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Sobre Youtubers e filhos Outro dia, um youtuber fez um comentário racista e foi se desculpar em público. Desde então leio comentários nas redes sociais de pais raivosos. Bora dar um passo atrás?

é só assistir a meia dúzia de vídeos para constatar que essas web celebridades atuam no vácuo

Confesso que não me ocupo muito com youtubers com pegada adolescente ou infantil. Mas é só assistir a meia dúzia de vídeos para constatar que essas web celebridades atuam no vácuo.

Vácuo é aquele lugar indigesto de terceirização da educação de nossas filhas e filhos.

Outro dia, um youtuber idiota fez um comentário racista com o Mbappé, craque da seleção francesa, e foi se desculpar em público.

Desde então leio comentários nas redes sociais de pais desesperados e raivosos querendo da proibição do YouTube no Brasil à reclusão do rapaz racista.
Óbvio que em alguns casos cabe processo, exclusão de perfil da rede e por aí vai.
Mas o que me intriga é colocar a culpa nos “Netos” e “Cocielos” da vida.

Bora dar um passo atrás?
Bora colocar a mão na consciência?

Bora responder às seguintes perguntas, de verdade?
1. Quanto tempo qualitativo passamos por dia com nossas filhas?
2. Quando o caldo entorna, nossa reação é de proibição ou conversa e debate?
3. De 0 a 10 (onde dez é tudo), o quanto terceirizamos a educação dos nossos filhos?

E para os diretores de marketing e executivos que colocam um caminhão de dinheiro nessas maluquices que a internet produz, tenho outras três perguntas.

1. O seu produto é bom. De verdade?

2. Você acolhe seus consumidores da mesma forma que acolhe esses malucos?

3. Por que manter uma visão medíocre em um mundo em transformação?

Para encerrar esse devaneio uma constatação merece ser colocada em perspectiva. Proibir é sempre o caminho mais fácil, confortável e que não dá trabalho algum. Talvez isso explique a terceirização da educação, pais ausentes e o ‘dinheiro’ que educa… De pais e marcas.

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