Os gráficos de story-telling de Kurt Vonnegut

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Kurt Vonnegut foi um escritor americano famoso, mas que teve sua tese de antropologia rejeitada.
Uma pena, porque é bem interessante.
Segundo Vonnegut, todo personagem principal de uma história tem altos e baixos, que podem ser transformados em gráficos, criando formas. Assim, quando você fosse escolher um filme, poderia utilizar ao invés do gênero (comédia, drama, etc), um critério mais elaborado como o “Homem no buraco” ou o “De Ruim pra pior”.
Meio spoiler, porém. Acho que foi por isso que não emplacou.
Mas é divertido pensar nos seus filmes preferidos e categorizá-los nas formas gráficas de Kurt Vonnegut.
A ilustração acima é de Maya Eilam.

Outra grande contribuição cultural de Kurt Vonnegut são suas 8 preciosas dicas para você levar em conta antes de escrever sua história. Vale ouro, guarde.

01. Use the time of a total stranger in such a way that he or she will not feel the time was wasted.
02. Give the reader at least one character he or she can root for.
03. Every character should want something, even if it is only a glass of water.
04. Every sentence must do one of two things—reveal character or advance the action.
05. Start as close to the end as possible.
06. Be a Sadist. No matter how sweet and innocent your leading characters, make awful things happen to them—in order that the reader may see what they are made of.
07. Write to please just one person. If you open a window and make love to the world, so to speak, your story will get pneumonia.
08. Give your readers as much information as possible as soon as possible. To hell with suspense. Readers should have such complete understanding of what is going on, where and why, that they could finish the story themselves, should cockroaches eat the last few pages.