O dinheiro muda o comportamento da gente?

Does money make us mean?

Bom, segundo um estudo realizado por Kathleen Vohs, da universidade de Minnesota, sim.

Meio óbvio, mas agora comprovado cientificamente.

O experimento questionava o seguinte: será que quando a gente vê dinheiro, isso muda o nosso comportamento?

Ela convidou alguns participantes até um laboratório, onde realizou várias atividades diferentes com eles. As pessoas não sabiam que o estudo era sobre dinheiro, claro.

Em uma das salas de teste, havia sempre algo relacionado a dinheiro (notas de Banco Imobiliário sobre as mesas, uma nóta de um dólar sendo mostrada na tela de algum computador dentro da sala, ou então ela pedia para os participantes reorganizarem palavras em uma frase que falava sobre dinheiro de alguma forma). Em uma segunda sala de testes, nada relacionado a dinheiro.

Em determinado momento do teste, alguém entrava na sala trazendo uma caixa de lápis para os participantes e os deixava cair no chão. Ou ainda, em outros testes, alguém passava pedindo doações para entidades carentes.

O resultado você já deve imaginar: nas salas onde havia menção (ou imagens) de dinheiro, menos pessoas se dispuseram a ajudar a recolher os lápis ou a doar para caridade. Nessas mesmas salas, as pessoas preferiam trabalhar sozinhas durante os workshops.

Kathleen diz que sua conclusão é que dinheiro nos faz sentir mais auto-suficientes. Já a Susan Weinschenk, Ph.D., que conta essa história no vídeo abaixo, prefere a palavra “mean” (cruel).

Em um documentário sobre a crise americana de 2008 (quando lembrar o nome dele eu atualizo aqui), conta-se a história de um leilão um tanto diferente: resolveram leiloar uma nota de 20 dólares.

Sabe qual foi o bid final do leilão?

37 dólares.

Isso mesmo. A pessoa que ganhou o leilão pagou 37 dólares por uma nota de 20. A diferença paga pelo vencedor foi simplesmente pelo prazer de ganhar a disputa.

Ah, esses humanos.

Fabricio Teixeiraé designer e trabalha para deixar sua vida mais fácil. Vive organizando coisas, nas horas vagas e nas horas pagas.

Google Science Fair 2013 – It’s your turn to change the world.

Jovens revolucionários podem ser geniais e, como a história já provou, mudam o mundo. O Google quer encontrá-los e encorajá-los. A Google Science Fair, em sua terceira edição, dá oportunidade para estudantes adolescentes a inscreverem projetos que possam solucionar algum problema do nosso planeta.

Os melhores estudos são premiados com viagem, bolsa de estudo e estágio em um dos parceiros, no caso: CERN, LEGO e no próprio Google. Serão 90 finalistas do mundo todo.

Usar Graham Bell, Louis Braille e Thomas Edison como exemplo foi matador e, o uso de suas invenções/descobertas/projetos também. As imagens são lindas.

“Get involved today at”

(via Amanda S.)

Gustavo GiglioPublicitário. Sócio do UoD. Responsável pelo mkt, novos negócios e projetos. É da música e da Guinness.

O sapo Wolverine que é igual a você

Sapos são anfíbios.
Nascem na água, vão para a terra, voltam para água para se reproduzir.

São um exemplo de transição, que respira. Assim como nós, meio analógicos, meio digitais.
Adaptabilidade total, o assunto preferido aqui do Update or Die (ou meu pelo menos).

Entre todos os coachadores (?), o sapo cabeludo Trichobatrachus robustus) chama a atenção.
É feio pra dedéu.

Além dos pelos, é carnívoro e tem garras.

Garras?

Isso mesmo, garras, igual ao Wolverine e os gatos. Retráteis, inclusive.
Quer dizer… mais ou menos.

As do sapo cabeludo são uma gambiarra evolutiva da natureza.

