O que levar na sua próxima viagem espacial? Um io-iô.

Existem vários motivos para se gostar deste vídeo. Alguns:

01. O cara (Don Pettit/NASA) está na Estação Espacial Internacional e teve a genial ideia de embarcar com um io-io na mala. Por que isso é tão genial? Porque o io-io gira no seu próprio eixo na velocidade normal, mas dá para movimentá-lo pela linha mais lentamente, por causa da falta de gravidade. O resultado? Um io-iô em câmera lenta, mas em tempo real (que por sí só, já é um paradoxo, ao vivo e à cores).

02. O cara está no céu e tem a cara do Captain Picard (Star Trek) misturado com o Steve Jobs. Tudo muito bem contextualizado.

03. Ele usa o io-iô para simular e explicar manobras espaciais, feitas por naves e satélites.

03. Meu motivo preferido: “because I’m in space, and I can, I get to name these yo-yo tricks”. Como ninguém fez esses truques antes (pelo menos no espaço), ele resolveu criar uns truques (e nomes!) novos.

[via]

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

O Twitter é capaz de prever quando você ficará gripado

Imagem ilustrativa de uma pessoa gripada

Já falei por aqui há alguns meses sobre Big Data e como isso pode melhorar sua vida.

Resumindo: as empresas que detêm uma quantidade colossal de informações sobre as pessoas podem começar a olhar para essas informações e identificar padrões que se repetem no meio desse turbilhão de dados.

No post onde falei sobre isso, mencionei que o Google é uma dessas empresas que já estão começando a usar a Big Data a seu favor:

“Quando uma pessoa começa a sentir os sintomas de uma doença, ela possivelmente buscará no Google algo relacionado ao problema. Quando milhares de pessoas começam a buscar sobre a mesma doença em uma mesma região geográfica, existe a possibilidade de que uma epidemia esteja próxima de acontecer. Analisando a quantidade de buscas feitas em determinada cidade, por exemplo, é possível prever e até antecipar o acontecimento de epidemias.”

Depois acabei descobrindo que eles já possuem um site que trata especificamente sobre esse assunto: o Google Flu Trends.

Outra iniciativa semelhante é o Sickweather: uma espécie de rede social de pessoas com gripes e outros tipos de epidemias. Você conecta suas contas das redes sociais e a ferramenta detecta quando você ou seus amigos fazem posts relacionados aos sintomas dessas doenças. Além do mapa abaixo, no site você consegue visualizar um feed com todos os seus amigos que estão doentes essa semana.

Sickweather

Sickweather

É uma boa consultar essa lista antes de aceitar tomar um café com um conhecido, certo?

Daí que essa semana li um artigo que falava sobre uma outra empresa, bastante conhecida da gente, que está começando a estudar as possibilidades do Big Data nesse sentido: o Twitter.

Varrendo os tweets dos usuários e detectando palavras como “sick” e expressões como “not feeling well”, o Twitter é capaz de mapear de onde esses tweets estão vindo e qual a relação geográfica entre eles. O vídeo abaixo mostra a publicação desse tipo de tweet em New York City:

O projeto consiste em um algoritmo que analisou mais de 4 milhões de tweets que foram postados naquela região no decorrer de um mês. O resultado é impressionante: o sistema consegue prever quando uma pessoa irá ficar gripada com até 8 dias de antecedência e com uma taxa de acerto de 90%.

Esse monstro que vos escreve só conseguiu pensar que, em um futuro próximo, uma marca de antigripais poderá fazer campanhas publicitárias geolocalizadas dias antes de um surto de gripe acontecer em determinada região. Aposto que o retorno sobre investimento (ROI) dessa campanha seria altíssimo :)

Fabricio Teixeiraé designer e trabalha para deixar sua vida mais fácil. Vive organizando coisas, nas horas vagas e nas horas pagas.

O sentimento do mundo através da história, segundo a Wikipedia

Hoje em dia todo mundo pode falar com todo mundo.

Mas como era o relacionamento entre grandes distâncias, antes da internet?

E como eram, qualitativamente, esses relacionamentos entre países?

A animação mostra dados retirados da Wikipedia, com traços que ligam localidades que tiveram alguma relacão histórica, de 1800 até hoje.

Traços verdes indicam relacionamentos positivos.
Traços vermelhos indicam relacionamentos negativos.

O video é parte do SGI Wikipedia Project e utiliza o SGI® UV™ 2000, uma espécie de liquidificador de dados que mastiga os mais de 100 milhões de artigos (2.4 petabyte ) da Wikipedia e transforma dados em movimento.

