por Raquel Costa em terça-feira, outubro 11, 2011 ·
“Here’s the thing. They can write a mean letter. But these guys don’t have any real fight in them. But if you’re a real artist, you will go all the way. If you’re an artist as opposed to a careerist and your movie is more important to you than a career, you have a loaded gun in your waistpants, and its filled with bullets and you know you have what it takes to put it in their face and blow their heads off. If you have what it takes to do that, if you know you can go there, its about never taking the gun out….It’s about not going there, it’s about not doing it, but you know you can. So if you have to flash it, it means something. ”
O documentárioCtrl Alt Compete é uma leitura muito interessante do mundo das startups e da corrida de jovens empreendedores em criarem “The Next Big Thing” da internet. Muita, mas muita gente mesmo quer ser o inventor do próximo sucesso da web (como aconteceu com o Twitter ou o Foursquare), mas nem todo mundo entende o que é preciso para chegar lá.
Uma das frases do documentário (e eu nem preciso dizer que foi a que eu mais gostei):
Não importa o quão boa sua tecnologia é, ou o quão brilhante sua ideia é, não podemos esquecer que são pessoas. A tecnologia pode ser sedutora, mas se você não entende a necessidade das pessoas, não vai funcionar.
E, quanto mais inteligente ou mais violento, sua cor muda.
O Incrível Hulk (Dr. Robert Bruce Banner), criado por Jack Kirby e Stan Lee (em 1962), era CINZA.
O personagem, fortemente inspirado no clássico O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde (O Médico e o Monstro), no maravilhoso conto do Monstro do Dr. Frankestein e na figura mitológica Golem (um ser que pode ser trazido à vida através de mágica – tradição mística do judaísmo), foi criado sem nenhuma conotação étnica. Stan lee decidiu que ele seria cinza, mas por um erro da gráfica e da impressão meia boca dos primeiros quadrinhos, a tonalidade variou tanto, sempre aproximando para o verde, que decidiram assumi-lá como a cor do personagem.
Por 20 anos foi assim, até que a partir da década de 80 o Hulk foi trocando de cor e ganhando inimigos coloridos. O Hulk cinza voltou, ganhou uma personalidade manipuladora e certa inteligência (inexistente no verdão), o que trouxe certa profundidade para as históras que foram focadas na dualidade do ser humano (todos nós temos monstros aprisionados, algumas vezes eles ganham espaço).
A versão vermelha, mais violenta, criada para matar o verdão, foi um sucessso de vendas e envolveu todos os Vingadores. A azul, foi quando ele adquiriu forças cósmicas e laranja quando virou Updater… ops… quando juntou-se ao grupo Legião Negra. Vários action figures novos para a coleção de Hulks, né? E no cinema e na TV? Quantos atores já interpretaram o Hulk? O bicho já sofre de múltipla personalidade, agora cada hora tem uma cor (fora as tonalidades de verde)… depois não querem ele nervosinho.
Para não terminar o post assim, divido um achado que talvez tenha sido o responsável por plantar a ideia do Hulk em seus criadores, o primeiro filme do Frankestein. Como o Frank é uma grande influência, nada mais justo do que postar essa primeira adaptação do clássico (filme que Stan Lee já disse, várias vezes, ser fã). O filme é de 1910, foi produzido em NY em apenas três dias. Algumas fontes creditam a produção a ninguém menos que Thomas Edison que, mesmo não participando das atividades do estúdio, assinava todas as produções do Edison Studios. É um filme lindo. Tenho certeza que se pudesse, Stan Lee teria feito uma pontinha. Divirta-se após o jump.
Em 1994, um cara apaixonado por desenhos animados chamado Jerry Beck resolveu descobrir quais eram as melhores animações já produzidas, para ter a certeza de ter assistido as melhores mesmo. Resolveu ir atrás de nada mais nada menos que 1000 profissionais ligados a industria da animação. Ia anotando, um por um, as referências e preferências e no final montou uma listona poderosa, com os 50 maiores cartoons de todos os tempos.
Dos 5 primeiros, 4 são de Chuck Jones, o pai do Pernalonga e companhia. E você já deve ter assistido alguns desses, talvez ainda criança, sem saber que eram assim tão importantes.
Separei o primeiro colocado: What’s Opera, Doc? Uma ópera estrelada pelo Hortelino (que quer a todo custo, “kill the Wabbit”) e, claro, pelo “Wabbit” em pessoa, o Pernalonga.
Então, só para garantir que você tenha guardado aí no seu baú mental o maior desenho de todos os tempos, vamos assistir e depois a gente continua o post. São só 7 minutos.
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Outro grande feito do Chuck Jones foi ter apresentado música clássica para uma geração inteira, sem que a gente se desse conta de que isso estava acontecendo.
Com certeza a primeira vez que eu prestei atenção (ainda que quase subliminarmente) em uma música clássica, foi assistindo um desenho animado da Warner, o que é uma benção porque logo de pequeno desvia a música clássica para uma gaveta emocional divertida e não aquela cheia de pompa. Até hoje, se eu escutar Rossini, Strauss ou qualquer coisa que tenha um pizzicato (que é aquela dedilhadinha no violino) tipo isso:
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eu sempre imagino algum personagem andando na ponta dos pés.
