A Serviceplan de Munique criou um projeto belíssimo para a rede de supermercados Auchan na Itália: um relatório de sustentabilidade que podia ser baixado no celular através de um código de barras do recibo. Inteligente e graficamente lindo. Confiram abaixo o videocase:
Redesign do iOS7 com ajustes mínimos e que poderiam ter evitado o desastre. Ainda não seria perfeito (o pessoal parece que não entende muito o que significa “FLAT”), mas poderia ter poupado a orelha quente da Apple, desde ontem.
O redesign (as imagens da esquerda nas comparações) é uma criação de Leo Drapeau.
Depois das primeiras horas de uso do iOS7, acho que já valem alguns comentários.
Estabilidade
Este primeiro Beta, e vale lembrar – É APENAS UM BETA – está bastante estável no meu iPhone, mas ouvi diversos comentários de gente tendo problemas na instalação entre eles: dificuldade de restaurar os apps instalados, instabilidade no WiFi, dificuldade na ativação.
Não tive, por sorte nenhum problema.
Lockscreen
De cara, duas novidades. A lockscreen agora tem Notificações, com slide down. E bastante inteligente. Trás a agenda do dia, aniversários e o clima.
Slide up leva para o novo Control Center que permite aumentar volume, ligar e desligar o airplane mode, Wifi, Bluetooth, Do Not Disturb e ajuste de rotação. Permite ainda ajustar o brilho, controlar o iPod, o AirDrop, a laterna, os alarmes, acessar a calculadora e a câmera.
Tudo isso sem nem mesmo precisar dar “slide to unlock”.
Home Screen
Uma vez desbloqueado, você chega à Home numa cafonérrima animação.
Nenhuma mudança drástica no “paradigma” de ícones estáticos. No entanto, não dá para falar da nova home sem falar de design.
Como você já deve saber, Jonny Ive, o designer-todo-poderoso da Apple, desde a demissão de Scott Forstall, assumiu a responsabilidade não apenas do design de hardwares mas também de software.
Assim, toda a expectativa estava sobre seus ombros e o iOS7 estava sendo esperado não só porque o sistema operacional móvel da Apple foi ficando para trás em termos de funcionalidades, mas porque seu design também foi superado.
Durante a espera, Ive deu a entender que investiria no que chamou de Design Flat, ou 2D. Foram palavras dele, e não especulação de mercado. E claro que o mercado ficou na expectativa de algo parecido com o Windows 8.
O que todos sabiam é que Ive iria se livrar do que a Apple chama de skeuomorfismo, ou seja, o design que simula elementos do mundo real. Pense no Notes, um bloquinho amarelo. Ou na capa de couro do Contacts.
Esse conceito era defendido por Jobs e Forstall, mas Ive sempre foi contrário. Assim, ainda mais expectativa.
O resultado? Um desastre. Não dá para acreditar que Ive sequer viu esse conjunto de ícones.
Em primeiro lugar, o background default são as ondas manjadas que já conhecemos. Que não ajudam em nada a ideia de Flat ou 2D.
Depois, se você observar na foto que ilustra o post, verá que não existe nenhuma consistência no design dos ícones. O primeiro, o Settings, inclusive simula engrenagens de metal, no melhor estilo skeuomorfista. O segundo, a App Store, tem volume e um degradee azul nada flat. Em seguida o Photos, sem background, com transparências e supercolorido. Aí vem o Weather, cores, transfarências, mas fundo degradee, com luz de origem CONTRÁRIA ao App Store. Depois, o Calendar, sem nenhum grafismo e o Contacts com uma infinidade de detalhes. Enfim…nenhuma relação estética entre os ícones, resultando num lamentável caos visual.
Quero muito acreditar que nos próximos upgrades alguma linguagem apareça.
Photos
Vale um destaque para o novo Photos, que torna muito simples compartilhar fotos. O App organiza suas fotos por “momentos” e “anos”. Ou seja, Anos é uma coleção de Momentos e Momentos é coleção de fotos de uma mesma localidade/data. Fácil de localizar a foto que você procura e ainda mais fácil para compartilhar.