O video é bastante rápido, sugiro que você vá pausando para visualizar alguns momentos com mais calma.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

As ilusões que a humanidade cria para lidar melhor com o fato de sermos mortais

Ernest Becker

Em 1973, Ernest Becker escreveu um livro chamado “A negação da morte” e no ano seguinte ganhou um Pulitzer Prize por isso.

No vídeo abaixo, o filmmaker Jason Silva resume as 3 ilusões (apontadas por Becker) que a humanidade criou para tentar “resolver o problema” de sermos simples mortais.

A primeira ele chama de Solução Religiosa. A religião, em si. Nela, nós vivemos para sempre e somos de alguma forma libertados da nossa mortalidade. Todas as pessoas que amamos ficarão conosco no paraíso. Mas quando o conhecimento da humanidade ficou mais avançado e as descobertas tecnológicas e científicas foram inevitáveis, essa solução religiosa passou a não funcionar mais para muita gente.

A segunda Becker chama de Solução Romântica, onde nós deificamos nossos amados. Nós fazemos deles nossos salvadores. “Ela é como o vento”, “ela é como o sol”, “ela é minha salvação”. Mas inevitavelmente quando nossos amados acabam revelando suas fraquezas humanas, nós somos lembrados de nossa própria fragilidade, nossa própria mortalidade, e é por isso que relacionamentos fracassam no fim das contas.

E a terceira solução para a morte, de acordo com Becker, é a Solução Criativa. Tem a ver com criar trabalhos transcendentes, criar arte transcendental – algo que vá viver mais tempo do que você. A estátua. O legado. E essa é possivelmente a solução mais nobre, apesar de não resolver de verdade o problema da morte e nós continuarmos virando comida para minhocas depois de morrermos.

A quarta solução, quando todas as outras fracassam, é a humanidade superar a morte não metaforicamente, mas de verdade – através da tecnologia e da criatividade.

“É uma epifania”, diz ele.

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Infinity Burial: uma roupa com cogumelos que ajudam seu corpo a se decompor após a morte

O Center for Diseases Control, nos Estados Unidos, descobriu que temos em média 219 toxinas presentes em nosso corpo – e isso inclui pesticidas, conservantes e mercúrio, entre outras substâncias.

Quando morremos, essas toxinas retornam ao meio ambiente de alguma forma. Se você é cremado, por exemplo, essas toxinas são depositadas novamente na atmosfera – incluindo uma quantidade gigante de mercúrio presente em nossas obturações dentárias.

Ao mesmo tempo, somos vítimas e responsáveis pelas toxinas que nosso corpo armazena.

Infinity Burial é o nome do projeto criado por Jae Rhim Lee e apresentado no TED há alguns meses. Segundo ela, é um projeto criado pela intersecção de arte, cultura e ciência: um sistema funerário alternativo que utiliza cogumelos para decompor e limpar as toxinas residentes em nosso corpo.

Primeiro, Jae estudou uma série de espécies de cogumelo e descobriu que algumas delas são capazes de decompor muitas das substâncias emitidas por nosso corpo.

Depois ela resolveu “treinar” esses cogumelos para que eles pudessem decompor seu corpo com mais facilidade.

Isso mesmo.

Cabelo, pele, unha

Ela alimentou os cogumelos com pedaços de seu cabelo, pele e unhas.

Depois ela seleciona os cogumelos mais “comilões” e os transforma em “Infinity Mushrooms”. Cogumelos capazes de reconhecer o corpo dela quando ela morrer e comer os pedaços que sobraram.

“Eu sei que esse não é o tipo de relação que esperamos ter com nossa comida. Nós queremos comer (e não ser comidos por) ela.”

Mas para Jae, os Infinity Mushrooms representam uma nova forma de pensarmos nossa própria morte. Cultivar os cogumelos não é apenas um experimento científico, mas é a própria aceitação de que um dia iremos morrer e nos decompor. Também é um passo em direção a nos tornarmos conscientes e responsáveis por nosso próprio funeral.

Após selecionar os melhores cogumelos, Jae os costura em uma roupa que batizou de Infinity Burial Suit.

Infinity Burial Suit

A mesma roupa que ela usava enquanto apresentava seu TED talk.

O que ela espera com o projeto é, de alguma forma, promover uma mudança do modelo atual de negação da morte e preservação do corpo, para um modelo que ela chama de Decompiculture: a aceitação radical da morte e da decomposição do corpo.

Algumas pessoas já se ofereceram para doarem seus corpos para o experimento.

Depois de mortas, claro.

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Star Wars identities

Trinta e cinco anos desde a primeira bufada do Darth Vader e Star Wars continua provocando filas.

