E, por incrível que pareça, também não é o auto-retrato adolescente no espelho do banheiro fazendo bico de pato (embora deva estar quase lá).
O tema de foto mais clicado no planeta é o pôr-do-sol.
Sim, o singelo e quase cafona de tão intenso, pôr-do-sol.
Realmente, é quase impossível ignorá-lo. Esteja você onde estiver, no momento em que estiver, assim que a bola baixa, fica laranja e pinta o céu com cores que só mesmo a natureza conseguiria usar sem estragar tudo (como nuvens cor de rosa, por exemplo), você pára pra olhar. E, se tiver uma câmera por perto (quem não tem?), fazer uma foto que invariavelmente ficará muito aquém do wide-screen original.
Mas, apesar de ter visto esse belo espetáculo muitas vezes na vida, tem uma coisa que você provavelmente não sabe. E não vai acreditar quando eu contar.
Tá preparado(a)?
Vamos lá: quando o sol encosta no horizonte… ele não está mais lá!
É uma miragem!
Isso mesmo: o sol que você vê sumindo lentamente no horizonte NÃO É O SOL VERDADEIRO.
O de verdade já se pôs, minutos antes.
Eu explico: a atmosfera “entorta” a imagem do sol, fazendo com que você ainda consiga enxergá-lo, mesmo depois dele estar fisicamente abaixo da linha do horizonte.
Por coincidência, essa “distorção” é mais ou menos do mesmo tamanho que o sol, então quando o sol dá aquela primeira encostadinha no horizonte é justamente o momento em que ele está saindo de cena.
Ou seja: as milhões de fotos de pôr-do-sol que existem por aí são um registro de uma ilusão de ótica, e não do sol se pondo.
Se você estivesse na foto do alto do post, e fosse o homem-elástico, e esticasse seu braço até o sol… atravessaria essa bolona sem queimar seus dedinhos porque o sol não está ali.
O pôr-do-sol da foto é fake, por definição. Comprovado cientificamente.
Eu sei que é difícil de acreditar, mas é verdade. Dá uma olhada na reação incrédula de alguns convidados neste programa apresentado pelo Stephen Fry.
E só para constar, essa não é a única ilusão de ótica durante o pôr-do-sol. O sol parece maior do que ele é, sofre um “achatamento” e até as tais cores mágicas no céu não são exatamente o que parecem ser.
Mas vamos devagar, porque saber que o pôr-do-sol é uma miragem já tá de bom tamanho por um dia.
É fake, mas me engana que eu gosto. Ô coisa bonita.
“A última pergunta” é o conto preferido de Isaac Asimov.
Foi publicado em 1956 e tem como personagem principal um supercomputador chamado Multivac (que aparece em outros contos também), uma máquina que durante milhões de anos responde as grandes perguntas da humanidade.
Invista 10 minutos nesse grande clássico. Vale a pena.
A ÚLTIMA PERGUNTA (1956)
(Isaac Asimov)
A última pergunta foi feita pela primeira vez, meio que de brincadeira, no dia 21 de maio de 2061, quando a humanidade dava seus primeiros passos em direção à luz. A questão nasceu como resultado de uma aposta de cinco dólares movida a álcool, e aconteceu da seguinte forma.
Alexander Adell e Bertram Lupov eram dois dos fiéis assistentes de Multivac. Eles conheciam melhor do que qualquer outro ser humano o que se passava por trás das milhas e milhas da carcaça luminosa, fria e ruidosa daquele gigantesco computador. Ainda assim, os dois homens tinham apenas uma vaga noção do plano geral de circuitos que há muito haviam crescido além do ponto em que um humano solitário poderia sequer tentar entender.
Multivac ajustava-se e corrigia-se sozinho. E assim tinha de ser, pois nenhum ser humano poderia fazê-lo com velocidade suficiente, e tampouco da forma adequada. Deste modo, Adell e Lupov operavam o gigante apenas sutil e superficialmente, mas, ainda assim, tão bem quanto era humanamente possível. Eles o alimentavam com novos dados, ajustavam as perguntas de acordo com as necessidades do sistema e traduziam as respostas que lhes eram fornecidas. Os dois, assim como seus colegas, certamente tinham todo o direito de compartilhar da glória que era Multivac.
