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O Game Awards está para os videogames um pouco como o Oscar está para o cinema.

Apesar de ser um evento relativamente novo, o peso de seu juri e de seus membros para o setor é tremendo; é difícil nomear um grande veículo especializado que não tenha votado ou uma grande produtora que não sente à mesa de seus membros.

Nesse ano a premiação ocorreu sem grandes surpresas, talvez a categoria mais acirrada fosse justamente a mais importante, o Jogo do Ano.

Mas não acredito que haja muita controvérsia após a divulgação dos vencedores. Eu, aliás, só fiquei triste com o melhor cyberatleta. Acredito que um prêmio desses pudesse levar em conta muito mais do que talento puro (em que Faker é, sim, inquestionável) mas também as características que propiciam um bom atleta profissional (que aí eu ficaria com Kuroky, que pegou 4 iniciantes em um jogo e transformou em milionários).

Seguem alguns vencedores de categorias importantes (algumas até com potencial para mudar o mercado de conteúdo):

Jogo do Ano: Zelda: Breath of the Wild

Vi gente dizendo que devia ter sido PlayerUnknown’s Battlegrounds, pelo volume de jogadores principalmente. Mas seria como premiar o Melhor Filme do Oscar com o filme de maior bilheteria, não?

Melhor Direção: Zelda: Breath of the Wild (de novo!)

Segundo a descrição dessa categoria, premia a direção que trouxe mais inovação e visão criativa.

Melhor Narrativa: What Remains of Edith Finch

Desenvolvimento de narrativa, storytelling, aqui é premiado o jogo que tem mais daquela qualidade que demorou para ser reconhecida em jogos.

Melhor Direção de Arte: Cuphead

Ok, ia ser difícil um jogo tão coeso em seu estilo, tão bonito com seus personagens todos desenhados à mão não ganhar esse prêmio.

Melhor Música: NieR: Automata

A Square Enix é conhecida pelas trilhas sonoras inesquecíveis e com esse game não foi diferente.

Melhor Design de Som: Hellblade: Senua’s Sacrifice

Design de Som é quanto a ambientação do jogo é impactada pelo som, ou melhor, quanto os sons do jogo de tiram da cadeira pra te colocar ali dentro da ação.

Jogo de Maior Impacto: Hellblade: Senua’s Sacrifice

Confesso que essa categoria me deixou BEM intrigado. Nela é premiado o jogo com mais potencial de “Você não é o mesmo depois de jogar este jogo”. Só isso já me fez adicioná-lo na minha lista de desejos.

Melhor Experiência em Andamento: Overwatch

Achei essa categoria bem interessante: premia o jogo que melhor em evoluído a experiência do jogador, com conteúdo novo, atualizações e DLCs. É a categoria que representa o modelo de negócios do futuro para games e talvez até para histórias. O vídeo acima é de uma das últimas animações que foi lançada em português.

Melhor Jogo Mobile: Monument Valley 2

A maior fatia do mercado de games hoje é representada pelos games mobile. A continuação do Monument Valley pegou todos de surpresa, com pouquíssima divulgação prévia, mas fez bonito.


Melhor Jogo Portátil: Metroid: Samus Returns


É legal aqui diferenciar jogos mobile de jogos portáteis, que são específicos para consoles de mão.


Melhor Jogo em VR/AR: Resident Evil 7

Acredito que vamos ver cada vez mais jogos usando tecnologia imersiva como essa, faz todo o sentido para os games.

Melhor Jogo Independente: Cuphead

Talvez a menor surpresa do ano. Fazia tempo que um jogo indie não tinha levantado tanto buzz e tido reviews tão interessantes (e é, sim, difícil até não poder mais).

Melhor jogo eSport: Overwatch

Uma das bases de fãs mais sólidas, grande engajamento da comunidade. O jogo é quase uma religião.

Melhor atleta de eSports: Faker

ROX Tigers versus SK Telecom T1 at the 2016 World Championship – Semifinals at Madison Square Garden in New York City, New York, USA on 21 October 2016.

A premiação completa você encontra aqui.

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