Fato irrelevante, mas não resisti. Assim você não esquece o nome dele.
Apesar de ser o homem-águia, David caiu do telhado de sua casa quando era criança e desde então desenvolveu uma obsessão pela percepção do tempo.
Estudou tudo sobre o assunto e virou PHD em neurociência.
Paralelamente, virou escritor, uma combinação matadora com seu background acadêmico.
Confrontado com a famosa pergunta feita a todo cientista sobre sua crença em Deus, resolveu responder mais como um escritor e se posicionou como um possibilianista, um praticante do possibilianismo, uma filosofia que ele resolveu inventar. E que acabou adotando de verdade.
“Têm os que acreditam, os que não acreditam e os agnósticos, que nem acreditam nem desacreditam. Sou quase isso, mas com uma postura mais ativa, investigatória. Como bom cientista, experimento o maior número de possibilidades possíveis”.
Nesse espírito, escreveu “SUM“, uma coleção de 40 contos com 40 possibilidades do que pode acontecer na sua vida no além. O livro é uma delícia de ler, um conto melhor que o outro. Cheio de imaginação, humor e inteligência. Segundo lugar na Amazon UK, Best Seller na lista da Time, do The Guardian, do The Week, da Wired, entre outros.
Separei o conto que abre o livro, para você experimentar. Só achei em inglês (mesmo que você tenha pouco inglês, vale a pena tentar na língua original porque as traduções andam tristes).
Se preferir, o livro está disponível em português (“A Soma de Tudo“), mas você vai precisar fingir que não viu a capa pavorosa e a sinopse totalmente errada, que deixa o livro parecendo uma coisa “new age”, que definitivamente não é. Uma pena.
Então relaxe, finja que morreu e saboreie o primeiro conto “SUM”.
SUM (David Eagleman)
In the afterlife you relive all your experiences, but this time with the events reshuffled into a new order: all the moments that share a quality are grouped together.
You spend two months driving the street in front of your house, seven months having sex. You sleep for thirty years without opening your eyes. For five months straight you flip through magazines while sitting on a toilet.
You take all your pain at once, all twenty-seven intense hours of it. Bones break, cars crash, skin is cut, babies are born. Once you make it through, it’s agony-free for the rest of your afterlife.
But that doesn’t mean it’s always pleasant.
You spend six days clipping your nails.
Fifteen months looking for lost items.
Eighteen months waiting in line.
Two years of boredom: staring out a bus window, sitting in an airport terminal.
One year reading books. Your eyes hurt, and you itch, because you can’t take a shower until it’s your time to take your marathon two-hundred-day shower.
Two weeks wondering what happens when you die.
One minute realizing your body is falling.
Seventy-seven hours of confusion.
One hour realizing you’ve forgotten someone’s name.
Three weeks realizing you are wrong.
Two days lying.
Six weeks waiting for a green light.
Seven hours vomiting.
Fourteen minutes experiencing pure joy.
Three months doing laundry.
Fifteen hours writing your signature.
Two days tying shoelaces.
Sixty-seven days of heartbreak.
Five weeks driving lost.
Three days calculating restaurant tips.
Fifty-one days deciding what to wear.
Nine days pretending you know what is being talked about.
Two weeks counting money.
Eighteen days staring into the refrigerator.
Thirty-four days longing.
Six months watching commercials.
Four weeks sitting in thought, wondering if there is something better you could be doing with your time.
Three years swallowing food.
Five days working buttons and zippers.
Four minutes wondering what your life would be like if you reshuffled the order of events.
In this part of the afterlife, you imagine something analogous to your Earthly life, and the thought is blissful: a life where episodes are split into tiny swallowable pieces, where moments do not endure, where one experiences the joy of jumping from one event to the next like a child hopping from spot to spot on the burning sand.
Bônus Track: se você quiser ver David Eagleman falando, sugiro o video que coloquei depois do jump.
Como existem mais pacientes do que rins disponíveis, a fila só aumenta. E rins transplantados duram no máximo 15 anos, então não é uma solução definitiva.
Essa semana saiu uma notícia sobre um rim “crescido” em laboratório, com células vivas.
Foi transplantado com sucesso em um animal, filtrando sangue e produzindo urina.
O feito é importantíssimo. Conseguir uma nova maneira de substituir um rim que não funciona mais, por um outro feito com as próprias células do paciente e que dura para a vida toda, é um grande passo da medicina e motivo de esperança para milhões de pacientes no mundo.
