John Baldessari é aquele artista americano que ficou famoso por pintar pontos coloridos no rosto das pessoas. O artista na verdade, esconde a informação essencial da imagem com esses “dots”, estimulando a prática do “fill in the blank”.
Esse video, conta a história do artista em 5 minutos e é narrado pelo Tom Waits.
Veja também o artista falando com o ator Jason Schwartzman aqui.
Retratos pintados, o photoshop low-tech do nordeste
por Wagner Brenner em Monday, May 14, 2012 · 2,975 views
Volta e meia aparece por aí um artigo, uma exposição ou um livro sobre os famosos retratos-pintados (não confundir com os retratos-falados) muito populares do nordeste brasileiro desde o século 19.
Os ambulantes circulavam por pequenas cidades e tiravam uma fotinho PB de seus clientes. Levavam essas fotos para a os grandes centros, onde eram ampliadas e depois transformadas em uma pintura rudimentar, de cores chapadas, que eram devolvidas aos clientes, em nova visita, semanas depois.
Além da linguagem que mistura fotografia com pintura, os retratos pintados possuiam uma característica bem photoshop: retratavam o aspiracional e não o real. Era comum acrescentar roupas e jóias refinadas, corrigir detalhes estéticos, colocar parentes mortos juntos com os vivos em retratos de família, auras celestiais em crianças, etc.
por Paula Rizzo em Friday, May 11, 2012 · 856 views
Dentro de seu projeto Handmade Portraits, a varejista online Etsy lançou este vídeo dirigido por Bao Nguyen que apresenta o trabalho da ceramista Mitscy Sleurs que criou em cima do tema das emoções e criou 99 bonecas matryoshka. Confiram abaixo:
“In Bed With Invader” é o nome do mini-documentário, produzido pelo videomaker Raphael Haddad, que mostra uma noite inteira do artista francês Invader, famoso por seus mosaicos inspirados pelo jogo Space Invaders e que, a princípio, foram espalhados por Paris. O curta apresenta a maneira de trabalhar deste que é um dos artistas de rua mais populares da cena atual. Suas intervenções em azuleijos já foram vistas em várias cidades do mundo (inclusive SP). São realmente lindas, quem teve a oportunidade de ver, sabe como chamam a atenção. Belo e curioso mini-doc. Vai bem com um cafezim pós almoço.
por Gustavo Giglio em Friday, April 27, 2012 · 2,638 views
Que ideia boa!
PIMP MY CARROÇA, é uma grande ação social, sustentável e artística que pimpará 50 carrroças de catadores de materiais recicláveis. A ação, prevista pra acontecer no início de junho, dias antes do RIO+20 e durante a Virada Sustentável de São Paulo, precisa de ajuda via crowdfunding. Aqui o link do projeto no Catarse: PIMP MY CARROÇA.
É a cidade criando mecanismos para salvar a cidade e um projeto que trará dignidade e segurança para esses trabalhadores.
O artista Mundano, criador do projeto, já participou de um TEDx falando sobre Cidades Recicláveis (vale a pena assistir):
Marina Abramovic começou sua carreira no início dos anos 70 e é considerada por muitos uma das artistas mais polêmicas da atualidade. Seu trabalho figura em numerosas coleções públicas e privadas, além de contar com participações nas mais importantes mostras de arte internacionais.
Suas obras são em sua maioria recheadas de imagens fortes e uma temática nitidamente ligada ao sexo e aos limites do corpo humano. Carinhosamente, Marina Abramovic é conhecida hoje em dia como “a avó da arte de performance”.
A artista iugoslava teve uma relação turbulenta de mais de 12 anos com Uwe Layseipen, o rapaz que aparece na foto aí ao lado. Por sentir que havia finalmente encontrado em Uwe seu parceiro artístico e amoroso, Marina se juntou a ele e começou a produzir performances artísticas pelos vários anos que se seguiram.
“A arte de performance ou performance art é uma modalidade de manifestação artística interdisciplinar que – assim como o happening – pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo, com ou sem público.”
Doze anos depois, quando Marina e Uwe perceberam que a relação tinha chegado ao fim, cada um decidiu andar 2.500 milhas a partir de cada uma das extremidades da Muralha da China. Os dois se encontraram no meio do caminho, bem no meio da muralha, para dizer adeus um ao outro e seguirem a vida em caminhos separados.
Aos 65 anos, ela não dá nenhum sinal de sequer pensar em parar de produzir arte.
Em maio de 2010, Marina fez uma performance ao vivo no MoMA, em Nova Iorque, chamada ”The Artist Is Present”.
