Quando seus produtos digitais já são acessados por quase todos os usuários de internet do mundo, como você aumenta sua base de usuários?
Aumentando o número de usuários de internet no mundo, oras.
Esse é a ideia do Project Loon, lançado oficialmente pelo Google há alguns dias. Balões com acesso gratuito a internet serão lançados em vários países, a começar pela Nova Zelândia. Os testes feitos por lá (e com os 30 balões que já estão no ar) serão usados para afinar a tecnologia e fazer com que ela possa ser replicada em novas localidades.
O vídeo de apresentação do projeto é uma coisa linda de se ver:
Os balões viajam a 20km de altura da superfície da Terra, onde os ventos são mais estáveis. O controle de onde o balão está e onde ele precisa ir é feito por algoritmos de geolocalização, que se adaptam aos movimentos do vento e controlam a posição dos balões. E a energia é uma combinação de eólica + solar, que promete manter os balões no ar por muito tempo.
Abaixo um vídeo que explica mais sobre a tecnologia do Project Loon:
Cada balão consegue prover sinal de internet para uma área de 40km de diâmetro e a velocidade é similar ao sinal 3G, e estão disponíveis para qualquer pessoa utilizar. Mais detalhes técnicos você encontra no site oficial do projeto.
O nascer do sol a 11,2 Km de altitude, voando para Chittagong, em Bangladesh.
Karim Nafatni é um piloto comercial de Dubai, que também é fotógrafo profissional. O que significa que de vez enquando ele se levanta da sua poltrona de piloto para fazer uns cliques nas cabines dos aviões que pilota, usando uma lente fish eye e em HDR, para poder mostrar painel e paisagem. Na sua página pessoal lá no 500px você confere diversas fotos, sempre feitas do alto.
Autoretrato a 10,6km de altitude sobre a Etiópia, rumo a Nairobi no Quênia.
Como nos contou o Renato Pezzotti no seu post de estréia direto de Cannes logo aí embaixo, as inscrições deste ano no festival passaram de 50 MILHÕES DE REAIS (10% disso são peças brasileiras).
Muita grana.
O updater Fabrício Teixeira acrescentou nos comentários sobre este site, o “Instead of a Lion“, que tira um sarro desse investimento todo, criado pela agência holandesa Michael & Shariff. Que, com certeza, estava sem budget para inscrever suas peças.
Mas é de fazer pensar mesmo como esses festivais, principalmente o de Cannes, ainda movimentam a indústria da propaganda, muito ainda baseado na SMAEP (Sociedade da Mútua Admiração entre Publicitários) que tenta manter viva a relevância de uma cabeça de leão na prateleira da sala de reuniões.
O que tem de agência recheando esse bolo de dinheiro sem a mínima possibilidade de ser premiada é de dar dó.
Impressionante vide0-demonstração do atual estágio dos quadricópteros, também chamados de quads ou drones. A Dominos Pizza está fazendo delivery com eles, alguns restaurantes usam como bandeja voadora e, claro, a polícia e as forças militares já têm diversos usos para esses robôs voadores que vão muito além do brinquedo que parecem ser.
A maioria das imagens criadas por nós, humanos, são feitas de pontinhos. Muitos pontinhos.
As telas têm os pixels, as impressas tem os dots, as tatuagens tem as agulhadas, as pinturas tem as pinceladas (Van Gogh, Seurat, etc).
De pontinho em pontinho se cria a ilusão ótica de uma imagem e quanto menores e mais próximos, melhor o resultado.
Tem até o mesmo conceito na música, chama-se punctualismo, que são notinhas que formam texturas ao invés de melodias.
(melhor voltar para as imagens)
Bom, mas indo na direção contrária, aumentando o tamanho desses pontos e do espaço entre eles, qual o limite para que essa ilusão deixe de funcionar?
Não sei a resposta, mas é uma pergunta interessante.
Imaginar quando é que o seu cérebro deixa de ver uma imagem e passa a ver pontos.
Só nos resta a única variante que está sob nosso controle: o distanciamento. Também conhecido como “encolhimento de pontos na marra”.
As imagens que você neste post são incríveis obras de pointilismo, criadas pelo artista Nathan Marine, de NY.
Os pontos são gigantes e é difícil imaginar que você consiga uma resolução decente que permita enxergar detalhes. Mas se você se levantar e se afastar alguns passos vai ver que a mágica acontece. O segredo para conseguir usar pontos tão grandes é que cada bolinha dessas não é feita de apenas uma cor, mas sim de vários tons. A técnica também não é feita em computador com algum filtro, mas sim com tinta a óleo. Imagina o quanto esse cara deve andar para frente e para trás para fazer seus quadros.
Agora… se você quiser enlouquecer o seu cérebro DE VERDADE, expanda o post.
No dia 10 de setembro de 1945, Lloyd Olsen, um fazendeiro do Colorado, recebeu a visita de sua sogra para o jantar.
