Outro dia ela nasceu. Dia 6 de julho de 1999, a única das irmãs que nasceu no século passado, vejam como está grande! Lembro como foi, apesar de estar meio grogue, memória meio embaçada: vi quando o médico a passou para a enfermeira. Vi quando a enfermeira colocou um tubo pelas suas narinas, tão pequena. Recebi a Manu e numa banheira de aço inoxidável, apoiei suas costas e dei seu primeiro banho, de água e lágrimas. Ela cresceu tão rápido. No caminho de 99 até hoje, mostrei Zeppellin, mostrei Miles Davis. Colocava pra tocar I don’t like mondays do Boomtown Rats quando a levava pra escola às segundas feiras. Mostrei Marley, o do reggae e o cachorro. Mostrei tanta coisa para ela. Tantos ritmos. Com o tempo, ela começou mostrar do que gostava. Insisti para que aprendesse a tocar guitarra e piano. E ela toca muito melhor do que eu jamais tocarei. Fui com ela ao show da Kate Perry. Só nós dois viajamos pra Califórnia com uma playlist só nossa. Fomos até a casa da Hannah Montana Cyrrus. Esse mês, dei de presente o último álbum da Taylor Swift porque ela já tinha gastado toda a mesada com outras bandas. Assim, o gosto musical da Manu tomou um caminho diferente do meu, como não poderia deixar de ser. Hoje ela entrou no carro e, como sempre faz, plugou o iPod no som para monopolizar a trilha sonora. Disse baixinho, “acho que você vai gostar disso aqui”. Ali não era minha filha. Era uma amiga, mostrando uma música para outro amigo. Duas estradas de gostos musicais diferentes, que as vezes, quem sabe, podem se cruzar. Fiquei olhando pra ela com cara de curioso, tentando entender porque ela imaginou que eu fosse gostar daquele rap.
Esse post pode ser oversharing, offtopic e um monte de outros nomes. Haters will hate. Mas a verdade é que eu gostei desse B.O.B. Quem sabe vocês também gostem. Ela viu que gostei. Mas eu tenho que manter minha fama de mal. Depois do jump, a letra.
C. W. Stoneking é um blueszeiro, violeiro e compositor australiano, que canta com voz de quem tá se recuperando da anestesia do dentista (no melhor sentido).
Blues de raiz, parece que veio na máquina do tempo direto da década de 30.
I was over in Africa mini’ for gold
O-oooh, min’ for gold,
Come along a big lion, caught me in my hole
O-de-lay-eee, caught me in my hole
The lion said “Buddy, you plumb outta luck”
O-da-lay-eee, you plumb outta luck,
Made a lunge for me, lawd, I had to duck
O-de-lay-eee, I had to duck
I jabbed that lion right clean in the jaw
O-oooh, right clean in the jaw
Picked up his tail, dragged him cross the florr
O-de-lay-eee, dragged him cross the floor
I changed him up in the back of my truck
O-oooh, in the back of my truck
Said, “What’s that you had to say about luck?”
O-de-lay-eee, that you said about luck
The first place I took him was ten miles away,
O-ooh, ten miles away
Told the people, “Listen what this lion can say”
O-de-lay-eee, what this lion can say
The lion looked round, he started to cty,
O-ooh, he started to cry,
Said, “This man punched me and he blackened my eye”
O-da-lay-eee, and he blackened my eye.
The people got angr, they started to shout,
O-da-lay-ee-ee-ee-eee
Lion said, “That’s what I was talkin about”
O-de-lay-eee, oh-oh, lawd, lawd.
They hauled me up the courthouse stairs,
O-oooh, up the courthouse stairs
The judge was a monkey in an old wicker chair
O-de-lay-eee, in an old wicker chair.
The monky said, “Guilty”, and the people all cheered,
O-oooh, and the people all cheered
He slammed his gravel, said “Twenty five years”
O-da-lay-eee, said twenty five years
I’m in Africa wearin a ball and chain,
O-de-lay-ee, a ball and chain,
I’ll never mess with a talkin lion again
O-oooh, talkin lion again
Sabe aquela história de “cresci ouvindo isso”? Então. Nat King Cole era o cantor predileto do meu pai quando eu era criança (infelizmente, para mim, ele também deve ser o único sujeito no mundo que ouvia a Banda Marcial dos Fuzileiros Navais aos sábados de manhã). Enfim, Nat King Cole tem a chamada voz de veludo. E aqui, em HD e a cores é uma especiaria delicadíssima. Como diz o site de onde pesquei o YT, prepare uma xícara de chá, sente na sua poltrona predileta and enjoy. Eu, particularmente, não tenho nem roupa pra escutar isso de tão chique que é. Valeu @mfedrizzi. Eternamente grato!