Por décadas, Multivac ajudou a projetar as naves e enredar as trajetórias que permitiram ao homem chegar à Lua, Marte e Vênus, mas para além destes planetas, os parcos recursos da Terra não foram capazes de sustentar a exploração. Fazia-se necessária uma quantidade de energia grande demais para as longas viagens. A Terra explorava suas reservas de carvão e urânio com eficiência crescente, mas havia um limite para a quantidade de ambos.
No entanto, lentamente Multivac acumulou conhecimento suficiente para responder questões mais profundas com maior fundamentação, e em 14 de maio de 2061, o que não passava de teoria tornou-se real.
A energia do sol foi capturada, convertida e utilizada diretamente em escala planetária. Toda a Terra paralisou suas usinas de carvão e fissões de urânio, girando a alavanca que conectou o planeta inteiro a uma pequena estação, de uma milha de diâmetro, orbitando a Terra à metade da distância da Lua. O mundo passou a correr através de feixes invisíveis de energia solar.
Sete dias não foram o suficiente para diminuir a glória do feito e Adell e Lupov finalmente conseguiram escapar das funções públicas e encontrar-se em segredo onde ninguém pensaria em procurá-los, nas câmaras desertas subterrâneas onde se encontravam as porções do esplendoroso corpo enterrado de Multivac. Subutilizado, descansando e processando informações com estalos preguiçosos, Multivac também havia recebido férias, e os dois apreciavam isso. A princípio, eles não tinham a intenção de incomodá-lo.
Haviam trazido uma garrafa consigo e a única preocupação de ambos era relaxar na companhia do outro e da bebida.
“É incrível quando você pára pra pensar…,” disse Adell. Seu rosto largo guardava as linhas da idade e ele agitava o seu drink vagarosamente, enquanto observava os cubos de gelo nadando desengonçados. “Toda a energia que for necessária, de graça, completamente de graça! Energia suficiente, se nós quiséssemos, para derreter toda a Terra em uma grande gota de ferro líquido, e ainda assim não sentiríamos falta da energia utilizada no processo. Toda a energia que nós poderíamos um dia precisar, para sempre e eternamente.”
Lupov movimentou a cabeça para os lados. Ele costumava fazer isso quando queria contrariar, e agora ele queria, em parte porque havia tido de carregar o gelo e os utensílios. “Eternamente não,” ele disse.
“Ah, diabos, quase eternamente. Até o sol se apagar, Bert.”
“Isso não é eternamente.”
“Está bem. Bilhões e bilhões de anos. Dez bilhões, talvez. Está satisfeito?”
Lupov passou os dedos por entre seus finos fios de cabelo como que para se assegurar de que o problema ainda não estava acabado e tomou um gole gentil da sua bebida. “Dez bilhões de anos não é a eternidade”
“Bom, vai durar pelo nosso tempo, não vai?”
“O carvão e o urânio também iriam.”
“Está certo, mas agora nós podemos ligar cada nave individual na Estação Solar, e elas podem ir a Plutão e voltar um milhão de vezes sem nunca nos preocuparmos com o combustível. Você não conseguiria fazer isso com carvão e urânio. Se não acredita em mim, pergunte ao Multivac.”
“Não preciso perguntar a Multivac. Eu sei disso”
“Então trate de parar de diminuir o que Multivac fez por nós,” disse Adell nervosamente, “Ele fez tudo certo”.
“E quem disse que não fez? O que estou dizendo é que o sol não vai durar para sempre. Isso é tudo que estou dizendo. Nós estamos seguros por dez bilhões de anos, mas e depois?” Lupov apontou um dedo levemente trêmulo para o companheiro. “E não venha me dizer que nós iremos trocar de sol”
Houve um breve silêncio. Adell levou o copo aos lábios apenas ocasionalmente e os olhos de Lupov se fecharam. Descansaram um pouco, e quando suas pálpebras se abriram, disse, “Você está pensando que iremos conseguir outro sol quando o nosso estiver acabado, não está?”
“Não, não estou pensando.”
“É claro que está. Você é fraco em lógica, esse é o seu problema. É como o personagem da história, que, quando surpreendido por uma chuva, corre para um grupo de árvores e abriga-se embaixo de uma. Ele não se preocupa porque quando uma árvore fica molhada demais, simplesmente vai para baixo de outra.”
“Entendi,” disse Adell. “Não precisa gritar. Quando o sol se for, as outras estrelas também terão se acabado.”
“Pode estar certo que sim” murmurou Lupov. “Tudo teve início na explosão cósmica original, o que quer que tenha sido, e tudo terá um fim quando as estrelas se apagarem. Algumas se apagam mais rápido que as outras. Ora, as gigantes não duram cem milhões de anos. O sol irá brilhar por dez bilhões de anos e talvez as anãs permaneçam assim por duzentos bilhões. Mas nos dê um trilhão de anos e só restará a escuridão. A entropia deve aumentar ao seu máximo, e é tudo.”
“Eu sei tudo sobre a entropia,” disse Adell, mantendo a sua dignidade.
“Duvido que saiba.”
“Eu sei tanto quanto você.”
“Então você sabe que um dia tudo terá um fim.”
“Está certo. E quem disse que não terá?”
“Você disse, seu tonto. Você disse que nós tínhamos toda a energia de que precisávamos, para sempre. Você disse ´para sempre`.”
Era a vez de Adell contrariar. “Talvez nós possamos reconstruir as coisas de volta um dia,” ele disse.
“Nunca.”
“Por que não? Algum dia.”
“Nunca”
“Pergunte a Multivac.”
“Você pergunta a Multivac. Eu te desafio. Aposto cinco dólares que isso não pode ser feito.”
Adell estava bêbado o bastante para tentar, e sóbrio o suficiente para construir uma sentença com os símbolos e as operações necessárias em uma questão que, em palavras, corresponderia a esta: a humanidade poderá um dia sem nenhuma energia disponível ser capaz de reconstituir o sol a sua juventude mesmo depois de sua morte?
Ou talvez a pergunta possa ser posta de forma mais simples da seguinte maneira: A quantidade total de entropia no universo pode ser revertida?
Multivac mergulhou em silêncio. As luzes brilhantes cessaram, os estalos distantes pararam.
E então, quando os técnicos assustados já não conseguiam mais segurar a respiração, houve uma súbita volta à vida no visor integrado àquela porção de Multivac. Cinco palavras foram impressas: “DADOS INSUFICIENTES PARA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.”
Na manhã seguinte, os dois, com dor de cabeça e a boca seca, já não lembravam do incidente.
“Chegou em casa, acendeu a planta e foi ver seu correio.”
Este poderá ser início de um conto daqui a alguns anos. Quantos anos, depende de nós. E de um bocado de cientistas da bioCurios, instituição que está desenvolvendo projetos de bioluminescência em plantas.
A ideia é, a partir de genes de vaga-lumes, águas-vivas e outros animais que ganharam da natureza a graça de acender partes do seu corpo e deixar tudo mais divertido e bonito, criar plantas que deixem tudo mais divertido e bonito nas ruas e dentro de nossas casas também. Sem falar em economia de energia e outras questões ambientais e econômicas. Confesso que me intrigou mais como poderia ser lindo (ou brega?) esse mundo. Imagina um ipê brilhante?
E por quê depende de nós? O projeto está no kickstarter e já arrecadou o suficiente para desenvolver a versão brilhante de uma plantinha chamada arabidopsis. Com mais grana, vão tentar desenvolver roseiras bioluminescentes também. Quem contribuir com 40 dólares, vai receber sementes das novas plantinhas <3. E foi provavelmente por isso que a maioria das pessoas contribuiu com esse valor (1000 até agora).
De tempos em tempos nasce um gênio. Alex é um papagaio que viveu 31 anos, boa parte deles sendo objeto de estudo de cientistas. Alex foi um gênio. Aprendeu muito mais do que repetir frases. Era capaz de contar, reconhecer objetos e cores e até encorajava outros papagaios a aprender. Seu grau cognitivo se asssemelhou ao de uma criança próxima dos 5 anos. Alex morreu dia 6 de setembro de 2007 e suas últimas palavra foram “You be good. See you tomorrow. I love you.”
