Futuro do UFC não é tão diferente que o de Google ou Apple


Dana White foi chamado de louco quando foi atrás de US$ 2 milhões para comprar o UFC, já com alguns adeptos, mas com fracasso decretado por “especialistas”. Hoje, ela vale cerca de US$ 2 bilhões. “Começamos sem nenhum apoio, de nenhuma mídia. Ninguém acreditava na gente, e pior: me diziam abertamente que eu tinha feito o pior negócio possível. Desde o primeiro dia, foi – e continua sendo – uma luta diária”, declarou o presidente de um dos esportes mais controversos e amados da atualidade.

White não nasceu empreendedor, nem investiu nisso só pelo negócio. Aos 17 anos, começou a lutar boxe. Sem muito sucesso na dentro do ringue, mas apaixonado pelo universo da luta, passou a atuar como empresário de lutadores, até descobrir que a empresa que controlava o relativamente novo Ultimate Fight Championship – torneio que promovia lutas de artes marciais mistas – queria vendê-lo. Convenceu os irmãos Fertitta, amigos de infância, a investir e colocá-lo como presidência. Parece que deu certo. :)

Mais que esporte – muitos inclusive o questionam como tal –, UFC é uma marca. Uma das mais valiosas e lucrativas do mundo. E White aprendeu sem universidades de marketing lições que valem para companhias de qualquer tamanho. “Nossos eventos competem não só com outros semelhantes, ou com a programação de outros canais. Eu compito com o jantar dos namorados, com as baladas de sábado à noite, com o lançamento do cinema. Para vencer isso, faço o possível para ter certeza de que quando as pessoas saem de um evento meu, ou desligam a TV, elas estejam satisfeitas e empolgadas o suficiente para voltarem assim que tiver o próximo”.

E por mais absurdo que possa parecer, o caminho para o futuro do UFC não é muito diferente do que devem trilhar gigantes como Google, Apple ou gigantes do jornalismo e entretenimento. “As pessoas amam estatísticas e conteúdo. Agora, estamos trabalhando nisso para oferecer mais e mais aos fãs. Estamos estudando soluções de realidade virtual, instalação de sensores visuais e auditivos nos equipamentos dos lutadores, medição de quantos socos, qual a intensidade, tudo em informações sobre as lutas. Os melhores golpes e nocautes se tornam conteúdo para as redes sociais. Cada um adequado à sua plataforma”, adianta.

White se cercou de especialistas nas áreas em que poderia crescer para garantir esse sucesso todo. Não foi pretensioso de achar que já sabia tudo – hoje, tem como um de seus principais sócios Ariel Emanuel, coCEO da WME|IMG, empresa líder em entretenimento, moda e esportes. E como ele mesmo destaca, o maior êxito foi ser apaixonado pelo projeto e ter corrido atrás para trabalhar com o que lhe dá prazer. “Eu amo o que faço. Amo pegar a estrada e descobrir novos lutadores, conviver com eles, ir aos meus eventos. É uma pena que tenha que dormir. Enquanto isso, muitas pessoas tem dificuldade de sair da cama todos os dias por trabalharem com o que não gostam. Se você tem uma ideia realmente boa, de algo que você ama de verdade e aceita se dedicar integralmente a ela, com todo seu tempo e esforço, acredite em mim: vai dar certo!”.


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Karan Novas
Apresentador do "Rock Reclame" na Kiss FM, redator, roteirista e produtor de conteúdo. Apaixonado por criatividade. Fã do UoD, escrevo aqui sobre propaganda, marketing e outras cositas más.

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