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Branded Content: o que Bill Murray pode ensinar para as marcas

Uma das coisas mais legais do SXSW é a variedade de assuntos. São milhares (literalmente) de palestras, shows, filmes, passando por temas tão diversos como yoga e inteligência artificial (claro). Você se vê diante desta programação na posição de curador da sua agenda, correndo o risco de perder sessões incríveis por pura impossibilidade de tempo.

Cada uma dessas oportunidades funciona como peça de um quebra cabeças, que você vai tentando encaixar e dar um sentido.

Adorei o doc “The Bill Murray Stories: Life Lessons Learned from a Mythical Man”. O diretor Tommy Avallone investiga as “quase lendas urbanas” sobre o ator.
São situações em que Bill Murray faz o que gosta de fazer: ser uma celebridade de Hollywood que aparece, do nada, e transforma o dia de pessoas comuns pela sua simples presença.

O filme narra a vez em que ele entrou em uma reuniãozinha íntima, de gente que ele não conhecia, e lavou toda a louça acumulada na pia para depois desaparecer pelas ruas da cidade. Ou a outra vez em que surgiu do nada para fazer fotos com um casal de noivos na rua. E teve também a vez em que serviu bebidas em um bar, para clientes surpresos e maravilhados. Ou quando tocou pandeiro a noite inteira em uma house party qualquer (em que entrou de penetra). Esses momentos podem durar alguns minutos ou uma noite inteira, e assim como começam, terminam. Ao final, Bill some misteriosamente.

O fato em comum é que, com estas “ações”, Bill Murray deixa um rastro de alegria, encantamento e surpresa nas pessoas à sua volta. É como se ele fosse uma fada, capaz de, com seu toque mágico, transformar alguns minutos de encontro em momentos inesquecíveis para a vida. Do lado dele, parece que ele está curtindo imensamente aquele contato com gente real, longe dos holofotes de Hollywood.

“What’s Next After Advertising? The Jump to Content”

No dia seguinte, assisti ao painel “What’s Next After Advertising? The Jump to Content“. Otto Bell era o mediador. Seu currículo impressiona: Chief Creative Office do Courageous Brand Studio, um estúdio da CNN (Turner) para criação e produção de conteúdo para marcas. Antes de fundar o Courageous, foi head de Branded Content global da Ogilvy. E seu projeto pessoal, o doc “The Eagle Huntress” foi premiado em Sundance e indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2016.

No seu speech, Otto discorre sobre o engajamento cada vez menor das pessoas diante da publicidade tradicional (leia-se, comerciais de 30 segundos). “Sua marca não é seu logo, é a sua história”. Ele enumera três lições para o sucesso das marcas em seus esforços no universo do entretenimento:

1) Find your story – Ache a sua história. Ela tem que fazer sentido para a sua marca, e principalmente para a sua audiência. Dê a eles algo que eles realmente queiram ver.

2) Make it emotional – Seja pelo humor, seja pelo drama, seja pela compaixão, fale através da emoção. Você está competindo com os programas, séries, eventos favoritos deles.

3) Plan for spontaneity – Não force a barra. Seja espontâneo. Se tudo isso não parecer natural para a sua marca, não faça.

E foi aí que as peças do quebra-cabeças se encaixaram para mim. Lembrei do filme do Bill Murray da véspera. Bill Murray, o ator, é uma “marca” de sucesso, amado por todo mundo. E a cartilha de Otto Bell sugere que as marcas sigam exatamente os seus passos.

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