Começa com Jake Chudnow, do VSauce, falando sobre como a cor amarela é percebida de forma diferente quando você vê um objeto de cor amarela perto de você e quando você o vê através da tela do seu computador – que não emite luz amarela, apenas luz vermelha, verde e azul (o tal RGB). A luz amarela que você vê quando um objeto amarelo aparece na sua tela é uma grande mentira para enganar o seu cérebro.
Depois ele conta sobre como limões são capazes de transmitir eletricidade e sobre um artista que acendeu um abajur com a energia gerada por 300 maçãs penduradas em macieiras (o resultado é essa belíssima foto que ilustra o post).
Ah, assiste aí e vê como o cara consegue te carregar de um assunto a outro sem você sequer perceber.
(Dá pra ativar closed captions no player do youtube)
A marca de preservativos Durex (seu escritório da Austrália) lançou projeto de tecnologia que visa “ajudar” casais em que a distância é um problema naquelas horas de carência e lançou a Fundawear, uma roupa íntima que possui tecnologia responsiva a comandos (ou transfering touch, como diz Ben Moir, Tech Director do projeto) enviados por um App. Fica meio difícil explicar em palavras. Veja o video case:
Aqui e aqui tem outros vídeos em que eles explicam a tecnologia e o design envolvidos no projeto. O produto ainda não está à venda, mas uma promoção pela Fanpage australiana da marca promete premiar o(a) vencedor(a) com a novidade. Se estiver inscrito no festival Cannes Lions, tem tudo pra levar um leão na nova categoria Innovation Lions.
Chris Hadfield é um astronauta da CSA ASC que esta a bordo da Estação Espacial Internacional ISS. A diferença dele para outros astronautas, é que Hadfield produziu uma coleção de vídeos com experimentos e explicações sobre a vida em gravidade zero. Escolhi esse, onde explica o que acontece quando você torce um pano molhado no espaço. Tem vários outros por lá. Confira!
Vivendo em um mundo invertido (Living in a Reversed World/1958) é um daqueles documentários antigos, curtinhos (11 mins), bem ingênuo e divertido, como costumam ser. Mas o assunto é mesmo interessante: é sobre noção espacial. Frente, lado, atrás, acima, abaixo, essas coisas.
No video, um professor universitário convida estudantes para usar, durante semanas, uns óculos especiais que invertem a visão através de pequenos espelhos. O chão vira teto, o lado direito vira o esquerdo e vice-versa. só pra ver o que acontece.
Bom, a primeira coisa que acontece parece ser o overacting. Mas abstraia e siga adiante.
Parece uma bobagem, mas uma vez fiz essa experiência em alguma Bienal aqui em São Paulo e a brincadeira era andar com um espelho na altura do nariz, refletindo o teto. Se você tiver um espelho por perto, pare um pouco agora mesmo e experimente, vale a pena. É surpreendente o que acontece com o seu cérebro. Você tem a nítida sensação que está andando no teto. Batentes de porta e lustres viram obstáculos, é bem maluco mesmo. Se você estiver no trabalho, melhor ainda, garanto uma meia hora de diversão nos corredores.
Enfim, a pergunta do documentário é: será que o cérebro se adapta a inversão? Depois de algumas semanas o mundo invertido passa a ser considerado normal? Desde 1896 a resposta é… sim.
Gostou da brincadeira? Dá até pra comprar um desses pela internet
Mais uma oportunidade pra ficar refletindo sobre o que é “real”. Seus sentidos são sua única conexão entre o mundo e seu cérebro. Até que ponto são eficientes? Simples ilusões de ótica enganam seu cérebro? Vai assistir um filme 3D no cinema hoje a noite? Me engana que eu gosto?
Fato irrelevante, mas não resisti. Assim você não esquece o nome dele.
Apesar de ser o homem-águia, David caiu do telhado de sua casa quando era criança e desde então desenvolveu uma obsessão pela percepção do tempo.
Estudou tudo sobre o assunto e virou PHD em neurociência.
Paralelamente, virou escritor, uma combinação matadora com seu background acadêmico.
