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Espaços de arte virtual estão emergindo há tempos, como a Art Baby Gallery e o Digital Museum of Art. Expor as obras online pode ser considerada parte da transição do universo artístico para a era virtual, mas as propostas dos trabalhos interativos de Marina Abramović, Jeff Koons e Olafur Eliasson querem expandir ainda mais os horizontes do mundo virtual. Os trabalhos foram exibidos em um simpósio em Estocolmo, o Brilliant Minds, e são parte de um projeto chamado Acute Art que será lançado oficialmente no segundo semestre de 2017.

A iniciativa é uma galeria de realidade virtual. Além de ser uma renovação da expressão artística contemporânea, também é um espaço para estimular novos artistas a criarem e exporem suas obras.  O escultor Jeff Koons explicou que a realidade virtual traz um cerne para a arte. “Fico ciente de que estou em um espaço no qual entendo os parâmetros que me cercam”, disse. Segundo ele, a modalidade oferece uma afirmação da existência que está sempre em falta.

Marina Abramović. Via acuteart.com

Graças à essa tecnologia, o público pode interagir com as criações. Jeff Koons elaborou para a Acute um cenário no qual há uma bailarina com o corpo cromado, “Phryne”. O título do projeto é inspirado em uma cortesã da Grécia Antiga e tem raízes nas artes clássicas. Os participantes encontram a bailarina sentada em um jardim e ela os guia pelo mundo criado pelo artista. “Usei a superfície metálica de Phryne para trazer auto-afirmação para a realidade virtual. Você pode ver seu reflexo sobre ela, o que afirma que sua presença é real, que você existe”, explicou.

Phryne. Via Acute Art/Youtube

A artista performativa, Marina Abramović, apresentou “Rising” para confrontar o público em relação às mudanças climáticas. Os participantes ficam cara a cara com a artista e ela os leva para um tanque de vidro que vai lentamente sendo preenchido com água. Depois eles a acompanham em um passeio nas geleiras que estão derretendo no Ártico. O público tem duas alternativas: ajudar a salvar o planeta ou não. Caso a resposta seja sim, a água do tanque diminui. Se a resposta for negativa, a representação virtual da artista morre afogada. Marina contou que o intuito desse trabalho é transferir a energia de um corpo para o outro por meio da tecnologia moderna.

Rising. Via Acute Art/Youtube

Já o escultor Olafur Eliasson criou “Rainbow”. O artista é conhecido por usar luz em seus trabalhos e não fez diferente. O participante vê uma cortina de água interativa e nas partículas se forma um arco-íris. “A realidade virtual tem potencial para se tornar a plataforma que fornece novas formas de ter experiências se incluirmos o corpo no nosso trabalho virtual. Não acredito em deixar o corpo para trás”, explicou. Rainbow pode ter vários participantes ao mesmo tempo para que o público sinta o impacto dos outros no espaço, de acordo com o criador.

Rainbow. Via Acute Art/Youtube

Veja uma prévia dos trabalhos de cada artista no vídeo abaixo: