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Voa Besouro

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Seria chover no molhado dizer que o Brasil deve muito à raça negra e que a fundação cultural do nosso país possui nas coisas do candomblé e de sua gente a base da maioria de tudo ligado à cultura popular. Quem quiser se aprofundar nisso tem que ler Gilberto Freyre; e ver Frans Post, Pierre Verger, Albert Eckhout. O que me leva a escrever aqui é como, de forma maestral, o cinema brasileiro soube fazer um filme de ação, com todos os elementos dos folhetins para os mais preguiçosos, mas com profunda ligação ao cinema documental, de autor, que deu origem ao Cinema Novo nos anos 1960. Em “Besouro - O Filme” o publicitário João Daniel dá um presente ao espectador de blockbuster, com lutas elaboradas pelo chinês DeeDee (Matrix, Kill Bill, entre outros), efeitos especiais de primeira, dicotomias de Bem X Mal. O cineasta João Daniel traz uma saga complexa, na qual mais do que mostrar a luta interna, psicológica de um Odisseu negro e sua relutância em assumir a missão que lhe é dada, ele nos denuncia uma das maiores brutalidades culturais que o branco europeu ou não impôs ao falso submisso que veio da África: a proibição da Capoeira e de tudo relacionado ao culto politeísta e animista dos negros. Em certa medida ajuda também a desmistificar o Candomblé, apresentando um pouco da complexidade que envolve aquela mitologia e suas relações com as forças da natureza. Um filme para se ver por tudo isso e por tudo o mais que o cinema nacional pode produzir daqui por diante.

ps.: João Daniel Tikhomiroff é um dos diretores de publicidade mais premiados do mundo, sendo o segundo maior vencedor em Cannes, com 46 leões na jaula. O filme conta com plataforma web que apóia a estratégia de divulgação já há mais de um ano.

Galeria de arte? Não. Galeria de texto

A text/gallery se define como uma curadoria de criações colaborativas de projetos de artes visuais inspirados pela palavra impressa, exibidos em eventos ou intervenções temporárias. Os colaboradores criativos em questão são designers, artistas plásticos e escritores. Agora, por exemplo, ela organizou em Londres o evento “Words Converge”, que expõe fragmentos de textos de jovens poetas da Grécia, Georgia, Israel, Romênia e Reino Unido flutuando em balões – o efeito é bem legal, confiram abaixo:

http://www.vimeo.com/6413648

Estamos falando, em última instância, de uma galeria de texto. Como o Museu da Língua Portuguesa aqui de São Paulo (na Estação da Luz), só que sem endereço fixo e radicalizado, porque sem intenção didática (ou com intenção sobretudo artística). Festa para os amantes das palavras. Como eu.

Estamos condicionados à rotina estratégica

Pessoas estão à frente das decisões mais importantes paras as marcas. Pessoas como eu e você. De certo, qualificadas para tal, mas pessoas. Que constroem sua própria realidade e a de suas empresas, e que muitas vezes são divergentes das pessoas que consomem e se relacionam com as suas marcas.

Na filosofia, na literatura, no cinema, na ficção científica e na teoria de muitos especialistas colocou-se a questão comum: existe uma realidade universal? E nos faz pensar: como podemos continuar recriando as mesmas realidades? Diante de tantas perguntas, existe um fato: estamos condicionados à rotina!

Agora pense que todos nós também estamos condicionados à rotina nas decisões estratégicas, nos entregando à nossa própria realidade, construída a partir de experiências e conhecimentos próprios, e que pode ser bem diferente das outras pessoas. E se essas pessoas forem seu target, temos um grande problema.

Aproveite para pensar a respeito. Faça um exercício antropológico de “estranhamento” e viva a rotina de outros grupos, de outros lugares. Abandone sua realidade e tente recriar uma nova, com base nessas descobertas.

Vá a um show de uma boyband, tome uma cerveja no bar de uma favela, visite uma casa de repouso para idosos, ande de transporte coletivo, leia revista de ufologia, assista aos programas evangélicos de TV, observe a frente de um presídio num domingo, fique parte de suas férias numa tribo indígena do Amazonas e depois vá conhecer o Campo de Concentração de Auschwitz, na Polônia.

Abra os olhos para a realidade alheia. Você vai descobrir novos mundos e se tornar um profissional e uma pessoa muito diferente, e conseqüentemente suas decisões também serão. Sabe por quê? Sua realidade será afetada e sua mente vai construir uma nova, muito mais ampla.

A premissa desta teoria é que nós enxergamos apenas o que queremos ou o que conhecemos, e com este exercício talvez possamos sair da rotina estratégica e recriar uma nova realidade para as marcas, e melhor, para as pessoas.

Via Blog HSM
foto: Sebastião Salgado

Maratón Jóvenes Creativos - FAQs

Segue abaixo uma espécie de Frequently Asked Questions compiladas nesta última semana, para que não haja dúvidas sobre os ítens de participação das duplas. São questionamentos pertinentes, mas que possuem resposta objetiva, afim de não haver espaço para interpretações divergentes. Mas, mesmo assim, persistindo algum questionamento, não hesite em fazer a pergunta, de preferência por e-mail.

Depois do jump, as perguntas e respostas:
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The Road Not Taken

Filme da Ford, criado pela JWT de Sydney, com produção da Exit Films (de Melbourne) e poema de Robert Frost (”The Road Not Taken”). Depois do jump, o texto na íntegra, deste que foi um dos maiores poetas dos Estados Unidos no século XX.

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