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Recentemente, um ex engenheiro de software do YouTube fez um vídeo com a Vice News explicando como a empresa faz de tudo para maximizar o tempo de visualização dos vídeos e como o algoritmo opera para deixar o usuário cada vez mais hipnotizado, clicando sem parar nas sugestões de conteúdo relacionado.

Mas isso é um problema, e um pouco anti-ético também. Guillaume Chaslot é doutor em ciência da computação e trabalhou no YouTube em 2010. Ele contou que a política da empresa é programar o algoritmo para manter os visitantes no site pelo maior tempo possível.

A ideia é legítima, mas como isso é feito? Com sensacionalismo, mais especificamente, com teorias da conspiração. Drásticas mudanças climáticas, previsões de Nostradamus, arquivos secretos sobre Vladimir Putin, provas que alienígenas estão entre nós, e assim por diante (eu mesma já perdi a conta de quantos vídeos sobre vida extraterrestre eu vi, mas não vamos entrar nesse assunto).

Com isso em mente, Chaslot criou uma plataforma chamada AlgoTranspareny que reúne esses dados e evidencia quais são os vídeos mais recomendados para os principais assuntos da sociedade (ciência, líderes mundiais, eleições) e como aqueles sobre conspirações têm mais chances de aparecer.

Sobre cada tópico o professor faz um gráfico mostrando quais são as principais palavras dos títulos desse conteúdo, como no caso dos dados mais recentes na subcategoria do gênero “Ciência”, “A Terra é Plana ou Redonda?”:

A única coisa genuinamente boa dessa lista, na minha opinião, é o astrofísico norte-americano Neil deGrasse Tyson.

Mas falando sério, o assunto é um pouco assustador. Os dois vídeos mais recomendados pelo algoritmo na categoria são sobre as “provas irrefutáveis” mostrando que a Terra é plana.

Chaslot explicou para a Vice que pretende criar esse mesmo tipo de site para o Facebook e para o Twitter. A ideia é mostrar a importância da discussão sobre o funcionamento dos algoritmos de maneira transparente.

Para quem quiser explorar as recomendações do YouTube sobre mais temas, é só acessar o AlgoTransparency. Os dados são frequentemente atualizados, sendo os mais recentes de fevereiro de 2018.

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