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Quando criado em 2010, o Instagram era bem diferente do que vemos hoje. Antes com funções e filtros mais limitados, a rede social de compartilhamento de fotos e vídeos hoje se transformou em uma ferramenta considerável na hora de planejar a estratégia de marketing de uma empresa.

Em texto publicado no site da Adweek, o autor Marty Swant fez uma análise bem interessante do caminho que o app percorreu nos últimos sete anos. Comparando o conteúdo do Instagram às obras do artista de pop art, Andy Warhol, Swant traça um paralelo entre o peso das imagens usadas em anúncios na plataforma com o impacto causado pelas estampas únicas de Warhol nos anos 60.

Capa do primeiro álbum da banda Velvet Underground (1967), com estampa de Andy Warhol

Para Swant, o principal evento que contribuiu para o crescimento do app  foi, é claro, ter sido comprado pelo Facebook. A junção entre arte e negócios, com a proporção de uma empresa como o Facebook, foi a combinação perfeita para impulsionar a evolução do Instagram como ferramenta publicitária indispensável.

Mas qual é a aplicação prática desse conceito? Mudar a forma como as empresas fazem anúncios, simples assim. Recentemente, com o acréscimo da função “Stories”, o Instagram mudou sua missão para “aproximar relações por meio de experiências compartilhadas”. Ou seja, a rede, que antes permitia que os usuários publicassem momentos de destaque dos seus dias, agora possibilita que compartilhem a todo instante o que estão fazendo. Isso muda o comportamento do usuário e, portanto, a forma de fazer marketing usando a plataforma.

O sucesso do app se mostra na quantidade de 700 milhões de usuários mensalmente ativos. Os vídeos dos Stories possuem engajamento de cerca de 200 milhões de usuários. É muita gente consumindo muita informação. Informação esta que é compartilhada rapidamente e some na mesma velocidade em que é consumida. Como as impressões de Andy Warhol, são imagens impactantes, que enchem os olhos e seduzem o público.

O CEO e co-fundador do Instagram, Kevin Systrom, comparou a identidade da marca com outra gigante, a Apple. “Não é sobre ser uma empresa que tem como produto um computador pessoal. É sobre como humanos interagem com os aparelhos eletrônicos”, disse. Talvez, por conta dessa relação, no Instagram os usuários podem estar mais propensos a aceitar anúncios.

Na próxima semana, em Cannes, a empresa irá montar um estúdio no qual artistas e fotógrafos irão ensinar marcas a criar Stories que tenham maior engajamento. Uma pesquisa da Socialbakers, empresa de monitoramento de métricas de redes sociais, divulgada mês passado, mostrou que as marcas conseguem um engajamento três vezes maior fazendo anúncios pelo Instagram do que por meio do Facebook.

Como disse Andy Warhol: fazer dinheiro é arte. Arte é trabalho e um trabalho bem feito é a melhor arte.