O que já poderia ser de domínio público?

A atual lei de Direitos Autorais nos EUA “protege” o proprietário dos direitos até 70 anos após sua morte. Mas não foi sempre assim.
Antes de 1978, o máximo de tempo permitido para a manutenção dos direitos era 56 anos (28, renováveis por mais 28) após a data de publicação, sendo que 85% não era renovado. Portanto, era comum que a exploração comercial ocorresse por “apenas” 28 anos após a publicação e depois a obra se tornava de domínio público.
Pois bem, se ainda fosse assim, olha só que obras teriam entrado para o domínio público a partir de janeiro deste ano (obras de 1955):
LIVROS
The Return of the King – J.R.R. Tolkien (Isso mesmo, Senhor dos anéis – o retorno do rei)
The Magician’s nephew – C.S. Lewis (6º volume de Crônicas de Nárnia)
Lolita – Vladimir Nabokov
The end of eternity – Isaac Asimov
The body Snatchers – Jack Finney
Earthlight – Arthur C. Clarke
FILMES
The Seven year Itch – dirigido por Billy Wilder, estrelando Marylin Monroe
A dama e o vagabundo – animação da Disney
Ladrão de casaca (To catch a thief) – Alfred Hitchcock, com Cary Grant e Grace Kelly
Juventude transviada e Vidas amargas – ambos estrelados por James Dean
MÚSICAS
Unchained Melody – Hy Zaret e Alex North
Folsom Prison Blues – Johnny Cash
Maybellene – do rei Chucky Berry, Russ Fratto e Alan Freed
Tutti Frutti – Little Richard
Estas obras citadas e muitas outras não citadas não serão de domínio público antes de 2051 e, para algumas delas, talvez tenhamos que esperar até o próximo século.
Além disso, se a lei anterior a 1978 ainda prevalecesse, provavelmente 85% das obras criadas em 1983 teriam entrado para o domínio público em 1º de janeiro deste ano. Imagina o que isso significaria para nossa cultura?
Fonte: Centro de estudos do domínio público (Duke University)