Essa é mais uma excelente notícia que você não vai ver no noticiário da TV, que acham que cenas captadas em câmeras de segurança, mostrando pessoas tomando tiro na cabeça em postos de gasolina de madrugada, são mais importantes para a sociedade.
Se você discorda, e a Datenização do jornalismo também te incomoda, páre de assistir o noticiário na TV e seja o seu próprio editor, buscando notícias mais relevantes na internet.
David Neevel tinha um problema bastante comum (passo por isso também): por falta de tempo, e outros tantos motivos, não consegue praticar com sua guitarra… foi aí que criou o projeto The Email Guitar, que transforma as notas tocadas na guitarra em letras. Isso mesmo: com a ajuda de alguns dispositivos (e de um sintetizador) responde os emails tocando guitarra… não que a habilidade, para ambos, seja lá grande coisa (pelo visto).
Você pode tentar montar o seu sistema com dicas do próprio, aqui.
(Escrevi o post com o violão no colo… é legal, recomendo).
Obrigado pela dica e vídeo, Priscilla N.
Vivemos buscando. Além-metáforas, via search engine mesmo.
Pois bem, talvez você seja mais objetivo do que eu e entre em um buscador, digite o que procura e pronto: resultados.
Desde algum tempo, mais precisamente junho de 2011, quando assisti ao TED de Eli Pariser, comecei a fazer buscas conjuntas. Eli Pariser foi o cara que falou que eu, assim como você, estamos vivendo em um filtro bolha. Se você não viu, é cada vez mais atual. Vai lá.
Assim sendo, fico constantemente com 3 tabs abertos: buscador logado em um browser, buscador deslogado em outro browser, já que não é possível logar apenas em uma janela (meu sonho de consumo, desenvolvedores) e o concorrente.
Usando 2 buscadores você já consegue ver alguma diferença de resultados, como o Christian Langreiter há muito mostrou em seu experimento comparando Google vs Yahoo!
Alguns resultados são similares e outros bem diferentes, e são esses, que muitas vezes me acrescentam conhecimento.
É lindo, prático e dinâmico ter respostas de acordo com seu perfil, além de anúncios maravilhosos altamente segmentados, mas e aquilo que você não conhece? Vai continuar sem conhecer.
Se você é desenvolvedor e quer me fazer feliz, crie um buscador que tenha apenas uma preferência: filtro on e filtro off. Ou melhor, um layout que separe buscas da Simone e buscas do buscador
Calma, não se assuste com a ilustração. Por incrível que pareça, você vai entendê-la perfeitamente em apenas 3 minutos.
Sempre bom achar explicações que simplificam coisas que parecem complicadas, mas não são (depois que alguém inventa, claro).
Este é para pessoas como eu, “mecânicamente desafiadas”.
Informação 01 que nunca parei para pensar: quando um carro faz uma curva, a roda de dentro precisa girar mais devagar que a de fora. Claro, mas nunca tinha parado pra pensar nisso.
Informação 02 que nunca parei para pensar: na carroça essa curva funciona porque as rodas giram soltas e independentes. Nos carros antigos também, porque eram movidos a tração em uma roda só.
Mas como resolver o problema quando os carros evoluiram e precisaram de tração em mais rodas?
Aperte o play e aprenda o princípio do “diferencial” (menos um na lista de coisas que o seu mecânico fala e você não entende).
Bônus track: Richard Feynman explica como os trens resolvem o mesmo problema:
Se você estiver passeando por Nova Iorque, tiver um ataque cardíaco fulminante e morrer, pode ser que dê de cara com São Pedro te esperando no portão do céu.
Mas também pode ser que você dê de cara com um sujeito bem menos cabeludo, chamado Sam Parnia.
Sam Parnia tem o emprego mais gratificante de todo o planeta: é especialista em trazer pessoas de volta da morte. Algumas vezes, horas depois de mortos.
Chefe da Unidade Intensiva do Stony Brook University Hospital de NY, Sam Parnia consegue atualmente uma marca impressionante: de cada 3 pacientes que morrem de ataque cardíaco no hospital, um ele puxa de volta do além.
É o Lázaro da medicina.
TRILHA DO POST:
“Eu acredito que qualquer um que morra por algo que seja reversível não deveria mais morrer.
Em outras palavras, nenhuma vítima de um ataque do coração deveria mais morrer.
Um ataque do coração em sí é relativamente fácil de se lidar.