Ele craaaack!… quebra seus ossos de propósito e assim consegue as únicas garras do mundo feitas de osso mesmo (normalmente são de queratina, como as unhas).

Como não são garras de verdade, ficam completamente dentro do corpo. Em situações de perigo, os músculos se tensionam e empurram as garras, que perfuram a pele para sair.
Passado o perigo, as garras voltam para dentro e a pele começa cicatrizar até o dia em que será rasgada novamente. Dá para perceber que é um sistema grosseiro, mas funcional.

Um quebra galho da natureza.

“Stuck on Darwin’s Waiting Room”

É o princípio do “good enough”, aquele que é o contrário do “bom é inimigo do ótimo”.
Acho que as duas expressões estão certas. Têm seus momentos.

Mas em tempos de transição, sapo cabeludo se dá melhor que sapo careca.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

O problema dos 3 corpos, com som

Arte científica.
O video acima mostra o “problema dos 3 corpos”, com som.
Vamos por partes.
O problema dos 3 corpos é um problema da física, graças a Deus. É complicado pacas. Mas conceitualmente é fácil de entender.
São as interferências que 3 corpos de massas diferentes causam em suas órbitas.
Isaac Newton foi o cara que descobriu isso quando percebeu que a lua sofria interferência não apenas da terra, mas também do sol.
É a Teoria do Caos porque esse céu estrelado sobre a sua cabeça é uma bagunça gigantesca, meio que ordenada, onde tudo interfere em tudo (mais ou menos, mas você entendeu né?)
Quando os corpos estão próximos, a velocidade orbital aumenta, quando estão mais distantes, diminui.
A parte do som é arte e criatividade de Norlan File, que além de simular as trajetórias no computador, resolveu atribuir uma nota sonora quando 2 deles ficam a uma distância mínima.
Assim dá para ouvir a música que os 3 corpos tocam. Praticamente um power trio. E põe power nisso.
E, não sei bem porquê, acho demais essas coisas. Orquestra e balé com regência da natureza.
E se fosse para dar nome a música, pedia licença para o The Who. Essa é a verdadeira “Pinball Wizard”

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Infográfico: Uma noção espacial… do espaço.

distanciasdest

Mais um daqueles infográficos que valem a pena.
Somos bons de fatos, mas ruins de proporções e distâncias (tipo, achar que a lua é logo alí).
Nesse infográfico, até a experiência de rolagem da página faz a gente entender melhor as distâncias. E a arte é bem bonitinha ;)

Veja a imagem inteira aqui.

Criação da sempre competente “Information is Beautiful”.

[via]

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Do fogo ao gelo: incêndio em Chicago

Em poucas horas, esse armazém em Chicago passou do fogo para o gelo. Dos quase 1000 graus Celsius das chamas para 10 graus negativos da temperatura ambiente de Chicado.
A água das mangueiras dos bombeiros apagava o fogo e, em seguida, congelava. Foi um dos maiores incêndios da cidade, que começou na terça feira passada e ainda queimava ontem a noite.
As imagens são bem diferentes daquelas que estamos acostumados a ver depois de um incêndio.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Tudo que você precisa saber sobre Planos de Incentivo.

No further questions, your honor.

NetoIf your children ever find out how lame you really are, they'll murder you in your sleep. - Frank Zappa

Essa semana na Ciência

Uma das páginas que mais gosto do Facebook é a I Fucking Love Science. Uma garota separa vários conteúdos ótimos do porquê dela gostar de ciência, desde piadas envolvendo química até – o que eu mais gosto – explicações simples do que tem acontecido no mundo científico e que qualquer um pode entender. Uma das coisas mais legais da página é o post semanal “This week in Science“, com um resumo do que aconteceu de mais interessante na comunidade científica nos últimos sete dias. É fantástico vermos o quanto evoluímos como humanidade e descobrimos em um período tão curto.