Durante 3 meses e por várias horas do dia, Abramovic sentava-se silenciosa em uma cadeira, de frente para uma segunda cadeira que ficava vazia. Um a um, os visitantes do museu sentavam à sua frente e olhavam para ela por um longo período de tempo. O máximo que conseguissem.
“This is about limit. Even for me.”
Algumas pessoas não aguentavam olhar para ela por muito tempo – e começavam a chorar. Em uma época onde tudo é motivo para se criar um Tumblr, surgiu o Marina Abramovic Made Me Cry, um blog que registra as fotos de algumas dessas pessoas que enfraqueceram ao olhar para a artista por muito tempo seguido.
Nos últimos anos, Marina Abramovic comprou um teatro em Hudson, NY, e montou a Fundação Marina Abramovic de Preservação da Arte de Performance. A ideia é utilizar o espaço para desenvolver ideias com vídeo e equipamento de pós-produção, além de um prédio para abrigar outros artistas residentes.
Essa minha vontade em revisitar a obra de Marina Abramovic surgiu quando eu vi, há alguns dias, o trailer de um documentário sobre a obra da artista iugoslava.
A proposta do filme é mostrar um pouco da trajetória dessa artista cuja carreira tem sido questionada desde seu início, além de contar com depoimentos de pessoas que viajam o mundo todo acompanhando seu trabalho.
Confira o trailer abaixo:
As imagens são fortes e me incomodam bastante. A serenidade nos olhos da artista também me incomoda. E se incomoda, vale o registro aqui no blog dos que se incomodam.
por Fabiane Secches em Wednesday, March 28, 2012 · 2,440 views
“Inúmeros artistas contemporâneos não são artistas e, olhando bem, nem são contemporâneos.”
Hoje, uma parte de mim está de luto: perdemos um dos maiores artistas contemporâneos do Brasil, o gênio Millôr Fernandes.
Outra parte, no entanto, é toda gratidão. O que Millôr nos deixou vale por ointenta e oito vidas. No mínimo.
Para Millôr, não existia essa história de “no meu tempo…”. Sempre tão antenado e acompanhando as mudanças do mundo sem medo, seu tempo foi o presente enquanto ele viveu.
“Nos dias quotidianos
É que se passam
Os anos”
Prova disso é que foi um dos primeiros no país a usar o Twitter, e mantinha seu perfil sempre atualizado. Um updater de alma.
Até seu nome revela como Millôr veio ao mundo para se adaptar – no melhor sentido dessa palavra. Ele nasceu Milton, mas, diz-se que por conta da caligrafia confusa de seu registro, tornou-se então o Millôr que todos nós conhecemos tão bem (e que já assinou sob os pseudônimos de Notlim e Vão Gogo).
Millôr foi um dos fundadores do jornal Pasquim (ao lado de Ziraldo, Claudius, Jaguar, Fortuna, Prospéri e outros ícones), que fez história no cartum brasileiro, tornando-se uma referência absoluta. No meio da ditadura, o Pasquim conseguiu o feito de driblar a censura usando (muito) humor e, assim, sobreviver em tempos impossíveis.
Abaixo, um auto-retrato de Millôr, com direito a haikai – só aqui já fica uma super lição de vida:
Spike Lee, embaixador criativo da Nike, em busca de novos talentos
por Gustavo Giglio em Monday, March 26, 2012 · 2,250 views
“The Chance” é um projeto da Nike que busca novos talentos do futebol (é tipo uma peneirona mundial). Os candidatos de cada país disputam duas vagas para uma final que será realizada no Barcelona (são jogadores de 55 países). Em paralelo a este projeto, a Nike lançou um outro concurso desta vez para videomakers e fotógrafos. Os participantes terão que registrar história. Enxergar de uma forma diferente o que acontece durante o torneio e dividir conteúdo além do talento dos meninos e da bola rolando… Os trabalhos serão julgados por profissionais renomados, inclusive pelo Spike Lee que, no vídeo abaixo, conta que passou por uma situação, infelizmente, típica nos estádios brasileiros. O mundo sabe o quanto somos apaixonados pelos nossos times, no vídeo isso fica claro, mas ser notícia pelo o que aconteceu ontem no clássico paulista, por exemplo, ainda me soa um tanto ridículo. Para Spike Lee, o ocorrido virou uma história para contar (ainda bem). Os vídeos são ótimos, o projeto também:
Se quiser entender um pouco mais sobre o projeto “The Chance”, tem um vídeo do Mano Menezes após o jump:
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