Wheater/Stocks
Novo design, mais limpo. Bacana.
Fica a pergunta? Vai salvar a Apple?
Não vai.
Mas o iOS7 é sem dúvida uma evolução. Em conjunto com o OS Mavericks, o novo MacPro e o novo MacBook Air, compram um pouco mais de tempo para a Apple.
Apesar de que apenas no Mac Pro deu para sentir, de longe a fagulha da inovação.
Enquanto escrevo este post estão em alta de 0,56%. Não é muito. É como se o mercado mal tivesse assistido a apresentação.
Mas calma.
O próprio Tim Coock havia alertado que a Apple só teria lançamentos realmente inovadores, no segundo semestre de 2013, início de 2014.
Apesar do nome japa que significa “coração”, a Kokoro é uma empresa italiana que fabrica “brinquedos adultos”, ou numa expressão mais sexy, os “vibratoys”.
É quase a Apple dos vibradores.
Esses aí da foto são a Geena, o Woody e o Clitt, nomes literalmente sugestivos.
O nome da turma é “BUXXXER” (cuidado com a pronuncia)
O design tem uma atenção especial.
Produto, embalagens, manuais, tudo muito bem cuidado.
A Kokoro usa, inclusive, expressões realmente pertinentes para descrever seus produtos como “user generated design” e “user centered design”.
O designer Diego Corsi conta que seu objetivo foi simplificar as coisas, deixar as complicações e racionalidades de lado, como um verdadeiro John Ive do prazer.
Os 3 amiguinhos são recarregáveis via USB, caso você queira fazer um statement no seu ambiente de trabalho e deixar a turminha alí recuperando as energias em cima da mesa, ao lado do seu computador.
Brincadeiras à parte, esse é um mercado bilionário que pode mesmo se beneficiar de branding, planejamento e design.
GIFTY é uma câmera, projetada pelo estudante Jiho Jang, que imprime GIFs animados!
A câmera registra aproximadamente cinco segundos de vídeo e imprime “GIFs” instantaneamente – só um segundo, acho que já vi uma ideia parecida em algum lugar… Ah! A Polaroid.
A ideia é muito legal, mas na verdade parece mais um jeito divertido de fazer um flipbook.
obs: GIFTY é uma câmera conceito, mas a reação das pessoas na internet tem sido tão forte que o projeto será lançado no Kickstarter em breve.
Até uma plaquinha de rua tem seu dia de Update or Die.
Essa da foto tem uma série de botões com várias localidades. Você aperta um e… bzzzzzzzz, a seta aponta a direção, distância e informações adicionais. Tudo, sem perder o charme e a singeleza da velha e boa plaquinha de madeira. High Tech com cara de Low Tech costuma ser mesmo bacana.
Quando não tem ninguém apertando seus botões, as plaquinhas ficam mostrando locais e eventos aleatórios, sendo alimentada inclusive por tweets.
Simplesmente imperdível essa série de 6 episódios criados para promover o curso de Design da Open University, da Inglaterra, cobrindo os principais movimentos das artes e da arquitetura desde o século 19.
Design in a Nutshell explica de forma simples Bauhaus, Modernismo, Pós- Modernismo, Revival Gótico, Artes & Ofícios e Design Industrial Americano.
Alô professores, guardar e compartilhar com alunos.
Os outros vídeos você assiste no mesmo player, acima (é um playlist).
Você carrega o seu celular com você 24h por dia. Até na hora de dormir você está disponível (especialmente se esquece de desligar os alertas sonoros do aparelho antes de plugá-lo na tomada). Os seus amigos mais próximos estão a um whatsapp de distância. Todos os outros amigos a um post ou mensagem no Facebook.
“Isso é fantástico”, você diria há uns 2 ou 3 anos.
Mas hoje a visão das pessoas sobre essa ubiquidade virtual tem mudado um pouco.
Todo mundo tem um amigo “sem noção” que te marca em uma foto que você não gostaria de ser marcado, ou que deixa um recado público na sua timeline falando de um assunto que na sua cabeça não é tão público assim. Ou como uma das entrevistadas fala no vídeo abaixo, algum amigo que faz questão de dar bom dia, boa tarde e boa noite no newsfeed do Facebook.
