Eu sei, o título desse post não faz o menor sentido.
O primeiro vídeo mostra um experimento feito por um laboratório americano de Biologia com uma lula: um eletrodo é preso ao nervo da barbatana do molusco e conectado a um iPod nano que toca uma música do Cypress Hill. O experimento foi feito para testar a reação da lula a estímulos sonoros e analisar a variação de pigmento de seus “chromatophores” – células ligadas a pequenos músculos que contraem quando são estimulados e acabam revelando o pigmento presente nelas. O que você vê no vídeo é um zoom microscópico na barbatana do molusco.
O segundo vídeo é muito mais fácil de entender (não).
Dois fios conectam autofalantes que tocam The Bestie Boys à duas agulhas encostadas na perna de uma barata morta. O som, convertido em sinais elétricos que chegam até a perna da barata, acabam provocando movimentos no tecido muscular e nervoso do bicho. Dito isso, você pode pular direto pro 1:00 do vídeo e dançar com a barata.
Você dá uma migalha de pão para um passarinho que sai voando voando dalí, enquanto você fica feliz em saber que ajudou o inocente bichinho a se alimentar.
Verdade, mas não do jeito que você imagina.
Dá uma olhada no que ele faz.
Na verdade o tal passarinho é uma pequenina Garça Verde (Green Heron) e não tem nada de inocente.
Usou seu pedacinho de pão para pescar um peixe. Na natureza, usa insetos.
O mais interessante é que é um exemplo de evolução porque Garças verdes pescadoras são raras, não é uma habilidade inata, mas algumas com o pescoço mais longo aprenderam a dar um bote equivalente ao de uma cobra e são, claro, as que tem se saído melhor no quesito alimentação.
Outra coisa interessante de se notar é que ela deixa o peixe dar várias mordidas e comer um bom pedaço do pão até que fique o suficientemente confortável para a vacilada fatal. Fora que a garça acaba comendo o pão que está dentro da barriga do peixe
Lembra da experiência das crianças com marshmallows, prazer adiado por um prazer maior e tal? Esse é mais um exemplo disso, imagine o sacrifício de um animal, geralmente faminto, de ter um pão na boca, pronto para ser engolido, mas mesmo assim jogá-lo na água e apostar no peixe?
São tantos os infográficos que até perdemos o interesse de olhar com atenção, né? Este não. É um interessante, e simples, comparativo sobre o crescimento do investimento em propaganda online e o comparativo com estimativas para a TV. Claramente, as marcas encontram mais flexibilidade e maneiras criativas, com investimento bem menores, para impactar um número cada vez maior de pessoas no “mundo digital” (com seus targets, também, bem definidos). O infográfico traz comparativos anuais e budgets estimados para o que vem por aí. Vale muito pelos gráficos que mostram as ferramentas/plataformas possivelmente mais utilizadas. Para quem aposta mais em social media e mobile do que em display advertising e search, por exemplo.
Quando eu era criança, antes da invenção do video-game, uma das diversões mais clássicas (e cruéis) no quintal de casa era incinerar formigas usando a luz do sol e uma lupa. Depois surgiu uma versão mais politicamente correta, que era escrever o nome queimando a sola das Havaiannas (que naquela época era chinelo de pedreiro e de criança mesmo).
Mas nada disso se compara a esse raio da morte, feito apenas com uma estrutura de madeira, um plástico (pode ser uma cortina de chuveiro) e água.
Com isso você tem uma lente de água capaz de queimar toras de madeira, borracha e até aquecer um metal pra você fazer uns ovos com bacon.
Com um desses dá pra queimar até um gato ou um cachorro, dos pequenos. Brincadeira.
O infográfico abaixo, criado pelo OnlineUniversities, mostra alguns números sobre crescimento do hábito de executar várias tarefas ao mesmo tempo enquanto as pessoas estão usando o computador.
Highlight: o cérebro humano sente-se confortável com no máximo duas tarefas acontecendo ao mesmo tempo. Quando uma terceira tarefa entra no jogo, o cérebro começa a dar sinais de cansaço – reduzindo a concentração da pessoa e diminuindo a precisão com que ela realiza o multi-tasking.
Uma animação bonitinha sobre como cultivar boas ideias. Algumas dicas e insights são bem interessantes. Bom para começar a semana.
Agency: Column Five Media
Creative Director: Ross Crooks, Josh Ritchie
Project Manager: Nick Miede, Ian Klein
Motion Designer: Chase Ogden
Graphic Designer: Luis Liwag
Voice Over: Maxwell Glick
Os animais pertencem a uma coleção de mais de 3.600 animais (podem ser conferidos online aqui), e pertenciam a um dos pioneiros da anatomia, John Hunter (1728 – 1793).
A coleção está exposta no Hunterian Museum at The Royal College of Surgeons, em Londres.
Em um de seus depoimentos, a fotógrafa Elaine Duigenan faz um paralelo interessante, comentando que “o próprio ato de fotografar é um ato de conservação”.
Acima, um golfinho, um extraordinário Bicho-Preguiça com cara de alien, um crocodilo e um cavalo.
Apesar de mórbido, é uma celebração a vida. Lindo.
A animação abaixo conta um pouco sobre como o corpo humano cria mecanismos para recompensar algumas coisas que fazemos.
O prazer encontrado no sexo e nos alimentos, por exemplo, é simplesmente uma recompensa que o seu corpo te dá por ter ido atrás de coisas que são importantes para sua sobrevivência. E esse prazer, cientificamente falando, vem em forma de dopamina – uma das substâncias capazes de criar essa sensação em seu corpo.
Pois a música também é capaz de reter concentrações de dopamina em seu cérebro. Sintomas incluem dilatação da pupila, aumento da pressão sanguínea e aquela sensação de “I need more” que faz você ouvir uma música no repeat por horas e horas.
Pronto, agora você tem uma prova científica e uma animação engraçadinha para justificar aos seus amigos quando eles disserem que você está “viciado demais” em determinada música.
Existem vários motivos para se gostar deste vídeo. Alguns:
01. O cara (Don Pettit/NASA) está na Estação Espacial Internacional e teve a genial ideia de embarcar com um io-io na mala. Por que isso é tão genial? Porque o io-io gira no seu próprio eixo na velocidade normal, mas dá para movimentá-lo pela linha mais lentamente, por causa da falta de gravidade. O resultado? Um io-iô em câmera lenta, mas em tempo real (que por sí só, já é um paradoxo, ao vivo e à cores).
02. O cara está no céu e tem a cara do Captain Picard (Star Trek) misturado com o Steve Jobs. Tudo muito bem contextualizado.
03. Ele usa o io-iô para simular e explicar manobras espaciais, feitas por naves e satélites.
03. Meu motivo preferido: “because I’m in space, and I can, I get to name these yo-yo tricks”. Como ninguém fez esses truques antes (pelo menos no espaço), ele resolveu criar uns truques (e nomes!) novos.
O Update or Die funciona como uma grande família. Tem gente de todas as áreas e muitas vezes nem conhecemos todos os membros pessoalmente, mas de alguma forma todos partilham um sentimento comum.
BRUNO SCARTOZZONI Planner, escritor e especialista em storytelling
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