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Bastou falar qualquer coisa sobre livros digitais e pronto. Alguém vai mandar o famoso “ah…mas nada como o cheiro de um livro de verdade, feito de papel, não é mesmo?”.

Livros são feitos para serem lidos, apesar disso, o cheiro é sempre lembrado, de uma forma ou de outra.

E, tendo passado boas horas da minha vida dentro de livrarias e sebos (cheiros diferentes, diga-se de passagem), e disputado quase todos os livros velhos do meu avô e da minha mãe com as traças, tenho que admitir que o cheiro é mesmo um componente fundamental no ritual da leitura. Dá um clima.

Mas não é verdade que o cheiro seja bom. Fomos nós que deixamos ele bom, pela associação com o prazer da leitura. É um “odor adquirido”.

Assim como daqui uns 50 anos, tenho certeza, as pessoas vão ficar lembrando como era bom deslizar os dedos sobre uma boa telinha gelada… enxergar as letrinhas embaçadas por causa das marcas de dedos… acabar um livro e ouvir o delicioso “click” de uma tela se desligando antes de dormir…

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