por Paula Rizzo em sexta-feira, fevereiro 1, 2013 ·
Confiram abaixo o vídeo que apresenta o projeto desenvolvido pela Agencia Click Isobar para a Nivea. Foi criado um app que acorda as pessoas em horários diferentes de acordo com o clima: se estiver chovendo, deixa a pessoa dormir até mais tarde. Ideal para finais de semana preguiçosos e férias em tempos de clima cada vez mais instável.
A Philips anunciou no começo desta semana que está descontinuando sua linha de eletrônicos. Não está conseguindo competir com Apple, Samsung, etc.
Vendeu toda a divisão “Lifestyle Entertainment Business” (Audio, Video, Multimedia e acessórios) para a japonesa Funai Electric Co.
Deverá manter apenas produtos como cafeteiras, barbeadores e equipamentos médicos (homecare, personal care e medical).
Mais uma grande marca passando por um Update or Die, como a Kodak, as saudosas megastores da Virgin e tantas outras.
Apesar de sermos totalmente a favor de mudanças, e pregar a impermanência de todas as coisas, é sempre triste quando uma marca que fez parte de toda a sua vida sofre um golpe desses. E com certeza fez parte da vida de todos que nos lêem mesmo, porque surgiu em 1891, primeiro como fabricante de lâmpadas, depois de rádios. De lá para cá, a Philips apresentou a você a fita K7, o gravador de VHS e o CD. Não é pouco. Fora as TVs e os equipamentos de som.
Vai deixar saudades.
Achei esse video fantástico, de 1931. Mostra uma linha de montagem numa pequena fábrica de lâmpadas e rádios. O lugar é completamente tomado por sopradores de vidro, com caras de Dizzie Gilespie, bochechudos que sopravam lâmpadas e válvulas como artistas.
Achei também esse comercial brasileiro, da década de 50, de lâmpadas.
Hoje também conversamos com Carlos Pessoa, um dos grandes nomes do empreendedorismo brasileiro. Diretor da Wayra Brasil, incubadora de start-ups da Telefônica/Vivo, ele contou um pouquinho sobre como uma aceleradora pode ajudar uma start-up, desde o investimento financeiro até a amarração de contatos com gente interessante que pode agregar algo ao projeto.
Também conversamos um pouco sobre a importância de um evento como a Campus Party estar tão engajada no assunto, incentivando tantas ideias que estão borbulhando na cabeça de quem está por aqui a saírem do papel.
Quem estiver aqui na Campus Party e quiser conversar sobre sua ideia, aproveita que ele está por aí.
*post por Debbie Corrano, colaboradora do Update or Die.
Ao chegar na Campus Paty, dois casemods por perto da porta chamam atenção: IronMan e Gundam.
O criador, Aexandre Ferreira, já transformou gabinetes em uma cabeça de dragão, um escaravelho, um dragão vermelho e, no ano passado, trouxe pela primeira vez o IronMan para o evento. Ele brinca que cria casemonstros, e não casemods, de tão diferentes que ficam do formato original.
A criação é feita na oficina na sua própria casa em Mogi das Cruzes, com a ajuda da mãe e de alguns patrocinadores que contribuem com material. Os casemonstros são feitos de fibra de vidro e plástico líquido, projetados no Google SketchUp e transformados em 2D no Pepakura para criar o molde, tudo pelas mãos do próprio artista. Daí é “só” modelar e encaixar as peças nos personagens.
Ele aprendeu robótica, modelagem 3D, psicologia e mais uma porrada de coisas sozinho e pela internet, tudo para realizar os projetos que sempre sonhou. E é assim que ele denomina sua oficina, a “Fábrica de Sonhos”.
“Eu digo que não tenho esse freio natural que o adulto cria, que poda a criatividade.”
Excelente a palestra de Marc Prensky, especialista em educação e tecnologia. Foi ele quem criou termos como “nativos digitais”,“imigrantes digitais” e é um dos principais fomentadores de discussões entre os que nasceram antes e depois da Era digital.
É autor do livro “Não me atrapalhe, mãe – Eu estou aprendendo!”, em que apresenta hipóteses de que os videogames, quando usados de maneira apropriada, são bastante benéficos para os jovens. Pontua que os games ensinam princípios importantes sobre colaboração, tomada de decisões diante de riscos, formulação e execução de estratégias e até complexas decisões morais e éticas. Exatamente tudo o que eu sempre disse para os meus pais… (!)
Prensky, tem estudado muito sobre novas propostas direcionadas a dar ênfase em habilidades voltadas ao estímulo do senso crítico, aprofundamento do pensamento, sociabilidade e relacionamento humano.
*post por Debbie Corrano, colaboradora do Update or Die.
Misturado com robótica, programação, storytelling, planejamento, software livre, nanopartículas e centenas de outros temas, parece que o assunto queridinho da Campus Party esse ano é empreendedorismo. Talvez porque ele já aborde todos os assuntos que dominamos – ou queremos dominar – unidos a inovação, outra palavra que já cansamos de ouvir por aí. Agora, não é mais a inovação crua, por si só, como cismam em colocar nos PPTs. Estamos finalmente encontrando o significado, e isso é ótimo.
