Em 2001, o estudo foi repetido em inglês e em indiano (Vilayanur S. Ramachandran and Edward Hubbard), para ver se tinha a ver com a língua.
E depois descobriram que, mesmo criaças com apenas dois anos e meio de idade também respondem da mesma forma (Daphne Maurer).
Esse fenomeno, chamado de “Efeito Bouba/Kiki” (WKP), evidencia uma associação neurológica entre a maneira como pronunciamos determinados tipos de sons (as sílabas fortes, o movimento da boca, etc) com formas, uma espécia de mapeamento sinestésico.
Fica também evidente que o processo de dar nome para as coisas não é totalmente arbritário e se você fosse escolhido para batizar todas as coisas em um mundo ainda sem nome para nada, provavelmente seguiria esse padrão, mesmo que inconscientemente. Provavelmente jamais chamaria um pão de queijo de Kiwi, mas certamente chamaria uma bola de futebol de algo parecido com “bola” mesmo.
Viajando um pouco, acho que isso vale para criação de símbolos e logos. O som emitido ao se pronunciar o nome de uma empresa é algo que pode influenciar na marca, e vice-versa.
GOOGLE, por exemplo.
Será que seria uma marca arredondada ou mais pontiaguda?
E WIKIPEDIA?
Viajando mais ainda, mesma coisa na hora de pensar no nome do seu futuro filho.
Baseado no biotipo dos pais, dá para imaginar se o bebê vai ser alto e magro ou baixinho e mais redondinho? Traços arredondados ou mais quadrados? Então leve isso em consideração para acentuar ou atenuar essas características.
Formas e sons precisam de harmonia. E com 98% das pessoas respondendo a um input da mesma maneira, o fenômeno é forte e merece atenção.
E.Chromi é uma bactéria desenvolvida por designers e cientistas da Cambridge University que libera pigmentos coloridos quando entra em contato com outras bactérias ou substâncias que possam ser nocivas ao corpo humano.
A aplicação mais simples, possível já nos dias de hoje: você joga um pouco de líquido contendo E.Chromi em um copo de água antes de bebê-la. Se a água mudar de cor, é sinal que ela contém substâncias que podem ser prejudiciais ao seu corpo.
A aplicação a longo prazo (aproximadamente em 2039): você compra um iogurte que contém E.Chromi em sua composição e, caso ela entre em contato com vírus, salmonela ou câncer enquanto estiver no seu intestino, a bactéria libera pigmentos que são visíveis a olho nu, nas suas fezes.
Qual é o animal mais barulhento do oceano? Aposto que você nunca falaria que é um camarão.
O pistol shrimp é daquelas criaturas que faz a gente ficar ainda mais fascinado com a seleção natural: o som da batida de suas garras é tão forte que uma colônia deles pode até afetar os sonares de equipamentos militares.
A batida das garras é tão forte, mas tão forte, que movimenta água a 100km/h, formando uma bolha por algumas frações de segundo. O movimento é tão rápido que essa bolha emite luz, ficando a mesma temperatura da superfície do Sol – deixa eu reforçar isso: mesma temperatura da superfície do Sol –, isto é, mais de 5 mil graus Celsius. O som também não é menos impressionante, chegando a 218 decibéis. Para efeito de comparação: um tiro de espingarda tem 140 dB, um foguete decolando fica em 180 dB e uma bomba nuclear tem 250 dB.
Todo esse processo dura 300 microssegundos, o suficiente para nocautear e até matar suas presas, usando só essa bolha de ar.
Existem mais de 600 espécies de camarão no mundo. A maioria só se alimenta de pequenas presas e cava buracos, mas o pistol shrimp escolheu fazer as coisas de outra forma. Vale dizer que esse camarão que faz tudo isso é bem menor que o seu dedo, só com dois centímetros de comprimento. Um argumento e tanto para os baixinhos.
Gosto do tema levitação – alguém aqui não gosta? –, inclusive já fiz um post aqui sobre a levitação por quantum. Aí hoje descobri a por som, mais especificamente por ondas estacionárias, capaz de fazer pequenos objetos ou líquidos ficarem parados no ar.