Se você conseguir controlar o processo pós-morte, é possível entrar no paciente, fazer a desobstruição, colocar um stent e o coração está pronto para voltar a funcionar, na maioria das vezes.
E a mesma coisa vale para infecções, ou pneumonia, essas coisas.
Pessoas que não respondem aos antibióticos a tempo… podemos mantê-las por um periodo maior (depois que morrem) até que o organismo comece a responder.”
Não sei quanto a você, mas para mim essa é uma das declarações mais bombásticas high-tech que já vi. Ficção científica total, Star trek. Futuro, hoje.
Quando se pensa em ressuscitação, logo imaginamos alguém recebendo uma massagem toráxica ou tomando um chocão.
É o procedimento padrão e mais famoso.
Um procedimento feito exatamente da mesma maneira desde 1960, totalmente associado a uma “última esperança”. Parnia se irrita ao comentar que, geralmente quem faz esse procedimento é o médico mais júnior da equipe.
“Se tem uma coisa que é certa é que todos nós teremos uma parada cardíaca.
Os médicos tentam uma ressuscitação por 20 minutos e desistem porque existe essa noção que depois desse tempo o cérebro já não responderá da mesma maneira e ninguém quer trazer uma pessoa de volta a vida apenas para deixá-la vegetativa.
Mas muita coisa mudou nos últimos 5 anos, como o congelamento drástico do corpo e o monitoramento e manutenção dos níves de oxigenação do cérebro.
As horas seguintes a morte são as mais importante de nossas vidas.”
No Japão já é procedimento padrão em Prontos Socorros uma técnica chamada ECMO, uma máquina que bombeia o sangue para fora do corpo do paciente que morreu, injeta oxigênio e devolve.
“O caso mais longo que já ouvi falar é de uma jovem japonese que ficou 3 horas morta, depois passou por 6 horas de ressuscitação e voltou a vida em perfeitas condições.
Teve, inclusive, um bebê há pouco tempo.”
Sam Parnia escreveu um livro chamado “The Lazarus Effect” ( e que no Brasil pra variar, recebeu a infame tradução “O que acontece quando morremos” e você pode ler uma reportagem mais detalhada sobre ele aqui.
Melhor que isso, só quando for um direito de todos.
E taí a prova que a vida não termina com a morte. Pelo por algumas horas.
Esse aí é o PETMAN, o novo robô da Boston Dynamics, os mesmos caras do “Big Dog”.
PETMAN foi criado para testar roupas de proteção para uso em ambientes tóxicos. Sensores no corpo detectam qualquer vazamento por furos ou pelo próprio tecido.
Mas com certeza nada disso é mais bacana do que ficar olhando para o PETMAN e perceber que esse negócio de robótica tá evoluindo rápido.
Ou, que robôs também têm vontade de ir no banheiro
(parece eu andando na praia quando a areia tá muito quente)
Os cabos não sustentam, servem apenas para não deixar o PERMAN cair.
Acredito que muitas pessoas possuem certos arrependimentos na vida, ou seja, arrependimento de ter deixado uma oportunidade escapar, de ter feito determinada escolha ou até mesmo de não ter ido a algum lugar.
Enfim, se você faz parte desse grupo de pessoas, assim como eu, fique tranquilo, talvez em algum universo paralelo você esteja se saindo bem e eu seja o Iron Man!
Calma, eu posso explicar!
Tem um filósofo, William James, que chamava isso de “multiverso”, ou seja, realidades paralelas que continuavam todas as possibilidades de escolhas.
Há muitos filmes, séries e teorias sobre o Universo Paralelo, outro exemplo é o filme “The Lake House”: Duas pessoas que vivem numa mesma casa em tempos diferentes até que os universos colidem e elas começam a se comunicar através de carta.
No vídeo abaixo, a Minute Physics analisa três modelos principais em que universos paralelos possam existir. Se você estiver se perguntando por qual realidade paralela o seu mundo opera, pode haver alguma informação útil aqui para você.
O Harvard Business Review publicou ontem um texto no mínimo polêmico, dada a importância do veículo entre aqueles que lideram os mais diversos setores da economia.
Mais do que isso, é um texto extremamente moderno e provocador.
O artigo é um conjunto de 7 regras para gerenciar profissionais Criativos, escrito por Tomas Chamorro-Premuzic, uma autoridade em “Business Psychology”.