Confrontado com a famosa pergunta feita a todo cientista sobre sua crença em Deus, resolveu responder mais como um escritor e se posicionou como um possibilianista, um praticante do possibilianismo, uma filosofia que ele resolveu inventar. E que acabou adotando de verdade.
“Têm os que acreditam, os que não acreditam e os agnósticos, que nem acreditam nem desacreditam. Sou quase isso, mas com uma postura mais ativa, investigatória. Como bom cientista, experimento o maior número de possibilidades possíveis”.
Nesse espírito, escreveu “SUM“, uma coleção de 40 contos com 40 possibilidades do que pode acontecer na sua vida no além. O livro é uma delícia de ler, um conto melhor que o outro. Cheio de imaginação, humor e inteligência. Segundo lugar na Amazon UK, Best Seller na lista da Time, do The Guardian, do The Week, da Wired, entre outros.
Separei o conto que abre o livro, para você experimentar. Só achei em inglês (mesmo que você tenha pouco inglês, vale a pena tentar na língua original porque as traduções andam tristes).
Se preferir, o livro está disponível em português (“A Soma de Tudo“), mas você vai precisar fingir que não viu a capa pavorosa e a sinopse totalmente errada, que deixa o livro parecendo uma coisa “new age”, que definitivamente não é. Uma pena.
Então relaxe, finja que morreu e saboreie o primeiro conto “SUM”.
SUM (David Eagleman)
In the afterlife you relive all your experiences, but this time with the events reshuffled into a new order: all the moments that share a quality are grouped together.
You spend two months driving the street in front of your house, seven months having sex. You sleep for thirty years without opening your eyes. For five months straight you flip through magazines while sitting on a toilet.
You take all your pain at once, all twenty-seven intense hours of it. Bones break, cars crash, skin is cut, babies are born. Once you make it through, it’s agony-free for the rest of your afterlife.
But that doesn’t mean it’s always pleasant.
You spend six days clipping your nails.
Fifteen months looking for lost items.
Eighteen months waiting in line.
Two years of boredom: staring out a bus window, sitting in an airport terminal.
One year reading books. Your eyes hurt, and you itch, because you can’t take a shower until it’s your time to take your marathon two-hundred-day shower.
Two weeks wondering what happens when you die.
One minute realizing your body is falling.
Seventy-seven hours of confusion.
One hour realizing you’ve forgotten someone’s name.
Three weeks realizing you are wrong.
Two days lying.
Six weeks waiting for a green light.
Seven hours vomiting.
Fourteen minutes experiencing pure joy.
Three months doing laundry.
Fifteen hours writing your signature.
Two days tying shoelaces.
Sixty-seven days of heartbreak.
Five weeks driving lost.
Three days calculating restaurant tips.
Fifty-one days deciding what to wear.
Nine days pretending you know what is being talked about.
Two weeks counting money.
Eighteen days staring into the refrigerator.
Thirty-four days longing.
Six months watching commercials.
Four weeks sitting in thought, wondering if there is something better you could be doing with your time.
Three years swallowing food.
Five days working buttons and zippers.
Four minutes wondering what your life would be like if you reshuffled the order of events.
In this part of the afterlife, you imagine something analogous to your Earthly life, and the thought is blissful: a life where episodes are split into tiny swallowable pieces, where moments do not endure, where one experiences the joy of jumping from one event to the next like a child hopping from spot to spot on the burning sand.
Bônus Track: se você quiser ver David Eagleman falando, sugiro o video que coloquei depois do jump.
Conheci o Update or Die mais ou menos na época em que comecei a trabalhar com Publicidade e a necessitar de doses diárias de boas referências em tecnologia e criatividade. E o UoD foi o único site (dentre uma lista de mais de trezentos) que nunca saiu do meu feed diário de notícias.
Isso porque, ao contrário de muitos outros sites, o UoD sempre soube se manter atualizado e acompanhar a dinâmica das grandes fontes de inspiração para o mercado de comunicação e criatividade.
Ter a possibilidade de escrever para o site e alimentar o mercado com referências vindas dos mais diversos lugares, para mim, é uma das horas mais divertidas do dia.
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