por Rafael Ziggy em segunda-feira, março 12, 2012 ·
Para anunciar seu novo carro movido à hidrogênio a Mercedes Benz criou uma traquitana com LEDs para fazer um carro “invisível”. De um lado vários painéis de LED. Do outro câmeras Canon 5D para capturar imagens do lado oposto do carro. O resultado é um efeito impressionante que as pessoas olhando impressionadas na rua. A ideia é clara, com um carro que não emite gases prejudiciais ao planeta é como se ele fosse invisível para o meio ambiente. Tudo bem, a quantidade de energia dispendida para criar um carro movido a hidrogênio ainda é prejudicial, mas deu pra entender a mensagem, certo?
Será que a nossa comunicação pessoal não podia aprender um truque ou dois com a comunicação profissional?
Faz mais ou menos uns 50 anos que as marcas procuram usar a melhor comunicação possível para fazer sucesso com outras pessoas.
No começo, mais ou menos na época da primeira temporada do Mad Men, o importante era conseguir subir no banquinho mais alto que existisse, pegar o megafone mais poderoso possível e metralhar o máximo de atributos e feitos, no menor tempo possível.
Nos Estados Unidos esse periodo ficou conhecido como a era do “ER”. Era um tal de brighter, smoother, cheaper, stronger, thinner, smarter, sem fim.
As marcas se empenhavam na interrupção e usavam a estratégia “ói eu”, amplamente utilizada por vendedores de rua, desde os primórdios da linguagem falada. Imaginavam que pelo simples fato de se auto-promoverem, ficavam de fato interessantes. A comunicação acontecia, invariavelmente na primeira pessoa, e sobre a primeira pessoa.
Diante dessa metralhadora de marcas tão extraordinárias, surgiu outra fase, carinhosamente chamada de “me too”. No desespero de ficar para trás, qualquer novo anunciante se contentava com um “me too”. Pertencer já era uma vitória.
Até que depois de uns 20 anos ninguém aguentava mais. E a conclusão, na trave, é que tinha muita gente falando ao mesmo tempo e, portanto, o importante era achar algo único, ou em bom propagandês, o bem intencionado U.S.P., “unique selling proposition”, o pai-nosso do marketing e que segue sendo entoado até hoje.
Mas foi só depois de muitos anos que aprendemos o conceito de relevância.
Interromper a pessoa certa, do jeito certo, com o discurso certo pelo motivo certo.
As pessoas não queriam saber das proezas das marcas, mas sim, o que essas proezas poderia fazer por elas.
E assim, surgiram os comercias sem produto, que ao invés de mostrar o carro, mostravam famílias reunidas, roteiros de viagem, sensações de liberdade, etc.
A era, não dos atributos em primeira pessoa, mas sim dos benefícios ATRAVÉS da primeira pessoa.
Com a internet aconteceu algo parecido, em um espaço de tempo mais curto. Na primeira fase os sites eram feitos por outros, depois passaram a ser feitos por você e depois ATRAVÉS de você.
E hoje estamos na era “social”.
O planeta se transformou rapidamente no maior salão de cabeleireiro da história. Uma feira-livre de bilhões. Gerações que já nascem com chupeta, o tal banquinho e megafones próprios.
E tudo isso para falar que li um artigo neste final de semana que me colocou para pensar. O artigo fala que, apesar de chamarmos esses brinquedinhos todos de “redes sociais” (twitter, FB, pinterest, etc), na verdade eles têm muito pouco de social.
Estão mais para uma sucessão de monólogos, acompanhados por muitos. Mas não carregam o sentido essêncial do social, que é o fazer algo juntos.
O conteúdo das redes sociais é feito por sujeitos… como sujeitos. Como na época do Mad Men. O restaurante que EU estou, a cerveja que EU estou tomando, a praia onde EU estou, etc.
Sei que nesse momento do texto corro um risco danado de parecer um rabugento, por causa desse frio que provoquei na sua barriga ao fazer você imaginar se não é esse o seu caso. Não foi minha intenção, isso não é uma crítica, mas sim um convite pra gente pensar juntos. Porque obviamente esse é o seu caso. É o meu caso também, é o de todo mundo.
Não é uma crítica, é uma constatação, que acho que vale a pena refletir, principalmente porque muitos aqui trabalham com comunicação.
Mas então, se não é pra usar essas redes para dividir experiências pessoais, vai servir pra quê? (ah, o “pra quê”… sou apaixonado por essa pergunta, troque todos os seus “por ques” por “pra ques” e entenda o que estou falando. Mas tô desviando, vamos voltar).
