Antes de ler o texto abaixo, veja este comercial:

Viu? Claro, é rapidinho. Trinta segundos para vender um carro. Só que, convenhamos, é um filme dos anos 80. Muita coisa mudou de lá pra cá. O Muro de Berlim caiu, o Brasil tomou um 7 a 1 e a publicidade – como a conhecíamos – morreu.

Algumas marcas entenderam e a Volvo é uma delas. Recentemente, eles lançaram novos capítulos da série “Human Made Stories” (algo como “Histórias feitas por Humanos”) em parceria com o canal britânico Sky Atlantic – que, aliás, exibe a série na TV – e mostraram por que viraram referência no assunto.

O quinto capítulo da série é particularmente emocionante. Exibe a história de Rosemary Johnson. Quando jovem, Rosie sonhava em ser uma violinista. Infelizmente, em 1988 (mesmo ano do comercial postado acima), a moça sofreu um acidente que a deixou paralisada. Sem fala, sem movimentos. Sua mente, porém, permanecera intacta.

Quase 30 anos depois, Rosie conseguiu se reconectar com a música. Sinopse dada, o melhor mesmo é ver o filme. Sim, são sete minutos. Mas vale a pena. Além disso, se você trabalha com comunicação, vale “ler” esta série de filmes da Volvo observando tudo o que eles representam. Foram feitos para o século XXI. E daí que são sete minutos? Está no Youtube. “Mas a marca quase não aparece”. Exato! A marca está ali. Mas não está. O core do filme é a tecnologia, a inovação e como o ser humano consegue superar as adversidades para atingir objetivos. Qual marca não quer se aproximar de valores assim? Pois é!

Confira:


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Leonardo Araujo
Jornalista e conteúdo digital. Admirador do caos nas horas vagas.

Comments 23

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  1. Morreu para você, fã ingrato. kkkk
    Deixando a brincadeira de lado, temos que olhar isso de outra forma. Cuidado na hora de vacinar o fim de certa coisa. A TV não matou o Rádio, assim como os ebooks não mataram o livro físico. Existem, isso sim, N maneiras de se vender uma coisa. Aposto com você que a Volvo JAMAIS vai parar de fazer seus filminhos de 30″ vendendo seus carros. Ela não é louca. Sou um dos desconfiados desses filmes que são lindos, mas poderiam ser assinados por qualquer marca. A maioria deles falta-lhes isso: identidade de marca. Acho que essa análise apocalíptica necessita de uma revisão à luz da história.

  2. Muito bom!!! O homem que aparece no vídeo é o brasileiro Eduardo Miranda, professor na Universidade de Plymouth, na Inglaterra. Ele desenvolveu essa tecnologia…

  3. Volvo, como sempre buscando caminhos seguros para a vida. As vezes é mais importante os segundos de 100 a 0 km do que de 0 a 100 km.

  4. Acho que é uma maneira de manter a marca na mente das pessoas, mas não serve para vender o produto em si, os lançamentos da Volvo… Para a parte comercial da empresa para vender determinado produto, lançamentos, tem que ser uma apresentação curta… Quem quer comprar, tem pressa, e quer chegar logo ao objetivo do desejo e descobrir suas atribuições em tempo curto! Saber em tempo curtíssimo do que é capaz o carro que quer comprar, a vida é corrida e todo mundo tem pressa… Exemplo,quem compra uma TV nova, ou um celular novo, e lê todas aquelas instruções chatas e demoradas? Ninguém, porque ninguém tem paciência e tempo…. Mas o vídeo tá lindo, mas para mim funciona como arte e para manter a marca Volvo na mente das pessoas…

  5. É verdade, a publicidade morreu e acho que foi no começo dos anos 2000. Pelo menos aquela que a maioria das pessoas ainda tem na cabeça.
    Mas não acho que essa iniciativa de Volvo possa ser apontado como um norte. Esse tipo de conteúdo é uma das muitas formas (e serão mais) de se lidar com marcas. Esse movimento existe, pelo menos, desde aquela famosa série THE HIRE da BMW com o Clive Owen, que é de 2001 (apenas um exemplo que lembrei agora). Claro, é muito bacana isso tudo, uma super liberdade criativa, mas não é suficiente se pensarmos em consumo. São maneiras e tons em diferentes momentos na relação entre consumidor e marca. A velha balança entre entretenimento e consumo – ou entre arte e consumo, como cresci ouvindo – ainda precisa estar por aí. Talvez, mais importante agora do que antes.

  6. Será que esse é mesmo o futuro ou é apenas o que sonhamos como criativos?
    Produzir diversos episódios de 7 minutos é caro e trabalhoso.
    Acessei o link e notei que só tem 250.000 views.
    Como diretor de conteúdo, apostei neste formato por dois anos e não acho que o Brasil esteja perto deste futuro.
    Infelizmente.

    1. Bela análise. Ainda mais para uma juventude que não consegue reter sua atenção por mais de dois minutos.

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