O mini-documentário abaixo é o resultado de uma pesquisa encomendada pela JWT e pela Pontomobi e realizada pela Na Rua sobre etiqueta na comunicação online. O projeto entrevistou mais de 350 pessoas e coletou informações sobre as boas e más práticas dos usuários de internet, especialmente no celular.
No decorrer do vídeo, eles apresentam 7 mandamentos para a boa convivência online:
Não mandarás e-mails de trabalho de madrugada nem nos finais de semana.
Frearás o impulso de bombardear o próximo.
Serás mais criterioso ao compartilhar a informação.
Controlarás tua ansiedade.
Não tomarás o espaço alheio em vão.
Não deixarás que o outro se sinta ignorado.
Honra a tua timeline.
Do lado de cá, do lado de quem cria e desenha essas funcionalidades (de marcar um amigo em uma foto, de saber quando uma mensagem enviada foi lida pelo destinatário ou não, de convidar amigos para um evento que você criou), esse assunto talvez levante a discussão sobre a responsabilidade do designer e das empresas ao proverem esse tipo de ferramenta.
Segundo Fernando Alphen, head de estratégia da JWT, entender como o consumidor interage com suas “próteses tecnológicas” é a chave para saber como, quando e com que cuidados éticos pode-se estimular ou atingir este público com uma mensagem comercial.
“As interfaces móveis são extremamente íntimas. As regras tradicionais de interrupção publicitária não se aplicam mais nesse ambiente”, diz ele em depoimento para a Época Negócios.
É claro que essa discussão é enorme e não caberia em um post apenas. Mas quem participa de sessões de brainstorm dentro de times criativos em agência ou estúdios de design, constantemente se vê falando frases como:
E se a gente deixasse que a pessoa marque os amigos dela na hora de compartilhar?
E se a gente disparasse um convite pelo Facebook para todo mundo?
E se a gente mandasse um email para lembrar a pessoa de quão incrível o nosso produto é?
Mas e se a gente começasse a ver essas ideias menos sob a luz de o quão criativo você consegue ser, e mais sob o ponto de vista do usuário que vai arcar com as consequências?
Aplausos para JWT, Pontomobi e Na Rua por levantarem essa discussão.
Mais dois vídeos incríveis do mesmo projeto depois do jump.
Até 1980, Xangai não tinha nenhum edifício que pudesse ser considerado um arranha-céu.
Hoje tem 1400, mais que o dobro de Nova Iorque.
“This is Shangai” é mais um time lapse produzido pelo fotógrafo inglês Rob Whitworth (assista os outros que ele já fez) e pelo canadense JT Singh, especialista em cidades emergentes.
Não, não é clipe da Bjork. Os robôs são criação de dois artistas que vivem mais para o leste: os alemães Nikolas Schmid-Pfähler e Carolin Liebl. Eles possuem sensores que capturam sons e movimentos (vindos do outro robô e também dos visitantes da exposição) e reagem com novos movimentos e gestos. A simulação, claro, tenta representar um casal humano em uma forma mais reduzida. Os corpos são pequenos fios de metal que garantem movimento aos robôs e os fazem dançar sincronizadamente.
Como qualquer outro casal, eles se entendem e se desentendem. Às vezes os sinais enviados por Vincent são interpretados corretamente por Emily; às vezes não. Às vezes os sinais emitidos por Emily deixam Vincent empolgado; às vezes não. O resultado são movimentos imprevisíveis, decididos pelo próprio casal, com ruídos robóticos que contrastam com os desenhos (quase) humanizados que eles traçam no ar.
Aqui na minha cabeça o próximo passo é robô se apaixonando por gente, e vice-versa.
Em uma manhã de 2012 a cidade de São Paulo acordou com parte de seus monumentos aos personagens da nossa história com corações fixados ao lado esquerdo do peito, iniciando um movimento que tomaria outras cidades do Brasil, países da America Latina e por fim, até o velho continente. Esta foi a intervenção urbana intitulada Aqui bate um Coração, que rapidamente caiu no gosto da população e da imprensa de todas as cidades em que ela existiu.