Sua esposa pediu então que fosse até o quintal, pegar uma das galinhas para o jantar.
Lloyd escolheu um pequeno galo, de 5 anos e meio, chamado Mike.
Pegou seu machado e vupt!, cortou o pescoço do pobre coitado.
Quando Lloyd já se abaixava para pegar o galo, Mike saiu andando cambaleante. Sem cabeça.
O machado fez um corte meio torto, deixando intactos a jugular, uma orelha e uma parte do cérebro. Além de ainda conseguir andar, Mike também fazia o movimento do cacarejar, embora obviamente não produzisse som algum.
A sogra foi a primeira a fazer um mau juízo da história de Lloyd. Achava que não valia nem uma galinha para o Genro.
Depois foi sua esposa. E depois, o resto da cidade.
A historia do galo Mike foi considerada como uma mentira por tantas pessoas que lloyd resolveu levá-lo até a Universidade de Utah em Salt Lake City, para que fosse examinado.
Depois de servir à ciência, Mike viveu uma breve fase em um Circo Freak Show pelo país, (época em que fazia a quantia de US$ 4.500 por mês – o equivalente a US$ 48.000 em valores atuais) até ser descoberto pelas revistas Time e Life, onde ganhou grande destaque.
Em 1947, Mike foi encontrado morto em um motel depois de um de seus shows, como tantas outras celebridades do showbizz. Engasgou até a morte, pois Lloyd o deixara sozinho e não estava por perto com suas pequenas seringas que usava para limpar as tripinhas do seu galinho preferido.
Foram 18 meses de uma vida intensa. Muito mais intensa do que quando ainda tinha cabeça.
E se você também não acreditou na historia, taí o video.
Muito boa a campanha da Almap BBDO para o Volkswagen “Side Assist”, sistema que avisa quando outro veículo se aproxima do seu carro para ultrapassar e evita acidentes por causa do ponto cego no espelho lateral.
A UPPERCASE publica livros e revistas para os “criativos e curiosos”. Na verdade, é mais sobre design gráfico, mas os temas são mesmo abrangentes, sempre com um toque artesanal e retrô, que a gente não consegue mesmo resistir. Quem edita é a designer Janine Vangool, que tem o charme da Amy Farah Fowler. Uma boa dica para ficar na sua lista de referências. Dá para comprar por edição ou fazer uma assinatura anual, entregam no mundo todo.
Redesign do iOS7 com ajustes mínimos e que poderiam ter evitado o desastre. Ainda não seria perfeito (o pessoal parece que não entende muito o que significa “FLAT”), mas poderia ter poupado a orelha quente da Apple, desde ontem.
O redesign (as imagens da esquerda nas comparações) é uma criação de Leo Drapeau.
Depois das primeiras horas de uso do iOS7, acho que já valem alguns comentários.
Estabilidade
Este primeiro Beta, e vale lembrar – É APENAS UM BETA – está bastante estável no meu iPhone, mas ouvi diversos comentários de gente tendo problemas na instalação entre eles: dificuldade de restaurar os apps instalados, instabilidade no WiFi, dificuldade na ativação.
Não tive, por sorte nenhum problema.
Lockscreen
De cara, duas novidades. A lockscreen agora tem Notificações, com slide down. E bastante inteligente. Trás a agenda do dia, aniversários e o clima.
Slide up leva para o novo Control Center que permite aumentar volume, ligar e desligar o airplane mode, Wifi, Bluetooth, Do Not Disturb e ajuste de rotação. Permite ainda ajustar o brilho, controlar o iPod, o AirDrop, a laterna, os alarmes, acessar a calculadora e a câmera.
Tudo isso sem nem mesmo precisar dar “slide to unlock”.
Home Screen
Uma vez desbloqueado, você chega à Home numa cafonérrima animação.
Nenhuma mudança drástica no “paradigma” de ícones estáticos. No entanto, não dá para falar da nova home sem falar de design.
Como você já deve saber, Jonny Ive, o designer-todo-poderoso da Apple, desde a demissão de Scott Forstall, assumiu a responsabilidade não apenas do design de hardwares mas também de software.
Assim, toda a expectativa estava sobre seus ombros e o iOS7 estava sendo esperado não só porque o sistema operacional móvel da Apple foi ficando para trás em termos de funcionalidades, mas porque seu design também foi superado.
Durante a espera, Ive deu a entender que investiria no que chamou de Design Flat, ou 2D. Foram palavras dele, e não especulação de mercado. E claro que o mercado ficou na expectativa de algo parecido com o Windows 8.
O que todos sabiam é que Ive iria se livrar do que a Apple chama de skeuomorfismo, ou seja, o design que simula elementos do mundo real. Pense no Notes, um bloquinho amarelo. Ou na capa de couro do Contacts.
Esse conceito era defendido por Jobs e Forstall, mas Ive sempre foi contrário. Assim, ainda mais expectativa.
