Qualquer pessoa que aprendeu a ler partitura tradicional (ou tentou) sabe que ela pode ser uma tarefa bem assustadora. Memorizar claves, nomes das notas nas diferentes linhas do pentagrama, figuras de tempo como semínimas, colcheias, semicolcheias, fusas e semifusas, é algo bem difícil.
Inspirados por frustrações de seus alunos em aprender partitura, Blake West e seu amigo Mike Sall decidiram redesenhar e criar um sistema mais amigável, mais intuitivo, mais fácil de ler, escrever e aprender.
No Hummingbird, cada nota tem o seu próprio símbolo e palavra de acompanhamento para ajudar na memorização (exemplo: F(fá) = ‘Full’ circle). Além disso, os símbolos de ritmo e descanso são ilustrados de forma mais precisa. Por exemplo, as notas longas são representadas por linhas mais longas e as notas de curta duração são representadas por linhas mais curtas.
O Hummingbird é um ótimo exemplo de como o design pode criar soluções inovadoras para problemas antigos.
No vídeo abaixo você confere como funciona a leitura nesse sistema.
De vez em quando damos de cara com esses malucos que tem uma relação bem interessante com seu instrumento musical. Alguns merecem o “share”. Sam Westphalen faz um som interessantíssimo com batuques no corpo do violão, acordes inexplicáveis, mini-solos, a harmonia da voz, slaps baixísticos, uma técnica de tapping excelente e ainda se arrisca bem na cantoria.
Tocaram ao vivo, pela primeira vez, no Lollapalooza daqui na semana passada. Hoje, lançaram a versão de estúdio. Acho que podemos acreditar no Dave Grohl quando ele diz que esse novo disco, o “Like Clockwork”, está bem impressionante. Estou otimista. Foi o melhor show do festival na minha humilde opinião.
E, no Chile, chamaram Eddie Vedder para cantar a música “Little Sister”:
O compositor Max Richter fez uma coisa corajosa para qualquer artista em qualquer meio: ele mexeu com um clássico. Mais especificamente, The Four Seasons de Vivaldi. – NPR
Dizem que pra ouvir esse álbum você precisa ter cabeça aberta, e que os fãs mais conservadores ficam reticentes com a releitura criada por Richter.
Eu particularmente achei muito mais sofrido. Muito mais acalorado do que as notas exatas e frias do original.
“Pode parecer meio louco, mas tem alguns trechos que eu deixei intactos, que são somente Vivaldi. Eu fiz uma certa produção em ‘Outono’, mas mantive as notas. E tem alguns outros trechos onde tem apenas uma dose homeopática de Vivaldi e a música é completamente nova”, diz Max Richter. “Então eu tive que ir descobrindo o quanto de Vivaldi e o quanto de Max eu queria que existisse em cada momento.”
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