Quando penso nisso, acabo imaginando se não vamos, um dia, seguir pelo mesmo caminho da propaganda que aprendeu a falar ATRAVÉS das marcas.
Talvez a gente ainda vá aprender a falar ATRAVÉS das nossas experiências. Uma coisa é falar que está trânsito na estrada. Outra coisa é falar isso e sugerir uma rota alternativa. Ou, nem precisa ter essa função de utilidade, mas sei lá, fazer uma piada que sirva para outros motoristas desestressarem um pouco.
É que nem festinha de criança: se veio te prestigiar, tem que sair com uma lembrancinha.
Acho que por força do hábito da profissão, não consigo imaginar interromper alguém sem dar algo em troca. Mesmo que seja algo muito subjetivo como um sorriso, uma lágrima, um pensamento.
Não se trata de fazer tuitadas cabeçudas, ou fazer um post-Lusíadas pelo Facebook. Basta se colocar no lugar de quem vai ler. É a mesma mensagem, mas com um brasilino de presente. É preciso ser relevante para que uma conversa exista.
E você o que acha?
Acha que a nossa comunicação pessoal vai passar pelas mesmas etapas da comunicação profissional?
Será que campanha das suas ideias, aquelas que merecem ser compartilhadas, está mesmo sendo feita do melhor jeito?
Quem já não morreu de rir com os blogs de autocorrect como o Damn You Auto Correct?
Inspirados no corretor ortográfico do iPhone, a AlmapBBDO criou uma série de vídeos promovendo as “Peças Originais” para a Volkswagen.
Se você não tem muita paciência em ficar corrigindo seu corretor, pode fazer como eu.
Vá em Ajustes > Geral > Teclado > Atalhos e arrume suas palavras:
côn. = com
idéia = ideia
nao = não
amanha = amanhã
Terça = terça.
Aproveite para customizar outras:
vc = você
hj = hoje
bj = beijos
meuemail = seu email
Assista aos outros vídeos (dica do Gui) depois do jump Read More
É o sonho do Cascão. É o neto daquele Scotchgard que sua mãe usava no sofá.
Superhidrofobia por nano partículas. Você ainda vai ouvir falar muito nisso.
No final do ano passado essa novidade circulou pela internet e agora começam a aparecer alguns produtos.
Com um spray desses do video, você aplica uma fina camada invisível sobre qualquer superfície e ela fica, não apenas impermeável, mas repelente à água. Ou seja, a água ( e mesmo outros líquidos e até óleos) nem sequer consegue ficar sobre a superfície.
O uso para uma tecnologia dessas é enorme. De roupas que não sujam, a ambientes completamente livres de bactérias e até iPhones a prova d’água.
A Liquipel, por exemplo, fica 2 dias (USA) com o seu iPhone e você recebe ele casa de volta totalmente à prova d’água. Custa 60 dólares.
Se você quer ter um case de iPhone à prova d’água, bateria incorporada, carregador solar e ainda capaz de responder ao touchscreen e aos botões de controle, basta ser um dos patrocinadores do projeto Aqua Tek S.
Hot Wheels iNitro | Controle seu carrinho pelo iPhone
por Gustavo Giglio em quinta-feira, fevereiro 16, 2012 ·
Sou fã da Hot Wheels. E eles continuam lançando projetos e brinquedos muito legais. Esse app, o Hot Wheels RC iNitro Speeders, permite controlar os carrinhos usando seu iPhone ou seu iPad (hehe diversão garantida, não?). O brinquedinho vem com um adaptador e, através do aplicativo, você pode customizar seu controle (inclusive customizar a maneira que você quer controlar – tocando ou inclinando -), controlar o tipo de aceleração e, o mais legal, desenhar uma pista exclusiva. Dá uma olhada no vídeo do pessoal da Engadget.
por Paula Rizzo em sexta-feira, janeiro 20, 2012 ·
Seguindo a linha dos devices que monitoram o gasto de calorias ao longo do dia usando sensores, a Nike anunciou ontem o Nike+ Fuelband. Por US$ 150 a pessoa compra a pulseira que mede e informa seu gasto energético diário. Confiram aqui mais infos sobre o produto e abaixo o filme teaser (o produto só chega às lojas em 22 de fevereiro mas já tá rolando pré-venda nos EUA):
Sabe aquele seu amigo que fica checando o telefone a cada dois minutos quando vocês estão em um restaurante ou um bar? Acho que todo mundo que lê este blog já passou por isso alguma vez.
