Sou fã do trabalho de Shepard Fairey. Recentemente tive a oportunidade de conversar com o cara e, melhor ainda, vê-lo trabalhando em uma de suas intervenções. Hoje, soltaram um curta baseado no começo de sua carreira, durante seu tempo na Rhode Island School of Design e seus primeiros trabalhos. Baita produção bacana. Pena que é tão curto. E, aperta o botãozinho de HD. Enjoy…
Já faz um tempo que venho acompanhando os vídeos do pessoal do Continue Curioso e acho que o projeto tem “a cara” do Update or Die.
Trata-se de uma série documental sobre pessoas que questionam o jeito que estão levando a vida, se desprendem da carreira que construíram até então e partem para uma nova caminhada, em um trajeto ainda desconhecido.
O projeto questiona um pouco os padrões do mercado de trabalho e serve de inspiração para quem pensa em romper com o modelo “das 9h às 6h” e se tornar um profissional independente. A própria criadora do projeto largou o emprego que tinha, em uma agência de publicidade, para se tornar freelancer.
“Não sabemos qual jeito é o melhor ou se existe um jeito certo. Durante o caminho pra achar respostas, o que encontramos foram perguntas. E não importa quais foram, o que importa é que a gente ainda segue perguntando.”
Quem perambula pela cidade de São Paulo sabe o quanto a cidade é rica em estátuas, monumentos e esculturas. Mas diariamente inúmeras são vandalizadas pelos “caçadores de bronze”, que simplesmente amputam as coitadas para lucrar derretendo as peças.
Para se ter ideia, um quilo o metal no mercado negro chega a valer até 100 euros, o que tornam peças parrudas como cabeças e bustos os mais cobiçados na lista dos vândalos.
Incomodado com a situação, o escultor e concept artist Ricardo Argenton resolveu esculpir novas cabeças e repor as diversas obras decapitadas pela cidade. No vídeo, o artista registra todo o processo e ainda deixa claro que este é só o primeiro de uma série.
Com essa ajuda não tem mais desculpa para o poder público ficar sem fazer nada.
Já falamos bastante por aqui sobre o conceito de segunda tela (aqui, aqui e aqui).
Daí que o filme holandês App, dirigido por Bobby Boermans, resolveu levar esse conceito para os cinemas.
Antes de começar o filme, as pessoas são convidadas a baixar um aplicativo para iOS ou Android e sincronizá-lo com o que está passando na telona. Feito isso, em vários momentos do filme o aplicativo exibe, na tela que está na sua mão, cenas complementares àquelas que estão sendo exibidas na tela grande.
Todo o roteiro do filme foi pensado e adaptado para funcionar nessa combinação de primeira e segunda telas. Mas os produtores garantem que também é possível entender toda a história usando somente a primeira.
Será que funciona bem? Fico pensando se a luz das telas dos smartphones não vai deixar a sala de cinema iluminada demais e acabar azedando a experiência de quem não quer brincar de segunda tela…
The Weight of Objects é um projeto fotográfico de Ramsay de Give e Kristen Joy Watts, sobre histórias de pessoas e seus pertences pessoais mais valiosos.
“Meus pais perderam tudo, menos essas fotografias, em um incêndio devastador em Grand Street em 2010. Eu não estava trabalhando no momento, mas cheguei a tempo de colocar os equipamentos de proteção e um tanque de oxigênio para ajudar minha mãe a fugir do fogo, enquanto meu pai era resgatado com a escada do carro de bombeiros. Ao invés de lutar contra o fogo, eu senti a agonia e a perda de ser uma vítima, e ter sido capaz de salvar essas e outras fotos de família ajudaram bastante no nosso processo de recuperação.”
Considerado um dos mais criativos designers da atualidade, Stefan Sagmeister consegue deixar sua marca registrada em qualquer meio ou mídia onde é escalado para trabalhar.
Você pode até não conhecer seu trabalho, mas provavelmente já passou horas olhando para a primorosa capa do disco Bridges To Babylon, do The Rolling Stones, ou então no perturbador cartaz feito especialmente para Lou Reed (veja depois do jump).
Há alguns anos, Sagmeister resolveu convidar a belíssima e talentosa designer novaiorquina Jéssica Walsh para abrirem um escritório juntos. Eis que nasce a marca Sagmeiser e Walsh, que além de elevar o nível do processo de criação de design, ainda consegue só fazer coisas legais para clientes mais legais ainda.
Mas afinal, como funciona a cabeça dessa dupla? Eles explicam um pouco melhor nesta entrevista, no vídeo acima.
Shepard Fairey está neste exato momento finalizando o seu novo painél aqui em Austin. Desta vez é uma bela imagem de Joan Jett com a frase: “Rock n Roll Saved My Black Heart And Soul”. É realmente impactante ver uma obra dessas de frente e, mais ainda, poder observar o cara trabalhando e prestar um pouco de atenção em todo o processo de execução (e de criação) de sua equipe. Perceptível o entrosamento e, por mais diversão que role, a concentração dos artistas é comovente.
Oh, cena de filme: sabe aqueles 30 minutos em que você senta em um muro de estacionamento, ventinho gelado na cara, pega uma cerveja (dentro do saquinho de pão), coloca um disco que gosta pra ouvir no ipod (bem alto, claro) e, olhando uma coisa dessas, pensa que alguns esforços valem muito à pena mesmo e que és um baita sortudo por presenciar um negócio desses.
No ipod, o Celebration Day, do Led Zeppelin (só por que a capa dessa maravilha e um dos trabalhos mais recentes de Shepard Fairey). Ouve aí comigo:
A Leo Burnett Lisboa lançou o Projeto Carma para a revista B-Cultura. Ele gira torno de uma bicicleta feita a partir da sucata de um carro e que tem como missão compensar os quilômetros percorridos na vida anterior. Foi criada ainda uma edição limitada acessórios para ciclistas feitos a partir dos estofamentos do carro e uma tipografia original inspirada no quadro de uma bicicleta. A iniciativa pretende contribuir para relançar a discussão sobre a mobilidade e ecologia nas grandes cidades. Abaixo é possível ver o vídeo que documenta o case.
Faz tempo que eu não assistia a um curta de animação adulto com tanta personalidade estética e criativa, como o premiado “The Pub”, criado pelo diretor de animação inglês Joseph Pierce.
A sinopse é tão simples quanto o filme é sofisticado: “A day caught up in the murky slipstream of a North London pub.”
Edição de Robbie Morrison, música por Blair Mowat e produção da ótima 59 Productions Film (vale a pena conhecer o site e os outros trabalhos).
Sou leitor do UoD desde seu lançamento. Quando o acessei pela primeira vez, fiquei encantado com todas aquelas informações que borbulhavam na cabeça. Era o que eu precisava. Determinada época fui morar em Londres e vi uma ação de guerrilha muito interessante acontecendo numa das centenas de praças daquela cidade, e ao chegar em casa e acessar o UoD a ação já estava lá, ao alcance de todos. Incrível! Fiz um comentário no post e recebi uma resposta que mudaria tudo: era um convite para ser um Updater correspondente do velho mundo! Desde então tenho a honra de levar este nome no peito, não apenas pelo fato de dizer que sou um deles, mas sim, por conhecer tanta gente que agrega demais em nossas vidas por sua diversidade de conhecimento e que ao final, se tornou uma família indestrutível. Gente de vários cantos, de cidades distantes que, com orgulho, não hesita em gritar: Avante Updaters!
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