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Se existe um conceito constantemente debatido no mundo das artes é a máxima de que duvidar de seu público é um aceno ao fracasso.

Um grande numero de artistas consagrados dizem que uma obra que desqualifica o espectador, desacreditando sua capacidade criativa e invalidando suas construções narrativas particulares, tende a cair de cara no reino do banal e acabará sendo, invariavelmente, esquecida. Mesmo no campo do entretenimento, muito mais preocupado com a fruição imediata do que com a relevância da obra, o êxito também depende da capacidade de respeitar a condição intelectual do público, mantendo-se sempre na linha tênue entre o palatável e o desafiador.

Na publicidade e no marketing, a mesma questão adquire contornos ainda mais definitivos: ela é uma das chaves para uma campanha inesquecível. É fundamental para um profissional da área conhecer seu público bem o suficiente para jamais subestimá-lo. No mundo ágil da propaganda, ainda mais se levarmos em conta os novos paradigmas da web, um conteúdo que não confia na capacidade de pensar de seu público pode soar como uma ofensa e se transformar em dor de cabeça fulminante para qualquer marca. Como Phillip Kotler afirmou em seu Marketing 3.0, é fundamental entender que o consumidor é mais do que um possível comprador, ele é um ser humano completo e complexo, que tem opiniões e inteligência, que pede para ser conquistado “espiritualmente”, que anseia por ser desafiado a participar ativamente da construção de um mundo melhor.

Lembre-se: seu público conhece mais seu próprio mundo do que você – é ele que será responsável por preencher a lacuna que existe entre a campanha desenvolvida e o conjunto de sentidos de seu cotidiano. Ele age ativamente sobre o conteúdo que você apresentará, independentemente de sua vontade. Ele conhece melhor suas intenções do que você mesmo. E não se deixará enganar – ou ser rebaixado a um comprador destituído de inteligência.