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As mídias sociais mudaram o balanço de poder entre marcas e clientes, amplificando a voz do consumidor e aumentando o poder que ele exerce nas tomadas de decisões das empresas.

Já deve ter acontecido com você: um anúncio aparece na timeline do Facebook ou na conta do Instagram e desperta seu interesse. “Legal, vou dar uma olhada no perfil”, você pensa. Mas chegando lá, nota que a página tem poucas curtidas ou seguidores e mínima interação. A reação é sair do perfil, simplesmente por ser desinteressante e não passar aquela confiança. O que define uma página de sucesso? Likes, muitos e muitos likes.

As marcas sabem disso e cuidam para que haja movimento em suas redes sociais e investem em um tipo de publicidade diferente: o marketing de influência. Um estudo do Instituto McKinsey mostrou que esse marketing proporciona o dobro de vendas em relação à publicidade paga ou impulsionada. Pela recomendação de influenciadores, os clientes confiam mais no produto e consomem o anúncio com mais atenção. Em decorrência disso, se fala cada vez mais sobre marketing de influência.

E, sim, quando cito influenciadores, estou falando dos millennials. Claro que para cada produto o influencer é um agente diferente, mas essa geração acaba sendo o maior expoente dessa configuração nova. A marca necessita identificar o indivíduo que influencia diretamente o público-alvo em potencial e essa personalidade pode ser desde uma celebridade, até um consumidor “comum”, desde que tenha afinidade com a marca e algum nível de influência nas mídias sociais. Ou seja, seguidores, curtidas, comentários e etc.

Fazendas de cliques

Claro que o ser humano, como sempre, elevou a corrida por likes a outro nível. Recentemente um vídeo mostrando uma “click farm” (fazenda de cliques ou fábrica de likes) viralizou e causou desconforto, com razão, para um monte de gente. Vou explicar. Trabalhadores estão sendo explorados com uma finalidade: produzir likes. No caso, o vídeo mostrava uma click farm em Bangladesh.

Por que isso? Empresas como a Apple, por exemplo, conseguem evitar que robôs programados manipulem os rankings da App Store, então o “serviço” burla a técnica, e a lei, para gerar curtidas “orgânicas”. Mas esse tipo de manobra é mais prejudicial do que qualquer outra coisa. A maioria dos empreendimentos se baseia em estatísticas de mídias sociais para medir resultados de aprovação de usuários, de fato, reais. Então as click farms acabam prejudicando o mapeamento dos setores de atuação das empresas. As informações são de reportagem do The Guardian e você pode conferir aqui.