Realizei uma entrevista com o Rodrigo Guima (foto) – um dos criadores da ação – que acaba de chegar de sua viagem à Europa, onde deu vida aos monumentos e ampliou o alcance da intervenção:
UOD – Qual é a ideia por trás do “Aqui bate um Coração”? RG – A ideia é bem simples: provocar. De pedra ou de bronze, as estátuas remetem ao corpo humano. O coração é um signo universal e o laço emocional que queríamos com as pessoas que parassem no meio do caos para olhar a intervenção e, consequentemente, olhasse pra dentro de si e refletissem o modo como tem tocado a vida.
UOD – Quais foram os motivos para que a ação ganhasse novos adeptos em outras cidades? RG – Acredito em dois pontos cruciais: o fato de o movimento esbarrar em pessoas que estão com esse sentimento latente e a simplicidade na maneira de ele tornar-se replicável. Bastam apenas corações, alguns amigos e estátuas. E isso encontra-se no mundo todo.
UOD – Em sua recente viagem, voce levou a ação para a Europa. O que foi diferente na execução desta intervenção em outros países? RG – O que é diferente, neste caso é o mais belo e simples: o encontro. Em cada cidade que pisei lá fora, assim como no geral, eu sempre fico alerta para identificar pessoas que foram fisgadas de coração pelo movimento. Geralmente são pessoas que estão passando pelo mesmo sentimento, seja em São Paulo ou Paris. E estão prontas para protagonizar essa história. Todo o processo é delicioso e para mim, uma honra escalar as estátuas de Marx, Engels, Goethe.
Assista ao vídeo:
Foto: Rodrigo Guima cola os corações no monumento à Marx e Engels, em Berlim.
Um belo exemplo de como uma simples mudança de design pode mudar a história de um produto e de uma empresa.
Durante anos a fabricante Kokeshi produziu os mesmos fósforos que todas as outras fabricavam. Um dia, seu fundador estava preocupado com o futuro dos negócios e pegou um fósforo e ficou encarando-o bem de pertinho. Não demorou muito para enxergar uma cabecinha e um rosto.
Nos anos 90 fazia apenas alguns, pintados à mão. Mas foi o suficiente para gerar um boom na mídia e colocar a marca em destaque, coisa que jamais conseguiria através de propaganda por falta de verba. Apareceu em jornais, revistas, programas de TV.
Passou uma década tentando um processo de impressão para poder produzir seus fósforos em massa até que em 2001, depois de muitas tentativas, conseguiu acertar uma fórmula.
Uma história de sucesso feita através do design e uns poucos grãos coloridos na cabeça dos fósforos.
O jovem barista Kazuki Yamamoto, de apenas 26 anos e dono de uma coffee Shop em Osaka (Japão) faz latte art em 3D, transformando espuma de leite em pequenas esculturas. E faz isso diariamente, já ultrapassou mais de 2.000 espuminhas-de-arte.
E a coragem pra beber? Ah… click, instagram e tudo bem.
Vídeos do TED, difícil cansar deles. Mas tem um em especial que eu passaria horas vendo e revendo se já não o tivesse feito.
O TED talk abaixo é de Sarah Kay, poetisa e professora que tomou como objetivo de vida fazer as crianças descobrirem que qualquer um é capaz de escrever e declamar poesias.
O vídeo pode parecer meio “declamado” no começo, mas… oh, wait. É poesia.
Dá pra ativar legendas em inglês no player, ou então legendas em português lá no site do TED.
Quem me indicou esse talk foi a @gaitha, há exatos dois anos. E continua incrível.
O UoD é um oásis na regressão cultural em que nos encontramos. Me acrescenta informações pontuais e surpreendentes, cavocadas por Updaters escolhidos por critérios óbvios - o não ao óbvio - e ao amor sobre o assunto que proferem. Me sinto honrado por fazer de certo modo parte disso.
PAULINHO CORCIONE Produtor musical e multi-instrumentista na Jamute
Updaters - Alameda Mamoré, 535 Alphaville - Barueri - SP (11) 4166.5701
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