A tecnologia não é tão nova assim, a NASA já a usa para simular condições de microgravidade – whatever it means – faz um tempo. O interessante aqui é a aplicação que descobriram pra ela no desenvolvimento de remédios. Explico o que aprendi neste artigo aqui e na Wikipedia. Quem souber mais sobre isso, por favor apareça nos comentários.
Na forma molecular, existem dois tipos de remédios: amorfos e cristalinos. Os amorfos são bem mais eficientes, necessitando de menos dosagem, mas são muito difíceis de serem trabalhados, pois, caso evaporem em contato com qualquer recipiente, viram cristalinos.
Aí como resolver esse problema? Fazendo-o evaporar enquanto levita, claro!
Quarta-feira passada, postei aqui uma imagem da recente explosão solar de proporções maiores do que o normal.
Pra quem se interessa pelo assunto, vale lembrar que nós terráqueos estamos a ponto de ter nossa primeira nave Interestelar. E não é a Enterprise. A Voyager 1, nave lançada em 1977, segue seu caminho no Sistema Solar com equipamentos que devem continuar funcionando por mais uns 30 anos. Já passou por Júpiter e Saturno, enviando informações do que viu e agora se aproxima dos limites do Sistema Solar. Recentemente passou a enviar dados que sugerem que esteja passando pelo ‘Heliosheath’ a última fronteira do nosso Sisteminha. Dentro, para quem não se lembra, vai uma versão audiovisual da humanidade narrada por Carl Sagan (engole essa Cid Moreira!).
Para comemorar, aqui vai um video em “UltraHD” mostrando o pouso da Curiosity em Marte, ocorrido em 6 de agosto.
Note que este vídeo não foi enviado pela nave. Trata-se do laborioso esforço [independente] de Bard Canning que por 4 semanas, tratou frame a frame as imagens recebidas pela NASA. Canning também adicionou o audio [simulado].
Depois do jump, uma comparação entre o vídeo real e o UltraHD.
No dia 31 de agosto, o sol deu uma piradinha e mandou um “filamento de plasma super-aquecido” um pouco maior do que o normal. Tipo duma cuspidinha, insignificante na grande ordem das coisas, mas que foi muito bem registrada por nossos cientistas. O tal filamento rompeu o tecido do cosmos a 900 milhas por segundo e tinha a espessura de 30 terras mais ou menos. Relaxe. O efeito sobre nós mortais é mínimo. Apenas essa linda Aurora. Mas essa foto, na proporção correta, serve para dar uma idéia da nossa fragilidade. Pense nisso quando fizer seu próximo mapa astral.
Bom, aí não haveria centro gravitacional. Na verdade, a crosta terrestre exerceria uma força gravitacional vinda de todos os lados, e uma anularia a outra. Sendo assim, você poderia flutuar tranquilamente no centro da Terra, como se estivesse flutuando no espaço.
Eu sei, o título desse post não faz o menor sentido.
O primeiro vídeo mostra um experimento feito por um laboratório americano de Biologia com uma lula: um eletrodo é preso ao nervo da barbatana do molusco e conectado a um iPod nano que toca uma música do Cypress Hill. O experimento foi feito para testar a reação da lula a estímulos sonoros e analisar a variação de pigmento de seus “chromatophores” – células ligadas a pequenos músculos que contraem quando são estimulados e acabam revelando o pigmento presente nelas. O que você vê no vídeo é um zoom microscópico na barbatana do molusco.
O segundo vídeo é muito mais fácil de entender (não).
Dois fios conectam autofalantes que tocam The Bestie Boys à duas agulhas encostadas na perna de uma barata morta. O som, convertido em sinais elétricos que chegam até a perna da barata, acabam provocando movimentos no tecido muscular e nervoso do bicho. Dito isso, você pode pular direto pro 1:00 do vídeo e dançar com a barata.
Você dá uma migalha de pão para um passarinho que sai voando voando dalí, enquanto você fica feliz em saber que ajudou o inocente bichinho a se alimentar.
Verdade, mas não do jeito que você imagina.
Dá uma olhada no que ele faz.
Na verdade o tal passarinho é uma pequenina Garça Verde (Green Heron) e não tem nada de inocente.