E foi justamente pensando nisso que outro cara sensacional chamado George Daugherty, maestro ferradão, criou há vinte anos um espetáculo que é sucesso até hoje, com um telão gigantesco e uma orquestra sinfônica, que passeia pelo mundo projetando esses desenhos, e fazendo a trilha ao vivo. é o Bugs Bunny at The Symphony.
Eu não conheço uma forma melhor de se iniciar nos clássicos. Da música e da animação.
Adorei esta ideia de pôster by Pop Chart Lab: uma compilação com 132 cortes de cabelo/penteados que marcaram a história do cinema, representados com os ícones (ótimos) de seus personagens.
Tem Chaplin, Cleópatra, Dorothy, Princesa Léa, Han Solo, Chewbacca (que até dispensa a legenda – adorei!), Gilda (inesquecível), Margo Channing (Bette Davis em “A Malvada” e suas inconfundíveis sobrancelhas), Lulu (“Pulp Fiction”), Jessica Rabbit (!), Edward Mãos-de-Tesoura, Dr. Strangelove, Exterminador do Futuro e o Chapinha de Javier Bardem (de “Onde Os Fracos Não Tem Vez”) – isso só pra começo de conversa.
Você eu não sei, mas eu fiquei enlouquecida e não vejo a hora de ter o meu aqui na parede.
Ah, e quem quiser rever o pôster criado no mesmo estilo, mas sobre cantores de pop/rock (post escrito pelo Wagner Brenner), é só clicar aqui.
Cinéfilos estão em êxtase: o Indie, festival de cinema independente, equivale para os apaixonados pela sétima arte à sensação dos fãs que têm o prazer de assistir a shows inéditos de suas bandas preferidas nos festivais de música underground. Ou algo parecido.
Pela primeira vez no Brasil, dois dos mais importantes cineastas contemporâneos são prestigiados em mostras com retrospectivas de suas obras: a francesa Claire Denis e o húngaro Béla Tarr. Os filmes são exibidos nos charmosos endereços da Rua Augusta (Cinesesc) e da Rua São João (Cine Olindo), o que por si só é um super passeio cultural por São Paulo - ambos com entrada franca.
A mostra que já passou também por Belo Horizonte, começou na capital paulista no dia 16 e fica aqui até dia 29 deste mês. Imperdível pra quem gosta da coisa.
É como puxar a barba do Papai Noel e descobrir o seu tio.
O truque por trás da história fantástica.
Essas imagens incríveis mostram os bastidores de grandes filmes.
O fio que mantém o Super-Homem voando, o Jim Henson e o Frank Oz no mesmo quadro que o Beto e o Ênio, um Tron de luzes apagadas.
Não quer estragar a magia? Feche os olhos agora e clique várias vezes para ir parar em outro lugar.
Local: Paris. Ano: 1900. Monstro: um inseto gigante (que é músico). Enredo: O monstro músico se apaixona pela cantora, jovem e bela.
“Um Monstro em Paris” é a animação produzida por Luc Besson ( de O quinto Elemento) com estreia marcada para o dia 12 de outubro, na Europa. Estão apostando bastante na trilha sonora (após o jump uma faixa inteira). Por aqui, sem previsão de lançamento. Paris é lindo até com monstro feio.
Atores reencenam suas cenas favoritas para dar uma força para a campanha “Stand Up To Cancer”. Destaque para o sempre Samuel L. Jackson e a namorada do Peter Parker, Emma Stone. Os produtos a venda são ótimos e o vídeo, no mínimo, divertido.
por Paula Rizzo em sexta-feira, setembro 16, 2011 ·
No ano passado postei aqui o comercial Mister Pink, que divulgava o Queer Festival em Lisboa. Este ano, a Fuel Lisboa acaba de lançar uma nova campanha também com uma saída criativa interessante.
Para driblar o preconceito que existe em torno do festival (muita gente acha cool mas poucos mobilizam-se para ir) a campanha deste ano do festival de cinema GLS de Lisboa quis endereçar justamente o preconceito brincando com a ideia de que está cheio de personagens gays nos filmes mainstream e que os do Queer apenas já saíram do armário.
A estratégia encontrada foi mostrar gêneros de filmes que não são automaticamente associados ao cinema gay - como o cinema de ação, os road movies e a ficção científica – criando cenas que são uma paródia e uma amálgama de dezenas de filmes diferentes. O resultado é divertido. Confiram abaixo um dos comerciais e aqui, aqui e aqui os outros. A produção é da Sync com direção do catalão Pau de La Serra.
A guerra está declarada. Em uma entrevista ao HuffPost William “James T. Kirk” Shatner decidiu jogar asteróides no ventilador. Do alto de sua patente de comandante da USS Enterprise, Shatner fez afirmações muita sérias. Segundo ele, a saga Star Wars se baseia no seriado Star Trek, vinte anos depois. Mas não é só isso. O Capitão Kirk afirmou ainda que os dilemas de Star Trek eram mais “humanos”, as mulheres mais bonitas e que eles eram capazes de entrar em suas roupas apertadas mesmo depois do almoço, ironizando os efeitos especiais da série de George Lucas. Ainda segundo ele, na versão de J.J. Abrams de Star Trek, até nos efeitos especiais Star Wars fica para trás. E agora Luke, vai ficar quieto?
O UoD é acima de tudo um movimento para a mudança. Mudança - de comportamento, de atitude, de olhar - em sintonia com o mundo disruptivo que vivemos hoje.
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JORGE CARVALHO Empreendedor e gerente de projetos na HSM
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