Como a de ontem, que tive que encarar para assistir Star Wars Identities (em Montreal/CAN), produzida pela X3 Productions de Montreal, com material original da George Lucas Films e um monte de gordinho nerd em estado de extase.

Além do material do filme, a exibição têm uma porção de videos que misturam psicologia com a origem, influência e decisões de cada personagem (para ilustrar a formação de diferentes personalidades – boa sacada, deixou o conteúdo mais legal mesmo para quem não é fã de SW).

O visitante carrega um reloginho no peito e outro no pulso e a medida que se aproxima das atrações recebe audio específico. bem legal.

Mas o que vale o post é o comercial. Bom como quase tudo que inclua um Darth Vader.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

The Higgs Boson for Dummies – parte 1

Todo já devem ter ouvido que cientistas europeus confirmaram a existência de Higgs Boson a.k.a. “the God particle”, certo? Aqui uma animaçãozinha explicando, de forma simples (ou não), do que se trata. Mais dois vídeos serão compartilhados. Assim que encontrá-los posto por aqui.

Cortesia do nosso conhecido @GuyKawasaki via Twitter.

Aqui tem mais.

Gustavo GiglioPublicitário. Sócio do UoD. Responsável pelo mkt, novos negócios e projetos. É da música e da Guinness.

Lolo Jones, treinamento de ponta.

Lolo Jones é uma atleta americana especializada em 100m com obstáculos. Meros 12 segundos de perfeição. É a atual campeã mundial da categoria. Sei que não tem nada a ver com o assunto, mas recentemente Lolo criou polêmica no Twitter ao revelar que é virgem. Basta conferir o grau de treinamento que a moça recebe para entender que ela só pode mesmo ter uma coisa na cabeça. E não é aquilo. Impressionante.

NetoIf your children ever find out how lame you really are, they'll murder you in your sleep. - Frank Zappa

O mundo sem Internet

Era o que precisávamos: infográficos com coisinhas piscando.

Mas o conteúdo e o raciocínio são interessantes, (desde que você não tenha epilepsia, claro).

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Um detector de mentiras e um garoto de 7 anos

Jimmy Kimmel simula um detector de mentiras (e uma fada da verdade) com um menino de 7 anos.

[via]

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

O prestatençômetro (Q-Sensor)

Se tem uma coisa que os humanos gostam de fazer, é medir coisas.
Distâncias, pesos, partes do corpo (umas mais que outras), tempo, pressão. Tudo.

O único problema é que, no ato de qualquer medição, duas forças opostas entram em ação: uma completamente objetiva (os dados) e outra completamente subjetiva (a interpretação desses dados).

“Torture numbers, and they’ll confess to anything.” (Gregg Easterbrook).

Agora, acabei de ler no G1, inventaram um prestatençômetro, chamado Q-Sensor.

É uma pulseira que mede a empolgação (ou mais chique e confiável: o “emotional arousal”) dos alunos.

Serve para identificar e mapear os momentos mais empolgantes da aula.

Eu não sei se é uma desgraça maior para o aluno ou para o professor, mas alguém certamente vai se ferrar com essa história. E com a justa causa do método mais crível que existe: os números.

Lembro que na década de 80 ou 90, inventaram um analisador de propaganda que também mapeava o nível de empolgação de um comercial de TV, segundo por segundo.

Enxergavam em gráfico elaborados uma infinidade de bobagens como “tração”, “climax”, “apelo”.

Falavam pérolas como “o filme começa bem, depois tem drop, no demo perde tração mas no pack verticaliza. Deveríamos ter mais pack-shots para manter o engajamento”.

Bleaargh!

E um monte de gente levava essa palhaçada a sério. Até que começaram a perceber que todo comercial de humor, assim como uma boa piada, tem mesmo um punch line e obviamente precisa ser flat no começo. Assim como uma dupla de humoristas tem sempre o escada, e seria muito fácil concluir que um é engraçado e o outro burro.

Ou seja: certas coisas precisam ser avaliadas pelo conjunto e não por pedacinhos. Não dá para achar uma música boa ou ruim investigando as notas.

Enfim, o projeto do tal Q-Sensor é patrocinado pelo Bill Gates, que apesar de bancar coisas interessantes como a Academia Khan, erra feio ao imaginar que esse tipo de aparelho possa ter qualquer benefício em ambiente educativo.

Dei uma olha da no site e parece que há outros usos, inclusive medição de propaganda (!) e alguns bem mais apropriados como o acompanhamento de flutuações emocionais em autistas. Aí sim!

