Escreva o que você aprendeu

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Wordpress. Tumblr. Facebook. Twitter. Pinterest. Instagram. Google Reader. Kindle. Livros. Spotify. Rdio.
Qual o melhor?
Todos? Nenhum?

Não está fácil seguir e publicar em tudo isso.
Passo quase todas as horas em que estou acordado, buscando e/ou publicando alguma coisa (é, eu sei, mas eu gosto).
Sou uma espécie de “garimpeiro show-of”.

E, como editor aqui do Update or Die, é minha obrigação ficar atento as novas plataformas para decidir onde devemos ou não estar presentes.

Por exemplo, no começo era um blog.
Aí viramos mais um site do que blog.
Veio o Twitter e abrimos o nosso.
Depois o Facebook, e fizemos nossa página.
Aí ficamos incomodados de usar o Facebook apenas para replicar os posts e começamos a gerar conteúdo exclusivo por lá.
No Pinterest, todas as imagens legais que temos guardadas.
E no Tumblr, aquela velha inveja do publicador vapt-vupt, muito mais gostoso de usar do que o do wordpress.

Enfim, as vezes pintam umas borboletas no estômago, de pensar onde vamos/devemos parar.
Sempre falei que o Update or Die é muito mais do que a plataforma onde ele aterriza: é uma filosofia de vida.

Se a gente achar que wordpress não é mais o melhor aeroporto para as nossas coisas, a gente vai mudar.

Mas mudar para onde?
Vamos abrir uma conta em toda ferramenta nova e hypada que for surgindo?
Será que os blogs estão morrendo? Ah, lá vem essa discussão de novo.
Vamos migrar de vez para uma super page no Facebook? Ou ele também está Orkutizando (e o negócio vai ser o Google+)?
Ou vamos abrir uma livraria e virar 100% offline e compartilhar só no cara a cara, no chazinho da tarde?
Ou uma escola para crianças?

Infelizmente não sei a resposta.
Mas continuo perguntando!

cirurgia

Mas, uma coisa eu sei.
De todo o conteúdo que passa por nós, separo em duas grandes gavetas.

01. O gavetão das coisas que achei.
02. E a gaveta das coisas que aprendi.

A primeira requer prática.
Requer treino.
Quanto mais faz, melhor fica.
Saber achar, o que achar, onde achar, o que é bom, o que é ruim.
Bem ou mal, é o que todos nós estamos fazendo, do porteiro do prédio ao presidente da república. Somos todos curadores de conteúdo e apontadores de coisas legais.

A segunda é uma habilidade.
Requer experiência. Profissional e pessoal.
Quanto mais misturado a coisas que já estavam dentro da cabeça e do coração, melhor.
Precisa ter vivido. Requer uma certa sabedoria, uma certa poesia, um certo olhar.
E bem ou mal, é o que poucos estão fazendo.
Nunca briefei os updaters sobre como fazer um post, mas repito uma frase que li e adotei no ano passado: quando for escrever, páre, respire e se pergunte:
“O que eu aprendi depois que achei isso?”
ESCREVA O QUE VOCÊ APRENDEU.

Vou repetir: ESCREVA O QUE VOCÊ APRENDEU.

Os achados são os mesmos para todo mundo.
Você acha as mesmas coisas que o seu cunhado.
Mas a diferença que você pode fazer pelo mundo é compartilhar o que aconteceu depois que esse achado entrou na sua cabeça e se misturou com o que tinha lá dentro. As coisas que você pesquisou e relacionou, as ligações que fez, as histórias que lembrou. As lâmpadinhas que se acenderam.

Portanto, esse discurso todo (longo, desculpe) é só por uma vontade de dividir essa inqueitação com você, que deve estar sentindo a mesma coisa.
E segundo, para você saber que tipo de conteúdo (e pretensão) você vai encontrar em cada uma dessas plataformas em que vamos estar com a marca Update or Die.

No site vamos publicar o que aprendemos. Nos outros lugares, o que achamos (e o que aprendemos, sempre que possível, mesmo que em versão telegráfica)

Hoje, quando você for escrever qualquer coisa, não conte só o que achou. Conte o que APRENDEU.

Richard Feynman também acha pouco descobrir o nome de alguma coisa. Aprender sobre ela é muito mais legal.

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