Usou seu pedacinho de pão para pescar um peixe. Na natureza, usa insetos.
O mais interessante é que é um exemplo de evolução porque Garças verdes pescadoras são raras, não é uma habilidade inata, mas algumas com o pescoço mais longo aprenderam a dar um bote equivalente ao de uma cobra e são, claro, as que tem se saído melhor no quesito alimentação.
Outra coisa interessante de se notar é que ela deixa o peixe dar várias mordidas e comer um bom pedaço do pão até que fique o suficientemente confortável para a vacilada fatal. Fora que a garça acaba comendo o pão que está dentro da barriga do peixe
Lembra da experiência das crianças com marshmallows, prazer adiado por um prazer maior e tal? Esse é mais um exemplo disso, imagine o sacrifício de um animal, geralmente faminto, de ter um pão na boca, pronto para ser engolido, mas mesmo assim jogá-lo na água e apostar no peixe?
São tantos os infográficos que até perdemos o interesse de olhar com atenção, né? Este não. É um interessante, e simples, comparativo sobre o crescimento do investimento em propaganda online e o comparativo com estimativas para a TV. Claramente, as marcas encontram mais flexibilidade e maneiras criativas, com investimento bem menores, para impactar um número cada vez maior de pessoas no “mundo digital” (com seus targets, também, bem definidos). O infográfico traz comparativos anuais e budgets estimados para o que vem por aí. Vale muito pelos gráficos que mostram as ferramentas/plataformas possivelmente mais utilizadas. Para quem aposta mais em social media e mobile do que em display advertising e search, por exemplo.
Quando eu era criança, antes da invenção do video-game, uma das diversões mais clássicas (e cruéis) no quintal de casa era incinerar formigas usando a luz do sol e uma lupa. Depois surgiu uma versão mais politicamente correta, que era escrever o nome queimando a sola das Havaiannas (que naquela época era chinelo de pedreiro e de criança mesmo).
Mas nada disso se compara a esse raio da morte, feito apenas com uma estrutura de madeira, um plástico (pode ser uma cortina de chuveiro) e água.
Com isso você tem uma lente de água capaz de queimar toras de madeira, borracha e até aquecer um metal pra você fazer uns ovos com bacon.
Com um desses dá pra queimar até um gato ou um cachorro, dos pequenos. Brincadeira.
O infográfico abaixo, criado pelo OnlineUniversities, mostra alguns números sobre crescimento do hábito de executar várias tarefas ao mesmo tempo enquanto as pessoas estão usando o computador.
Highlight: o cérebro humano sente-se confortável com no máximo duas tarefas acontecendo ao mesmo tempo. Quando uma terceira tarefa entra no jogo, o cérebro começa a dar sinais de cansaço – reduzindo a concentração da pessoa e diminuindo a precisão com que ela realiza o multi-tasking.
Uma animação bonitinha sobre como cultivar boas ideias. Algumas dicas e insights são bem interessantes. Bom para começar a semana.
Agency: Column Five Media
Creative Director: Ross Crooks, Josh Ritchie
Project Manager: Nick Miede, Ian Klein
Motion Designer: Chase Ogden
Graphic Designer: Luis Liwag
Voice Over: Maxwell Glick
Sou leitor do UoD desde seu lançamento. Quando o acessei pela primeira vez, fiquei encantado com todas aquelas informações que borbulhavam na cabeça. Era o que eu precisava. Determinada época fui morar em Londres e vi uma ação de guerrilha muito interessante acontecendo numa das centenas de praças daquela cidade, e ao chegar em casa e acessar o UoD a ação já estava lá, ao alcance de todos. Incrível! Fiz um comentário no post e recebi uma resposta que mudaria tudo: era um convite para ser um Updater correspondente do velho mundo! Desde então tenho a honra de levar este nome no peito, não apenas pelo fato de dizer que sou um deles, mas sim, por conhecer tanta gente que agrega demais em nossas vidas por sua diversidade de conhecimento e que ao final, se tornou uma família indestrutível. Gente de vários cantos, de cidades distantes que, com orgulho, não hesita em gritar: Avante Updaters!
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