cima, já viu impresso? já viu na TV?).
Os números são assustadores. A receita aumentando mais de 80% por causa da publicidade, mais de 650 milhões de usuários, mais da metade da população de um país no site (o Canadá), mais de 30 bilhõess de posts, mais de 3 bilhões de fotos…
E para os negócios? De uma maneira mais simples o Facebook segue os passos da gigante Google (que em novembro passado perdeu o posto de site mais acessado) oferecendo a prováveis clientes e curadores de conteúdo a opção do “Do It Yourself” para criação e veiculação de anúncios e mensagens com a premissa básica de gerar relacionamento e interação (determinando segmentação). É a primeira vez que vemos um site (com tanto alcance) sendo transformado em uma plataforma de mídia e criação de aplicações comandado por nós mesmos. Um plano bem pensando pode otimizar muito sua verbinha de marketing. Fora as possibilidade como o Sponsored Stories, loja virtual, fanpages, Facebook Credits, Facebook Deals e os Social Games (entre outros).
Além dos pássaros nervosinhos, outra novidade divulgada essa semana foi a possibilidade de alugar filmes pela Warner Digital (pensem nas possibilidades) e sérios rumores apontam uma aproximação com as maiores gravadoras do mundo (Universal, EMI, Sony e Warner). Será que estamos prestes a presenciar a compartilhação/venda de músicas de uma maneira mais justa e confiável para todas as partes envolvidas?
Recentemente postei um vídeo sobre a obsessão mundial pelo site. É fácil entender o porque. E já presenciamos muitas consequências: capas de revistas, filme, personalidade do ano, Facebook phone, criança batizada em sua homenagem, ditadores sendo derrubados e comoções mundiais (daqui a pouco rola um Globo Repórter).
Mas qual foi o jump of the cat? O que faz esse sucesso? O botão LIKE. Pra mim, é tudo culpa dele. Qualquer site ou blog que se preze tem que ter a opção de compartilhamento pelo LIKE. Hoje, quando alguém curte uma página ou post, um mini texto com título e resumo é enviado para o seu perfil (o que deve aumentar consideravelmente os acessos). Faz as pessoas se unirem por um interesse em comum.
Dá um LIKE aí vai…
Aí nossa querida “raça” (os publicitários), para garantir a aura inovadora e fazer reverberar de montão suas ações e claro, continuar o plano de dominação interplanetária, incluem projetos ousados e barulhentos no site (mea culpa).
Lembram dos abraços da Heineken? Da “bolacha” Oreo no Guinness seguida pela trollada do rapper (que obviamente não lembro o nome)?
Uma ação boa que vi e acho que não apareceu por aqui foi a do Porsche. Para comemorar o fato de ser a primeira montadora do mundo a alcançar um milhão de LIKES, a marca estampou um de seus carros (agora exposto no museu) com os nomes de todas as pessoas que clicaram no botão (vacilei, queria o meu nome lá. Pra que? Talvez para me sentir parte de algo). Neste site é possível localizar o seu nome (caso tenha ajudado na conquista).
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Ls-Aw3HKCHQ[/youtube]
E no nosso Brasilzão? Que em breve receberá o escritório “Facebook Serviços Online do Brasil”, já registrado na Junta Comercial de São Paulo. O que estamos aprontando? Lembro de algumas ações que me agradam muito (importante lembrar: a intenção deste despretencioso post não é me aprofundar nos reais objetivos e possíveis resultados das campanhas. Tenho certeza que você que leu até aqui pode fazer isso muito melhor e com mais propriedade).
Gosto da ação do Cara a Cara, gosto das ações do Guaraná Antarctica, gosto da página da Trident, gosto de tudo que o Camiseteria faz, mas gosto especialmente do recente posicionamento da Tecnisa que, com um objetivo claro, trasnformou sua página em um canal independente de vendas em que o usuário pode consultar tudo sobre um empreendimento. Bela iniciativa facilitando a vida de quem está em um momento importante da vida, comprando um apartamento.
Aliás, os principais pilares da propaganda são esses, né? Diferenciação, facilitação, posicionamento, ajuda nas escolhas….
Este post é apenas uma tentativa de organizar e dividir alguns pensamentos.
Você concorda com alguma coisa?