Começando o dia com o pai do Cuba Gooding Jr, o Seu Cuba Gooding Senior (Main Ingredient), mandando a sensacional “Everybody Plays The Fool”, lá em 1972.
Guarda aí pra usar de trilha, porque em algum momento, vai cair bem.
Abaixo, uma versão com Smokey Robinson.
Hoje, o programa Falando Por Cima, do nosso amigo Paulinho Corcione (acima), recebe Tom Stringhini (acima também). Publicitário, atualmente na produtora Dogs Can Fly, Stringhini adquiriu experiência em diversas grandes produtoras dirigindo trabalhos para clientes como Embratel, Renault, Petrobrás, Claro,Porto Seguro, Ford e agências como Almap, DM9, JWT, Neogama e Lew, Lara.
Além de apresentar uma refinada cinematografia, aplicada com excelência em grandes filmes publicitários, destaca-se também na direção de trabalhos bem humorados. É um apaixonado pela arte que desenvolve, já ganhou Leão de Bronze em Cannes, dois Kikitos em Gramado, três Candangos em Brasília e melhor democlipe no VMB. É um prazer ouvir as escolhas deles (e as discussões por cima das músicas).
O programa vai ao ar hoje às 15h, mas você já pode ouvir aqui:
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Spike Lee conta como foi a produção do álbum Bad, de Michael Jackson.
O documentário, que promete muito material exclusivo, faz parte de uma série comemorativa dos 25 anos do disco. O filme tem sua estreia marcada para o dia 22 de novembro no canal ABC.
Acima o primeiro trailer do documentário e abaixo uma das minhas músicas preferidas do disco e da carreira de ‘Wacko Jacko’. Acho que ele tentou explicar, através deste clipe, um pouco do que acontecia em sua cabeça.
Michael Kiwanuka já é apontado como uma das grandes surpresas de 2012. Inglês, soul de primeira, com a mídia fazendo comparações com Otis Redding, Randy Newman e Van Morisson. Em janeiro ganhou o BBC’s Sound. Se você ainda não conhece, vale o play, o fone e o volume. Se conhece, mais ainda.
E esse cover? Gotye’s Somebody That I Used To Know
“I’ve Been Everywhere” é um projeto de design colaborativo de adesivos de bagagem, com curadoria do ilustrador californiano Adrian Walsh. O projeto é uma homenagem a tradicional e clássica música folk imortalizada por Johnny Cash “I’ve Been Everywhere” (que fala de vários lugares da américa do norte e alguns da américa do sul).
Projetos que ajudam a divulgar bandas novas (e boas) sempre me chamaram muito a atenção. Mesmo com tantas ferramentas de produção e divulgação (e tantas facilidades), um filtro bem-feito é sempre bem-vindo.
Cover Flow é um selo de produção de covers (um suporte para bandas desconhecidas). Faz a curadoria, desenha a estratégia de divulgação e produz clipes (muito bem produzidos por sinal) e shows. Os covers, versões excelentes, são uma tentativa de gerar o interesse pelos materiais autorais, o que é uma estratégia correta para qualquer banda. A maioria começa com covers, ou versões, que ajudam a moldar o estilo e apresentar a banda ao público.
Mesmo com a estrutura (financeira) pequena, das bandas o selo produz tudo com o máximo profissionalismo possível, e bom gosto, como podemos ver. Os artistas são garimpados pelo pessoal do selo que também recebe várias indicações. Tem banda? É uma boa hein…
Imagine uma escola. Período integral, professores experientes, biblioteca completa.
Imaginou? Eu não, pois já teria sido reprovada.
Com tudo à disposição, eu só não tinha a própria para ali aprender.
Imagine um site. Sem professor, sem matérias definidas, com assuntos nada acadêmicos.
Lá aprendi que chegamos a Marte mas não submergimos o lago Vostok, aprendi a ganhar um Nobel com lápis e durex, a ler Bukoswki e a saber que videogame faz envelhecermos mais saudáveis.
Também compartilhei que Cauby Peixoto já foi Ron Coby, que Van Gogh pode ser interativo e ensinei a fazer as orelhas do Dr. Spock.
Mas o que mais aprendi foi que um diretor de criação pode ensinar muito sobre culinária, um cozinheiro pode citar os melhores ingredientes de marketing e um músico pode soprar as melhores dicas de livros.
Isso é o Update or Die, uma mistura de profissionais que são os melhores, não só em suas áreas, mas na maneira de ver o mundo, investigar a vida e, principalmente, compartilhar.
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