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[su_heading size=”24″ align=”left” margin=”0″]Quase como sempre, o defeito que virou efeito: a famosa tombadinha de lado na câmera, que cutuca o seu cérebro sem você perceber.[/su_heading]

O cineasta Jacob T. Swinney juntou várias cenas de filmes que usam a famosa tombadinha na câmera utilizada para dar um clima diferente na cena. Os que são da minha geração certamente vão se lembrar do Batman da TV (décadas/60/70), que abusava do truque em quase todos os episódios.

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Mas o “ângulo holandês”, nome oficial da entortadinha (ou “inclinção holandesa”, ou “Dutch Angle”, “Dutch Tilt”, etc) tem uma qualidade mágica que acontece justamente quando é usado com parcimônia, naquele ponto em que a gente não se dá conta dá inclinação, mas sente que a cena tem alguma coisa diferente.

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O ângulo holandês é um dos melhores exemplos da mútua influência entre cinema e HQs

É um efeito muito elegante. Pensa: se você pedir para uma criação criar algum efeito especial em uma cena da escola, para passar uma ideia de opressão, ou embreaguez, ou qualquer outra forma de realidade alterada, provavelmente as opções que ela iria escolher seriam o desfoque, a camera solta, ou um zoom in/out. Coisas que nem de longe tem a sutileza de um planinho inclinado, que tem o poder de acelerar as batidas do seu coração.

Menos é mais. Mais especificamente, algo entre 10º e 35º

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BÔNUS TRACK: As holandesas do Thor