Dito isso, tentarei começar a trazer esses posts semanais para cá, aprofundando um pouco cada um dos itens. Na semana passada, por exemplo…

 

Lula gigante foi filmada pela primeira vez em seu habitat natural

Com olhos do tamanho de pratos e tentáculos de três metros, esse kraken da vida real foi filmado em julho de 2012 – o vídeo só foi revelado agora – a 630m de profundidade no oceano perto do Japão. Para vocês terem uma noção do tamanho do animal:

 

A maior estrutura conhecida do universo foi observada

Ela está a 4 bilhões de anos luz de distância. Dá pra ter noção do que são quatro bilhões de anos luz?! Essa distância significa que, se essa estrutura tivesse desaparecido quando o primeiro sinal de vida apareceu na Terra, ainda conseguiríamos vê-la até hoje. Ou seja, ela pode nem existir agora mesmo, mas só descobriremos daqui quatro bilhões de anos. Ainda para se ter noção da distância em que essa essa estrutura está, a nossa galáxia está separada da galáxia mais próxima por apenas 2,5 milhões de anos luz, isto é, 0,000625 a distância dessa estrutura.

E para conseguir ser vista a essa distância, ela deve ser realmente grande. No caso, é um grupo de quasares, essa estrutura menor que uma galáxia, mas maior que uma estrela e uma grande fonte de energia.

 

Um novo predator dinossauro gigante foi descoberto

Praticamente um tubarão do período Triássico – quando a Terra era assim –, esse mega predador de 8,6m era o topo da cadeia alimentar marítima da época. Seu fóssil foi encontrado no meio do estado americano de Nevada e seu nome científico agora é Thalattoarchon saurophagis.

 

461 novos candidatos a exoplanetas foram anunciados

A NASA anunciou semana passada 461 possíveis novos exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar), quatro deles estão dentro da zona habitável de seus sistemas e, portanto, podem ter condições para a vida, segundo os cientistas.

 

Um novo estudo sugere o porquê de ficarmos enrugados na água

Segundo esses estudos, o fato de ficarmos com os dedos enrugados ao ficar muito tempo na água vem de uma vantagem competitiva na evolução: com dos dedos enrugados, fica mais fácil de se manusear ferramentas dentro da água, porque escorregam menos. Essa habilidade foi importante quando grande parte de nossa alimentação vinha da água.

 

Cientistas detectam a maior galáxia espiral já registrada

Mais uma para as descobertas gigantes: acredita-se que essa galáxia, que já era conhecida, seja cinco vezes o tamanho da nossa pequena Via Láctea.

Felipe PachecoUpdater mais jovem. Trabalhou com cinema e redes sociais. Gosta de viajar, séries e resolver problemas.

Mangue, onde o doce encontra o salgado

Estou passando uns dias em Pernambuco e no caminho para o hotel descobri um updater nato, o Seu Josafá, motorista da van.
Para minha sorte, a viagem entre o aeroporto e o hotel leva quase uma hora, e ganhei uma master-aula enquanto acompanhava o powerpoint mais legal do mundo: a janela.
Entre tantas coisas, me mostrou os mangues, “onde o rio encontra o mar”. Fiquei interessado na mesma hora porque adoro tudo que está em transição. Acho uma excelente metáfora para o momento em que vivemos e fico colecionando exemplos de adaptabilidade. Confesso minha ignorância sobre os mangues. Sabia que era um tipo de vegetação, lembrava do Chico Science, da lama e dos caranguejos, que nunca entendi muito bem como foram parar lá. Agora, com a definição simples e direta do Seu Josafá, comecei a entender o que acontece nesse pedacinho que mistura o doce e o salgado e como a natureza resolveu essa mistura.
Tudo o que vive no mangue é mutante, misturado, adaptado.
Animais marinhos como peixes e caranguejos deram um jeito de se transformar em outras coisas. Plantas tiveram ideias sensacionais para sobreviver. Por exemplo: as raízes. Como tem sal na água, as raízes crescem até 3 metros na horizontal antes de mergulhar na água, assim a planta consegue retirar oxigênio do ar mesmo. O sal que entra pelas raízes que já estão na água é dirigido para as folhas mais velhas, que logo se desprenderão. E as folhas verdes, ao contrário das outras plantas, viram em um ângulo que evite a luz solar direta para não perder água por evaporação.
A gente vive pagando um pau para nossas soluções tecnológicas, mas as ideias orgânicas da natureza são imbatíveis. E, quase sempre, passam despercebidas por nós.