Espero que essa pulseira seja usada para isso e nunca no pulso de estudantes em escolas.

Afinal, já dá para imaginar qual seria o passo seguinte.

Um choquezinho… bem de leve… cada vez que o “engajamento” baixasse de um certo número.

Um “electric emotional arouser”.

Só para ajudar a focar.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Sexo no Tubo de Ressonância Magnética

Para comemorar o Dia dos namorados, nada de flores ou ursinhos de pelúcia.

O post de hoje vai para o video de sexo dentro de um tubo de ressonância magnética.

Oh yeah baby!

Do it, do it!

Oh my God, oh my God!

Não sei quanto a você, mas “sexo” e “ressonância magnética” estavam em lugares bem distantes dentro do meu cérebro.

Primeiro, porque enfiar uma pessoa naquele tubo (calma, por enquanto estou falando da pessoa no tubo e não vice-versa), já é uma loucura.

Agora… duas(!)… pô!! Se duas pessoas conseguirem entrar, ao mesmo tempo nessa máquina, realmente alguma coisa de alguém só pode acabar entrando dentro de alguma coisa do outro alguém.

Questão de tempo.

Fazer sexo COM o tubo de ressonância faria mais sentido.

Segundo, caramba, esse sujeito merece uma medalha por conseguir inspiração suficiente para ficar animadinho dentro de um tubo com o clima romântico de uma betoneira. Haja imaginação.

O feito rendeu ao Dr. Dr. Pek van Andel o Nobel de medicina em 2000. E eu achando que essa história era coisa do plantonista, para fazer graça com os amigos.

Claro que eu tinha que trazer esse video para você, mas não se anime muito porque não é exatamente excitante. Não fosse o vai-e-vem você jamais diria que é o que é.

Aí você acha que a sua dose de bizarrice do dia foi alcançada e vem esse segundo video, que mostra o casal treinando dentro de um tubo… no quintal.

A profissão da mulher? Acrobata de rua! (juro).

Você pode até não achar a história mais romântica do dia. Mas que é a mais bizarra, não vai dar pra negar. Olhaí:

O TREINO

[via]

 

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

O mapa dos ventos

Baseado nos dados fornecidos pelo National Digital Forecast Database os artistas / programadores da hint.fm fizeram o mapa dos ventos dos Estados Unidos.

A hint.fm prega uma nova forma de as pessoas falarem e entenderem dados. Achei legal.

Os dados são atualizados de hora em hora.

 

Rodrigo Maugeré pai, marido e sócio da Fillet, onde cuida do atendimento e da louça.

Aventuras mentais de 60 segundos

Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que, se observada por outro ponto de vista, leva a uma contradição lógica. Em um paradoxo, nenhum resultado parece ser certo, nem errado.

A Open University produziu alguns vídeos de 60 segundos que explicam, de forma leve e bem humorada, alguns dos maiores paradoxos da ciência.

O paradoxo de Aquiles e a tartaruga

 Como poderia uma humilde tartaruga vencer o lendário herói grego Aquiles em uma corrida? O filósofo grego Xeno gostou do desafio e inventou este paradoxo.

Primeiro, a tartaruga recebe uma pequena vantagem para começar na frente. Qualquer um não pensaria duas vezes antes de apostar em Aquiles. Mas Zeno apontou que, para ultrapassar a tartaruga, Aquiles primeiro teria que cobrir a distância até o ponto em que a tartaruga começou a corrida. Neste espaço de tempo, a tartaruga também teria se movido mais para frente. Então Aquiles teria que cobrir esta distância também, dando tempo para que a tartaruga corresse um pouco mais em frente.

Logicamente, isso continuaria acontecendo para sempre. Não importando o quão pequena a distância entre eles, a tartaruga sempre iria se mover um pouco mais para frente enquanto Aquiles estava alcançando o ponto em que ela estava antes. O que significa que Aquiles jamais conseguiria ultrapassá-la.

Levado ao extremo, este paradoxo bizarro sugere que todo movimento é impossível. Mas ele levou à realização de que algo finito pode ser dividido infinitas vezes.

Este conceito de uma série infinita é usado em finanças para calcular pagamentos de empréstimos – e é por isso que eles levam uma quantidade infinita de tempo para serem pagos.

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Cambalhota Glacial

Sabe quando você está no restaurante com seus amigos e de repente seu copo de Coca Zero com limão e gelo resolve se mexer sozinho? Blup!

O gelo vai derretendo e e chega uma hora que ele se mexe, se acomoda.

Pois é, icebergs também fazem isso:

(bem difícil gravar exatamente esse momento)

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