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Todos os caminhos levam até o divã: no Museu da Psicologia, recém-inaugurado em Ohio, nos EUA, os visitantes são convidados a transitar entre pesquisas e experimentos a fim de acompanhar a evolução da área – e, de quebra, repensar a própria trajetória, porque é impossível passar intacto por essa experiência.

Instalado em um espaço com mais de 2,5 mil metros quadrados, o museu abraça a contemporaneidade e aposta em atrações interativas, para que o aprendizado seja igualmente entretenedor.

Esse balanço entre teoria e prática; ciência e entretenimento é mérito de quem sabe o que faz: Dennis and Kathleen Barrie, os nomes por trás do museu, têm propriedade no assunto – eles foram co-criadores do Cleveland’s Rock e Roll Hall of Fame. Também chegaram a trabalhar no Museu do Espião, em Washington, e do Museu do Mob, em Las Vegas.

A ideia com essa nova atração é proporcionar uma imersão na psicologia, dando uma roupagem menos complexa do que aquela que vemos em ambientes acadêmicos.

“A primeira vez que vi a equipe e avaliei os arquivos que tínhamos em mãos, que eram extensos e sofisticados demais para quem não atua no segmento, fiquei realmente preocupado em como transformar tudo aquilo em algo palatável para a massa, e divertido também”, disse Dennis.

Mas o castigo e a benção andam de mãos dadas: o vasto material lhe dava alternativas infinitas de atuação, e a maneira escolhida para desenvolver o museu de uma maneira interativa, que dialogue com os estímulos dos nossos tempos, foi adotando a linha do storytelling, condensando com alguns atrativos que pediam a colaboração do visitante.

Por exemplo, ali os transeuntes são convidados a tentar montar um quebra-cabeça que foi usado como um teste de inteligência para imigrantes no começo do século 20, ou podem medir seu tempo de reação em outra atração, ou ainda avaliar sua capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo em outra brincadeira.

Ao lado de cada “jogo”, painéis contam a história de como a psicologia foi usada para decifrar o comportamento humano ao longo da história, seja para constatar a eficiência de homens e mulheres dentro de áreas corporativas, ou para determinar como a cafeína presente na Coca-Cola nos afeta.

“A psicologia está, literalmente, em todas as partes do mundo, em todas as esferas da sociedade”, afirma Dennis, que completa, “psicologia não se limita ao divã de Freud, onde falamos sobre os nossos traumas de infância”.

Mas por falar em Freud, o Museu da Psicologia tem uma réplica do escritório do pai da psicanálise moderna, junto a cartas escritas a punho pelo estudioso e alguns filmes raros.

Itens mais excêntricos incluem uma uma cela de madeira do século 19, os móveis usados no experimento da “prisão de Stanford”, que mostrava que as pessoas se adequam a papéis designados, receitas médicas de pessoas famosas e mais.

Apesar das doses cavalares de entretenimento, o museu é, antes de tudo, educativo, e tem como proposta máxima examinar aquilo que nos faz humanos: por dentro e por fora.

 

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