Como mencionei, nós também estamos tentando achar boas ideias para nosso momento aqui pela terra, uma geração mezzo analógica, mezzo digital. Facebooks nos fascinam ao mesmo tempo que seu uso nos decepciona. Possibilidades quase infinitas de aprendizado, mas ainda amarrados em sistemas de ensino desenhados para um ambiente que não existe mais. Mas a gente chega lá, como o mangue.
Muita gente que mora aqui já percebeu a diversidade do mangue como uma grande metáfora para um manifesto por uma cultura mais rica. Desde a década de 70 com Robertinho do Recife e depois na década de 90, quando Fred 04 e o DJ Renato L. escreveram o “caranguejos com cérebro” (referência aos habitantes de Recife), depois consagrado pelo Mangue Bit de Chico Science, Pernambuco virou uma lama rica em nutrientes, mangue-style.
Mangue, em inglês, virou “mangrow” e depois “mangrove”. Acho que ainda vira “mangroove”.
Ouça Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Robertinho do Recife (toca muito), Sheik Tosado, Mestre Ambrósio, Daces do Subúrbio, Querosene Jacaré, etc.
Quem gosta de mangá, pode conferir o “One Piece”, Yarukiman Mangrove, que se passa em um mangue.

PS: esse é meu promeiro post inteiramente escrito e publicado pelo meu iPhone, na piscina do hotel. Nem trabalho nem lazer, nem caneta nem computador, nem asfalto nem mar. Tudo no meio do caminho.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Fuééé-uóóóó (efeito Dopller)

Você conhece o efeito Dopller.

Talvez não esteja ligando o nome a pessoa, mas conhece sim.

Primeiro porque foi imortalizado pelo Sheldon, em um episódio do The Big Bang Theory.

E segundo porque você já vivenciou o efeito várias vezes.

É aquela situação em que uma  fonte sonora em movimento, quando passa por você, fica com o tom mais grave.

Um trem, por exemplo. Você está na estação e o trem se aproxima, apitando. Depois que ele passa por você, o som do apito fica mais grave.

Ou um bombeiro. Quando se aproxima, a sirene está num tom agudo, quando passa ela fica em um tom mais grave.

Assim ó:

Ou daquela vez que você estava distraído e quase foi atropelado:

Seu cérebro está concordando nesse momento que realmente ele já havia reparado nisso (talvez não tenha contado pra você, mas ele já tinha reparado).

originalIsso acontece porque uma fonte sonora emite ondas que viajam sempre na mesma velocidade (do mesmo jeito que, ao enfiar seu dedo na água, ele gera ondas que viajam na mesma velocidade).

Se essa fonte sonora começar a andar (imagine seu dedo se deslocando depois de provocar as ondas), ela vai “atropelar” as ondas à sua frente e “espaçar” as que vem atrás (do mesmo jeito que um navio no mar). E ondas sonoras espaçadas são mais graves que ondas sonoras atropeladas. A-há!

O legal é que, em 1845, para provar publicamente o efeito, foi feita uma demonstração, justamente com trem. Pegaram um vagão aberto e colocaram vários trumpetistas dentro. Na estação, um outro grupo de trumpetistas. Todos foram orientados a tocar a mesma nota. Quando o trem passava pela estação, o som vindo do trem contrastava com o som produzido na estação.

Ah, a física poética e divertida de outrora.

trumpetistas

[via]

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.


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