A pessoa que está falando fica um pouco desconcertada: não sabe se deve continuar falando ou se deve esperar a outra terminar de checar o telefone. E na maioria das vezes a pessoa que é viciada em checar o aparelho nem percebe que está sendo deselegante.
Pois tem uma nova moda nos EUA que foi pensada justamente para resolver esse problema: o phone stacking.
É uma espécie de jogo / etiqueta digital / acordo de cavalheiros entre todos que estão sentados na mesma mesa, que funciona da seguinte forma:
No início da refeição, todos colocam o telefone com a tela virada para baixo no centro da mesa – um telefone em cima do outro.
Os push notifications, mensagens e alertas continuarão bipando normalmente ali na pilha de telefones.
O primeiro que não resistir e pegar o telefone para conferir, perde o jogo e paga a conta.
Se ninguém sucumbir à tentação, todos são considerados vencedores, se abraçam e dividem a conta normalmente.
Na verdade o phone stacking começou como uma brincadeira em alguns tumblrs, e agora está se popularizando e ganhando adeptos em vários lugares do mundo. Chega a ser até um pouco triste se pensarmos que as pessoas precisam criar mecanismos desse tipo para distinguirem o que é sensato do que não é.
Mas a história começa a ficar um pouco mais interessante se olharmos para o phone stacking como um sintoma, uma autodefesa das pessoas para mostrarem quem é que manda na tecnologia. Na hora me vieram na cabeça dois outros posts que tratam mais ou menos do mesmo assunto: o ótimo texto do Wagner aqui do UoD que diz que “saber que tem mensagem é mais legal que a própria mensagem” e a definição da psicóloga e escritora Sherry Turkle de que “vivemos na geração do Sozinhos Juntos“.
por Paula Rizzo em quinta-feira, dezembro 1, 2011 ·
Nesta segunda-feira a Nokia criou um incrível espetáculo de luz projetada sobre a Millbank Tower de Londres para promover o lançamento do seu Lumia 800, celular com sistema operacional Windows.
As 800 janelas da torre estavam cobertas com vinil e 16 projetores faziam surgir nelas imagens em 3D. Teve de tudo um pouco: de borboletas gigantes a efeitos na própria torre (como retorcer, pulsar e derrubar). O show foi animado. Em parte porque foi acompanhado ao vivo pela trilha sonora do produtor Deadmau5, que criou remixes exclusivos para a performance. Confiram mais abaixo no vídeo que documenta a ação:
Se você não está pensando em trocar a sua TV, abrir um jornal ou revista nessa época do ano envolve a irritante tarefa de se livrar de tablóides, encartes, matérias pagas e páginas inteiras dedicadas a todos os modelos e polegadas do mercado. Mas reparei uma coisa, por mais que os fabricantes destaquem o design único ou a espessura filatélica de seus gadgets, num primeiro olhar parecem todos iguais. Todo mundo colando de todo mundo e tentando ser diferente com um aço escovado aqui ou um 3D ali.
Então me deparo com a foto aí de cima. Kuba Komet.
Um home theater dinossáurico, mas ousado até para época. Já que contava com um incrível tubo de 21″, gravador, toca-discos, rádio e 8 alto-falantes.
Tudo feito com madeira de maple e marcenaria politicamente incorreta de primeira. Uma visão romântica do futuro X um futuro menos romântico.
Realmente, ele tem features que nenhum outro tem: tela de alta resolução sensível ao toque, conexão Bluetooth com o smartphone do usuário e um cartão de memória de 4GB (além de ligações, SMS, email, música, fotos, vídeos e conexão com a internet) – tudo isso em um dispositivo que usa o Android como sistema operacional.
Será que a próxima briga vai ser pelo mercado de smartwatches?
Veja mais detalhes sobre o I’m Watch no vídeo abaixo:
Tela flexível, sensível ao toque, semi-transparente e que aceita diversos tipos de interações e gestos. Essas são algumas das características do Nokia HumanForm, um celular-conceito da Nokia feito para tentar projetar e prever o futuro dos dispositivos móveis daqui a uns bons anos.
Nokia HumanForm foi criado em um esforço conjunto para traduzir as mais promissoras e novas nanotecnologias em experiências relevantes para o usuário, prototipá-las para tomada de decisões e criar aspiração para o futuro portifólio da empresa.
Tecnologia de reconhecimento de imagem é um negócio que sempre soa bem, mas é difícil imaginar um uso no dia a dia. Mas esse app arrumou um jeito interessante de usar a camera do seu iPhone.
