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A pesquisa foi realizada pela SurveyMonkey, de 24 de agosto a 7 de setembro de 2017 e baseada em 37.056 respostas. A amostra representa, em relação a gênero e idade, a população adulta que assiste a filmes e séries em locais públicos por meio de serviços de streaming.

Segundo a pesquisa global, 67% dos entrevistados estão dispostos a expor suas emoções em público ao assistir conteúdo fora de casa. É que, para eles, o acesso a séries ou filmes é mais importante do que água ou comida no ranking dos itens “essenciais” para viagens em transporte coletivo, como o trajeto entre a casa e o trabalho.

Graças à transmissão e download em smartphones e tablets, não existe mais um local ideal para fazer maratonas. O brasileiro faz maratonas em todos os lugares. De acordo com a pesquisa, o Brasil está acima da média quando se trata de assistir conteúdo em local público: em aviões (49%), no ônibus (45%), no trajeto diário (50%), em cafés (47%), em filas (39%), na academia (24%) e no carro (33%).

Nossa tela é alvo de bisbilhoteiros:

Quase metade (45%) das pessoas que assistem a filmes e séries no transporte coletivo já foram surpreendidos por bisbilhoteiros no banco de trás espiando sua tela. E no Brasil a situação é extremamente comum: 61% confessaram dar uma olhadinha no que o vizinho está assistindo. Só 18% dos maratonistas assumidos se sentiram constrangidos pelo conteúdo visto. E mais: 77% se recusam a parar de ver sua série ou filme.

Estamos dando spoilers:

11% dos maratonistas assumidos em todo o mundo já levaram spoilers ao espiar filmes e séries de telas alheias. Já no Brasil e no México, 17% e 18% das pessoas, respectivamente, ficaram sabendo sem querer o que ia acontecer no seu programa favorito ao olhar a tela do vizinho.

Somos interrompidos por estranhos:

Mais de um quarto (27%) dos maratonistas assumidos já foram interrompidos por estranhos interessados em engatar uma conversa sobre seus filmes ou séries. Aproximadamente um em cada três latino-americanos já teve seu filme ou série interrompido por um estranho puxando papo.

Temos coração mole:

Não importa o quão meticulosos somos em nossos posts nas mídias sociais; na vida real, risadas ou lágrimas não têm filtro. A maioria dos maratonistas assumidos já gargalhou na frente de desconhecidos (65%) e um em cada cinco já chorou diante da tela. Os mexicanos, colombianos, chilenos e brasileiros são os mais emotivos. Em contrapartida, é improvável flagrar um alemão aos prantos em plena maratona no transporte público. Para disfarçar as emoções, três técnicas foram apontadas:

38% dos entrevistados sugeriram que o melhor a se fazer é simplesmente fingir que nada aconteceu e continuar a assistir. 23% disseram que parar de assistir ao filme ou à série é a melhor solução. 21% decidiram que cobrir a tela pode ser uma boa saída

Países que mais assistem Netflix em público:

México (89%)
Índia (88%)
Filipinas (86%)
Tailândia (86%)
Colômbia (84%)

Países da América Latina que mais assistem Netflix em público:

México (89%)
Colômbia (84%)
Chile (82%)
Argentina (78%)
Brasil (77%)