Vending machine: a moeda é a sua inteligência

Se vocês estiverem passando por Londres, Manchester, Birmingham ou Bristol, na Inglaterra, este mês de setembro, podem tentar ganhar uma bebida na faixa em uma vending machine.

Basta terem agilidade mental suficiente para passar em testes de matemática básica ou sobre noção espacial. A bebida-prêmio é uma daquelas águas com sabor e é algo revestido de conceito: devidamente hidratadas, as pessoas supostamente ficam mais espertas. (E também se fosse com refrigerante, cerveja ou chocolate que fizessem a promoção, teria congestionamento em volta das máquinas, né?!)

Agora, que deve ser chato sujeito fazer o teste e não conseguir a água, isso deve…

Importante: vocês perceberam que a plataforma “vending machine” virou laboratório de inovações, certo? No limite do céu. Basta darem uma busca aqui no Update or Die para perceber. Ou confiram na matéria original da Wired sobre a invenção da JuicyDrench, a água com jeitão de suco. What’s next? E no Brasil?

Adriana Salles Gomessays what she means, means what she says and cuts everything else. (Yes, Hemingway. We, journalists, love these words.)

Burger King lança o Pizza Burger

Calma, não é uma carne de hamburguer em cima de uma pizza como nos rodízios que competem pela quantidade de sabores que oferecem.

É um mega hamburger em formato e toppings de pizza que o Burger King lançou com exclusividade para o Whopper Bar de Nova Iorque.

Luiz Felipe BarrosDiretor de Consultoria da Acxiom, Coordenador e Professor de Marketing Digital da ESPM e Updater desde 2007.

Eleições 2010: quando o humor é levado a sério

Quando a principal crítica em relação aos candidatos à presidência de um país é a falta de carisma e suas expressões sisudas, já dá para entender que o humor tem um papel crucial em sua sociedade. Não há nenhuma novidade em associar o Brasil à festa, alegria e boas risadas. Tampouco quero tomar o caminho fácil e clichê do discurso que somos todos palhaços e nossas instâncias políticas são um grande circo.

Mas, independentemente disso, é inegável que política e humor sempre andaram de mãos dadas. Desde as charges políticas, uma tradição em vários países, até os votos de protesto, como foi o caso do Partido do Rinoceronte do Canadá, o humor tem sido uma interface eficiente entre as agruras do processo democrático e o dia-a-dia das pessoas comuns.

O curioso é que, até pouco tempo atrás, eram as pessoas que se apropriavam da política por meio do humor. Talvez por falta de vias de comunicação mais orgânicas e diretas, essa era a ferramenta que a população encontrava para se aproximar ou protestar. Candidatos pegando carona no humor era uma coisa reservada para gente pouco séria.

Mas o mundo mudou, vieram as mídias sociais, o Twitter, a “obamização” da política e, de repente, aspirantes ao poder de todos os espectros, e não só os tiriricas, resolveram sair do palanque e se aproximar das pessoas. Como? Adivinha só.

É claro que a linha entre o humor e a ofensa é tênue, e daí temos casos pontuais de censura, mas o fato é que uma parte significante da população brasileira vem trocando o horário político pelo CQC, Pânico e YouTube. Outro dia alguém tuitou que para um processo democrático mais realista os marketeiros deveriam assumir de uma vez o papel dos candidatos. Assim, nos sentimos muito mais próximos das pessoas reais que são os políticos quando eles aderem à dancinha do momento ou quando nos presenteiam com um momento de descontração.

A capacidade de fazer rir e parecer humano vai ganhando importância frente às propostas de governo. Cada vez mais a primeira é percebida como diferencial e a segunda como commodity. Os políticos mais antenados vêm percebendo isso e, ao entrarem na dança (as vezes literalmente), convidam o eleitor para entrar na campanha também via humor.

Um exemplo desse fenômeno é o Dilma Boy, paródia de Lady Gaga que defende a candidata do PT à presidência com humor e dentes, visto por milhares de pessoas nos últimos dois meses. É verdade que os argumentos do eleitor-artista passam longe das propostas de governo, e talvez você não ache isso muito republicano, mas de qualquer forma é um fenômeno novo e interessante de ser observado.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=sCgjQJMhIhU[/youtube]

Outro exemplo vem da disputa para o Senado em São Paulo, onde um grupo de entusiastas criou um tumblr recheado de vídeos parodiando o meme “Antonio Nunes” do Pânico, só que no caso pedindo votos para Aloysio Nunes, candidato do PSDB.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=y2I34fRmTU8&feature=player_embedded[/youtube]

Três fatos curiosos: 1) esse movimento surgiu no próprio palanque do candidato, 2) depois foi adotado por eleitores e até políticos da coligação, como a Soninha e 3) por fim foi alvo de uma reclamação do pessoal do Pânico por terem sido satirizados, ou seja, uma inversão de papéis.

Enquanto cargos políticos muitas vezes são loteados entre grupos, piada não tem dono e ri por último quem ri melhor. Laugh or Die.

Bruno Scartozzoniestá um monte de coisas, e é pouquíssimas delas. Apaixonado por cinema, política e comunicação.

Dancing Pigeons – Ritalin – o clipe

[vimeo]http://vimeo.com/13639493[/vimeo]

Eu pessoalmente não gosto muito do estilo do Dancing Pigeons, mas fazia tempo que eu não via um clipe que eu parasse para ver, independente da música…Idéia boa, realização impecável do talentoso Tomas Mankovsky.

