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E um dos maiores festivais de criatividade do mundo se encerra. Dizem pelos quatro cantos do Palais que a torneira fechou esse ano. Não bastasse um ano com poucos leões, teve agência brasileira tendo que devolver o que tinha ganho. Não tá fácil para ninguém.

No meu modo de ver além do rigor ter sido maior, um algo além aconteceu. Cada vez mais se premiam resultados. Está arriscado ano que vem o nome virar Festival de Criatividade com Resultados. Não basta mais apenas uma ideia brilhante, uma direção de arte impecável. É preciso mostrar o efeito que aquela ideia teve no mercado. A maioria dos Grand Prixs tinham algo relacionado a um grande feito. E grande parte deles quase sempre estava relacionado a aumento de vendas ou de certa forma um impacto no negócio. Uma das exceções foi o corajoso case da Rei #optoutside. Que vai para um lado oposto. Só que não sai desse universo semântico de vendas. Esse case por sinal também trabalha um conceito muito utilizado que foi o da “maldade” (entre aspas porque não quer dizer fazer mal a alguém literalmente). Mas, você fechar a loja por um dia é algo completamente contra qualquer manual do consumidor. Você construir uma loja como da Adidas em que para entrar era necessário subir um muro de escaladas. Acho que pode virar uma tendência inverter esse senso comum. Aguardemos.

Aqueles que passaram perto do leão, agora é hora de olhar tudo com calma, aprender, entender e voltar ainda mais forte. Aos que ganharam, meus parabéns. Até ano que vem. C’est fini.