Você tira uma foto do seu prato e o app te fala quantas calorias tem.
Confesso que baixei sem grandes expectativas mas o brinquedinho acertou todo o cardápio de todas as refeições que fiz nos últimos 3 dias. Não errou nenhum prato. E o cálculo de calorias também acho que acertou, sempre mostrando um valor estimado. O próximo passo é tirar uma foto da barriga e o app contar quantas calorias você precisa perder.
Ah, claro. Como tudo hoje em dia, dá para tuitar e FaceBookar pro mundo quantas calorias você está prestes a ingerir. Eu dispenso a informação.
por Hiro Kozaka em quarta-feira, outubro 26, 2011 ·
Participei este mês de dois eventos distintos aqui em Londres (Wired 2011 e Playful) mas coincidentemente abordando o mesmo tema: o futuro.
Na verdade eram sobre dois futuros. O futuro perfeito e idealizado com bases na Lua, carros voadores e foguetes imaginado há décadas atrás e nosso futuro alcançado. Afinal, estamos em 2011 e o futuro é agora. Ok, nao temos uma inteligência artificial assassina mas temos o Google e Siri. Não soa tão emocionante mas se compararmos com a nossa vida de 20 anos atrás muita coisa mudou.
Frustações a parte, o ponto principal nos dois eventos era o óbvio que muitas vezes esquecemos: quem constrói o futuro somos nós. E lá estavam as pessoas que estão fazendo isso. Conversei com algumas delas para entender como elas conseguem.
A paixão pelo o que fazem é o motor principal que alavanca seus projetos. De novo, soa o óbvio ululante mas muitas vezes não é nada fácil descobrir e incentivar o que amamos. Brendan Dawe criou o POPA, o grande botão vermelho para o iPhone do qual eu já falei por aqui, literalmente no quintal da sua casa. Um dos seus hobbies é exatamente criar e hackear produtos usando kits pré-montados como Arduino. Rex Crowle uniu sua paixão por RPG e design e criou um aplicativo de produtividade que “gamefica” a sua vida. Nenhum deles teve que largar o emprego ou ter uma equipe de 20 desenvolvedores para executar os seus projetos. Eles simplesmente pegaram parte do seu tempo livre e fizeram o que amam.
Ok, e como isso se aplica a mim? Acho que o primeiro passo é descobrir o que você ama. Segundo, você tem algum hobby? Algo comum por aqui mas nem tanto no Brasil é que pessoas usam seu tempo livre em algo produtivo. Acho que passamos tanto tempo trabalhando e tentando sobreviver que sobra pouco tempo para descansar, mas passar o domingo assistindo Faustão também não ajuda. Terceiro, falta de recursos não é desculpa. Você consegue comprar as peças e Arduino para seus projetos e as ferramentas estão disponíveis aí na rede. Se você começar um projeto e outras pessoas fizerem o mesmo logo teremos uma comunidade de criadores. E quando pessoas dividem os mesmos interesses, idéias são multiplicadas. Tenha um hobby, crie e invente.
Criatividade e talento nós temos de sobra, acho o que falta é a mentalidade de que também podemos construir o futuro.
Quando comecei a ler, em 2004, achava que o UoD era só um blog legal. Aprendi a desbloquear meu iPhone, descobri que o Stevie Wonder tocava bateria, entendi o que era o TED e virei tiete do Wagner e do Neto.
Foi um belo começo.
Mas legal mesmo foi quando o UpdateorDie se transformou em uma referência pessoal e profissional, em um manifesto rigoroso contra a mediocridade, em uma mão que me puxa em direção a tudo que há de mais legal hoje no mundo. Um blog-guru :)
Como leitor assíduo e updater ocasional, sou muito feliz por fazer parte disso.
Updaters - Alameda Mamoré, 535 Alphaville - Barueri - SP (11) 4166.5701
As opiniões expressas pelos autores e leitores são de sua inteira responsabilidade e não refletem, necessariamente, a opinião deste coletivo ou da Updaters Comunicação & Marketing Ltda. Garanta que sua opinião seja
expressa: seja educado. Mensagens ofensivas serão retiradas e/ou classificadas como blacklist (impedimento de novos comentários) All data and information provided on this site is for informational and entertainment
purposes only. Updaters Comunicação & Marketing Ltda makes no representations as to accuracy, completeness, currentness, suitability, or validity of any information on this site and will not be liable for any errors,
omissions, or delays in this information or any losses, injuries, or damages arising from its display or use. All information (text and media like video and/or audio) is provided on an as-is basis.