A seguir, um resumo para os leitores do UoD. Prepare-se, porque alguns pontos são no mínimo corajosos. (alias, tomei o cuidado de traduzir as frases mais perturbadoras exatamente como estão no original. “Pague-os mal” por exemplo, é “Pay them Poorly”)
“De lua, imprevisíveis, excêntricos e arrogantes? Talvez – mas você não pode se livrar deles. Na verdade, a não ser que você aprenda a tirar o melhor de seus profissionais criativos, mais cedo ou mais tarde, você quebra. Por outro lado, se você contratar e promover apenas profissionais fáceis de gerenciar, sua empresa será no máximo, medíocre. Então qual é a chave para motivar e manter profissionais criativos?
1. Mime-os e deixe-os falhar.
Como pais orgulhosos da bagunça que os filhos fazem, transmita completo apoio e suporte. Encoraje-os a arriscar e falhar. Inovação vem com o incerto, o risco e a experimentação. Se você já sabe como fazer, não é criativo. Claro que há custo nesses erros. Mas é mais barato do que NÃO INOVAR.
2. Cerque-os de semi-chatos.
A pior coisa que pode acontecer com um criativo é trabalhar com alguém igualmente criativo. O resultado será a competição de ideias, eternos brainstorms ou pior: um ignorará o outro. Mas você também não pode cerca-los de gente chata. Uma pesquisa recente indica que equipes que aceitam melhor ideias alheias, são mais criativas.
A solução, portanto, é cercar os criativos de profissionais convencionais demais para desafiar suas ideias, mas não ao ponto de não colaborarem. Devem ser executores, que fazem o trabalho sujo. Todo Messi precisa de Busquets e Puyol.
3. Apenas envolva-os no trabalho que realmente importa.
Inovadores tem mais visão do que os profissionais tradicionais. Eles são capazes de ver a Big Picture e entendem o que realmente importa. Assim, não se motivam por trabalhos sem sentido. Tarefas mundanas, devem ser dadas a profissionais menos brilhantes.
4. Não os pressione.
Criatividade demanda liberdade e flexibilidade. E somos todos mais propensos a ser criativos diante do inesperado. Não force seus criativos a seguir processos e estruturas rígidas. Deixe-os trabalhar remotamente e com horários mais flexíveis. Não pergunte onde estão ou o que estão fazendo. Pense na liberdade de Don Draper e como ele nunca foi trabalhar para um concorrente.
5. Pague-os mal.
Existe um velho debate sobre como deve ser a motivação dos profissionais criativos. Ao longo das últimas duas décadas, psicólogos têm mostrado evidências do que se chama de “over-justification“. O processo pelo qual altas recompensas reduzem o interesse genuíno e intrínseco dos indivíduos. De novo, como pais que não devem premiar filhos por fazer apenas o que é esperado deles.
Moral da história? Quanto mais você pagar para alguém fazer o que ama, menos ele vai amar essa tarefa. Está mais do que provado que profissionais criativos motivam-se menos por dinheiro e mais por reconhecimento e simples curiosidade científica.
6. Surpreenda-os.
Tédio mata a criatividade. Criativos buscam a mudança constante, até comprometendo sua própria produtividade. Criatividade é caracterizada por alta tolerância à ambiguidade. É fundamental que você surpreenda seus profissionais mais criativos. Deixe-os criar e lidar com o caos.
7. Faça-os sentirem-se importantes.
T.S. Eliot escreveu que “a maior parte dos problemas do mundo é causada por gente que quer ser importante”. Justiça não é tratar a todos igualmente e sim como merecem. Todas as empresas possuem empregados de alto e baixo potencial. Mas só gerentes competentes sabem identificá-los. Se você falhar em reconhecer seus profissionais mais criativos, eles irão para outro lugar onde sejam reconhecidos.
Nota final. Raramente os profissionais inovadores têm talento para liderar. São “profiles” diferentes. Steve Jobs se relacionava melhor com gadgets do que com pessoas. Pesquisas confirmam o estereótipo dos inovadores corporativos como “enfant terribles”, rebeldes, anti-sociais, egoistas e com pouca empatia. Mas se você os gerenciar bem, suas invenções vão nos encantar a todos”
A internet elevou a décima potência a quantidade de veículos.
Como já sabemos, hoje todos somos veículos. Mas achar quem consiga juntar bom conteúdo, inspiração e acesso aos formadores de opinião com massa crítica continua sendo uma tarefa bastante complicada.
E neste quisito, o UoD é matador.
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