É tudo parte da estratégia de comunicação da Diesel, cuja nova coleção tem como tema “Fire & Water”. A banda faz parte do projeto U:music e a Diesel bancou o clipe.

E foram felizes para sempre.

P.S.: Fora que, graças à supercamera, eu finalmente descobri que um lança-chamas é, na verdade, um lança combustível com um isqueiro acoplado.

Rodrigo Maugeré pai, marido e sócio da Fillet, onde cuida do atendimento e da louça.

Schweppes: Bottle Géiser

Em Portugal um geiser artificial que existe em Paço de Arcos, em Oeiras, foi transformado numa instalação recriando  uma garrafa da Schweppes. A ação, criada pela Torke e executada pela Black Milk Media demorou cerca de 10 horas para ser montada  e foram utilizados um caminhão e um helicóptero (a estrutura pesa 500 quilos). O projeto envolve ainda a manutenção e a limpeza deste geiser por um ano. Confiram abaixo o (bem produzido) vídeo que documenta a ação:

[vimeo]http://vimeo.com/14208291[/vimeo]

Paula Rizzoé publicitária, mãe, curiosa e usa boa parte da sua energia fazendo a curadoria de inovação e inspirando gente na c

Target é boicotada por doação em eleição

Antigamente para protestar contra empresas e políticos era preciso juntar milhares de pessoas em um só lugar e fazer uma grande passeata. Se desse confusão com a polícia, melhor ainda. Mas essa nova geração acabou encontrando um jeito mais eficiente pra suas idéias e convicções fazerem barulho e ganharem força.

Quando a loja de varejo de moda Target fez uma doação de 150.000 dólares ao candidato ultra radical da direita republicana pro governo do Minnesota, com certeza não imaginava que o retorno desse “investimento” fosse ser tão desastroso.
Um grupo de jovens resolveu agir e seguindo o exemplo do sucesso do boicote a United Airlines no Youtube feito por Dave Carroll, entraram na loja, filmaram um flashmob e colocaram na internet junto com uma petição.

Se o boicote vai funcionar ou não eu não sei, mas com certeza vai fazer muito CEO pensar duas vezes antes de “investir” em campanhas de políticos querendo ganhar algum benefício no futuro. Bom, as eleições no Brasil estão aí e não faltam oportunidades pra cutucar as empresas que se associam a políticos corruptos.

Confira o vídeo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=9FhMMmqzbD8[/youtube]

Daniel Chagas Martinsé diretor de arte na maior parte do tempo. Músico e lateral direito quando consegue.

Batata Lays esculpida na madeira

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=cXWC_tT1DuM&feature=player_embedded[/youtube]

Um mega outdoor de madeira foi esculpido em São Francisco para divulgar a Lay’s Kettle Cooked, batata preparada de modo totalmente artesanal. Demoraram 10 dias para concluir todo o processo (quase uma bi-semana inteira hein, vão precisar renovar a PI de veiculação). Coisa linda. Criação da Juniper Park.

veja o resultado depois do jump

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Gustavo GiglioPublicitário. Sócio do UoD. Responsável pelo mkt, novos negócios e projetos. É da música e da Guinness.

Vigilância Lisboeta

Na primeira vez que fui a Lisboa, fiquei com a impressão de que toda janela do casario mais antigo tinha uma velhinha acoplada. Elas têm até pequenas almofadas no formato do parapeito para apoiar o braço e aguentar a tarefa com mais conforto. Na época, escrevi um poeminha ruim sobre essas mulheres “roubando” a vida dos mais jovens através da janela.

O coletivo português CC fez melhor. Transformou esta observação do mundo alheio em vigilância profissional. Intervenção urbana das melhores. Bem humorada, deliciosa.

via

James Scavonesócio e diretor de criação da Salve. Também escreve no Jornal Placar.

O outdoor sms mais lento do mundo

O artista tailandês Wit Pimkanchanapong apresentou o outdoor sms mais lento do mundo durante o Night Festival de Cingapura. A idéia é simples: envie o sms para um número e espere uns 20 minutos até que os operários montem a sua frase. Apesar da aparente “idiotice” da idéia, vários espectadores paravam para ver a montagem das mensagens. Mais imagens depois do jump.

O outdoor sms mais lento do mundo

O outdoor sms mais lento do mundo

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Rei Quintoé Diretor de Planejamento da Wunderman, tem sangue filipino e não dispensa um pastel de feira.

…e a fanpage da Diesel vai ao parque!

diesel_facepark

A sempre ousada Diesel aprontou mais uma das suas na internet.
A marca italiana convidou todos os seus fãs 400.000 no Facebook a passarem um dia longe do computador, no que ela chamou de Facepark. Um festival com bandas e com direito a farmville e mafia wars na vida real… imagina só! “Uma idéia estúpida que pode mudar o mundo. Mas que provavelmente não mudará”.

O conceito não é nenhuma descoberta da pólvora, mas a “embalagem” alla Diesel é o que torna tudo sensacional. O site tem navegação instigante, o visual é bem bacana e a proposta é divertida. A ação é um dos desdobramentos online da campanha-conceito “Be Stupied”.

Tem quem ame esse novo conceito, mas há quem o odeie. Estudos e pesquisas de mercado apontam esse como um dos conceitos mais vazios já trabalhados pela grife. Os mais ousados arriscam dizer que a marca não deve durar muito tempo, já que só tem dinheiro mas não tem identidade nem consistência. Será tipo uma Colcci da Europa?

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Mark CardosoEscreve, edita, planeja, ajuda a criar ...e morre de saudades do Kaoma ;¬P


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