O resultado? Um desastre. Não dá para acreditar que Ive sequer viu esse conjunto de ícones.
Em primeiro lugar, o background default são as ondas manjadas que já conhecemos. Que não ajudam em nada a ideia de Flat ou 2D.
Depois, se você observar na foto que ilustra o post, verá que não existe nenhuma consistência no design dos ícones. O primeiro, o Settings, inclusive simula engrenagens de metal, no melhor estilo skeuomorfista. O segundo, a App Store, tem volume e um degradee azul nada flat. Em seguida o Photos, sem background, com transparências e supercolorido. Aí vem o Weather, cores, transfarências, mas fundo degradee, com luz de origem CONTRÁRIA ao App Store. Depois, o Calendar, sem nenhum grafismo e o Contacts com uma infinidade de detalhes. Enfim…nenhuma relação estética entre os ícones, resultando num lamentável caos visual.
Quero muito acreditar que nos próximos upgrades alguma linguagem apareça.
Photos
Vale um destaque para o novo Photos, que torna muito simples compartilhar fotos. O App organiza suas fotos por “momentos” e “anos”. Ou seja, Anos é uma coleção de Momentos e Momentos é coleção de fotos de uma mesma localidade/data. Fácil de localizar a foto que você procura e ainda mais fácil para compartilhar.
Wheater/Stocks
Novo design, mais limpo. Bacana.
Fica a pergunta? Vai salvar a Apple?
Não vai.
Mas o iOS7 é sem dúvida uma evolução. Em conjunto com o OS Mavericks, o novo MacPro e o novo MacBook Air, compram um pouco mais de tempo para a Apple.
Apesar de que apenas no Mac Pro deu para sentir, de longe a fagulha da inovação.
Enquanto escrevo este post estão em alta de 0,56%. Não é muito. É como se o mercado mal tivesse assistido a apresentação.
Mas calma.
O próprio Tim Coock havia alertado que a Apple só teria lançamentos realmente inovadores, no segundo semestre de 2013, início de 2014.
Apesar do nome japa que significa “coração”, a Kokoro é uma empresa italiana que fabrica “brinquedos adultos”, ou numa expressão mais sexy, os “vibratoys”.
É quase a Apple dos vibradores.
Esses aí da foto são a Geena, o Woody e o Clitt, nomes literalmente sugestivos.
O nome da turma é “BUXXXER” (cuidado com a pronuncia)
O design tem uma atenção especial.
Produto, embalagens, manuais, tudo muito bem cuidado.
A Kokoro usa, inclusive, expressões realmente pertinentes para descrever seus produtos como “user generated design” e “user centered design”.
O designer Diego Corsi conta que seu objetivo foi simplificar as coisas, deixar as complicações e racionalidades de lado, como um verdadeiro John Ive do prazer.
Os 3 amiguinhos são recarregáveis via USB, caso você queira fazer um statement no seu ambiente de trabalho e deixar a turminha alí recuperando as energias em cima da mesa, ao lado do seu computador.
Brincadeiras à parte, esse é um mercado bilionário que pode mesmo se beneficiar de branding, planejamento e design.
Aperta o play no video acima, 15 minutos, em inglês.
Seguinte, mesmo com todas as merdas que acontecem no mundo, das coisas inacreditáveis que colocam em cheque nossa crença na humanidade, eu sou um otimista. Consigo me emocionar assistindo documentários como o Craft Beer.
Revoluções como as do video – por que comprar da Indústria e não do amigo de porta? – estão transformando a vida dos californianos.
Das botas da marca Native passando por produtores de sabonetes e perfumes, vinhos de 2 dólares, fazendas orgânicas etc. Acredito que estamos muito perto de virar a chave, mesmo se o muito perto for o tempo do planeta e não da nossa geração.
Explico melhor: minha crença é que ao multiplicar a tecnologia disponível com a saturação do modelo mais-valia em que vivemos voltaremos à economia criativa, onde cidades e bairros funcionam com a inter-conexão perfeita de seus moradores, algo do tipo: Joana produz e vende quadros para Mateus que produz e vende computadores para Iara que produz e vende roupas para Joana, isso amplificado a milhares.
Vivo uma experiência similar no Brasil participando de uma empresa (da nova economia) que fabrica amplificadores valvulados para guitarra, de forma artesanal, com muito mais dedicação, valor e o principal adjetivo dessa causa, com um porquê!
Estamos na procura do que faz sentido em nossas vidas, e esse sentimento aumenta diariamente. Comprar mercadorias de pessoas que dividem o mesmo valor é algo especial.
A internet elevou a décima potência a quantidade de veículos.
Como já sabemos, hoje todos somos veículos. Mas achar quem consiga juntar bom conteúdo, inspiração e acesso aos formadores de opinião com massa crítica continua sendo uma tarefa bastante complicada.
E neste quisito, o UoD é matador.
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