Nós assistimos televisão também, em um mundo em que, cada vez mais, a televisão predominante é a americana.

Fiquei com essa sensação ao assistir a homenagem feita por uma esposa ao seu marido, para comemorar o aniversário dele.

Ela criou versões de aberturas de séries americanas para ele. O resultado é sensacional, para quem ama televisão a ponto de dedicar-se ao projeto, endereçado a outra pessoa, que provavelmente ama tanto essas séries quanto.

Repare no alfabeto hebraico nos vídeos, indícios que revelam tratar-se de uma produção israelense.

Televisão é o veículo que tradicionalmente agrega a família no sofá para consumo de experiências culturais populares compartilhadas.

Na nossa geração, as séries americanas vêm provocando uma radicalização desse comportamento, que chamo de ‘consumo obrigatoriamente compartilhado’.

Funciona assim: se você assiste uma série com alguém, passa a ser obrigado a acompanhar cada episódio dessa série ao lado daquela pessoa. Não pode assistir antes, nem depois, sem realizar um verdadeiro ato de traição.

Se a outra pessoa não pode assistir o episódio essa semana, ou na outra, o acúmulo de episódios resultará em uma maratona no fim de semana.

Paralelamente, acumulam-se relatos de casos em que, não suportando a curiosidade, pessoas assistem episódios duas vezes, simulando surpresa em trechos de maior suspense.

Mas o mesmo fenômeno parece não se repetir com a TV brasileira, e, pelo que o vídeo leva a crer, israelense.

Isso acontece com você? Com quais séries?

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