A própria Campus está dando destaque não só para novos empreendedores mostrarem suas ideias de forma independente, mas também foram criadas várias palestras e mesas para apresentar novidades – com ou sem investimento – e inspirar quem já está por aqui a se aventurar nesse mundo.
A Poup, com uma proposta já conhecida lá fora, é uma das que recebe destaque. A premissa é de uma empresa que devolve parte do valor de suas compras online, em dinheiro, direto na sua conta. O processo é simples e funciona num nível mais profundo que o programa de afiliados que vemos por aí.
Você acessa o site, escolhe em que loja vai comprar e clica no link que eles te disponibilizam. Ao fazer a a compra, eles ganham uma comissão por indicação. Através do Poup, parte do valor que eles receberam volta para você. Simples assim. Eles ganham uma pequena parcela de comissão e você economiza na compra.
Outro projeto interessante e com uma proposta já conhecida que apareceu por aqui é o Hotelli. A plataforma é feita para encontrar hospedagem exatamente no momento que você precisa, sem planejamento. Para os hotéis, ajuda a preencher os quartos vagos em noites menos movimentadas. Para quem precisa se hospedar, especialmente para viajantes que não sabem onde vão dormir na noite seguinte, é uma segurança legal para encontrar onde ficar sem precisar de pré reserva.
Continuamos acompanhando tudo que aparece de mais legal por aqui.
Percebo um amadurecimento bom aqui na Campus Party. São vários projetos com direcionamentos melhores, principalmente para quem quer fazer negócios. Claro que todas as brincadeiras tão características deste público estão presentes, mas pela primeira vez, em seis anos, vejo bons resultados no encontro de ideias e ações tão complementares. Tem sido um prazer aprender e participar trazendo um pouco da experiência do Update or Die.
O evento foi construído, e pensado, para estimular o empreendedorismo. O encontro entre as mentes criativas que povoam stands, mesas e barracas é inevitável. Existe até um espaço especial para isso, o Cross Space: Idealizado para reuniões de diferentes públicos e iniciativas. É um canto bom para a materialização do networking (falam tanto nisso, né?). Por aqui rolam algumas dinâmicas, daquelas interessantes, promovendo a troca de experiências entre empreendedores (colocando-nos cara a cara com investidores e aceleradoras).
Com os recentes sucessos do Facebook, Twitter e Instagram, alguns acham que uma boa ideia de aplicativo ou serviço é o suficiente para montar uma empresa e vendê-la por milhões depois de um tempinho. O buraco é mais embaixo. E algumas destas premissas têm sido bastante falado por aqui.
Passando um tempinho com o pessoal da Wayra (aceleradora de negócios digitais da Telefonica) conheci dois projetos interessantes, que já têm um longo ciclo de vida, não são tão novos, e que, com o esforço correto dos empreendedores, começam a despontar e vislumbrar bons crescimentos:
O Qranio.com, uma proposta que pretende tornar o aprendizado algo divertido para todas e quaisquer situações do dia-a-dia. O projeto foi selecionado, pela Wayra, na última Campus Party. É um bom exemplo do que gostamos muito por aqui: aprendizado informal e interesses motivados por paixões.
E o Spotwish, que é um aplicativo que tem o objetivo de ativar a vida real das pessoas. Foi produzido para você conhecer pessoas de verdade e para fazer atividades, de verdade, próximo de onde você estiver. O aplicativo mostra através da geolocalização quem está mais próximo de você, tanto amigos, quanto desconhecidos. O app oferece duas dinâmicas básicas para uní-las: as “Atividades” e as “Piscadinhas”. Isso mesmo! Piscadinhas. Você está certo. É um excelente aplicativo para o flerte (e tem sido usado de forma interessante, como pude conferir).
Foi, recentemente, apontado como tendência no segmento soci-ALL no Trend Report 2013 pela TrendWatching. No ano passado, foi finalista mundial da Trunk Conference e foi eleito People’s Choice do Dev Cup Evernote entre 178 aplicativos de todo o mundo.
Vinepeek: o primeiro canal de TV verdadeiramente 2.0?
por Rafael Losso em terça-feira, janeiro 29, 2013 ·
Enquanto a internet lentamente mastiga a mídia tradicional na taxa de uma mordida por clique, o panorama da comunicação se renova no mesmo ritmo.
A mudança é gradual, mas perceptível, e demolidora.
O entusiasmo por estarmos vivenciando essa Era de mudanças é o que leva as novidades, que muitas vezes não passam de pequenas idéias, a tomar proporções imensas muito rapidamente, e em escala global.
O Vine, lançado na semana passada pelo Twitter, é uma dessas idéias simples: compartilhamento de vídeos de até 6 segundos, através de um aplicativo e uma timeline próprios, um formato consagrado pelo Instagram, por exemplo.
Mas o potencial do Vine só pôde ser totalmente compreendido com uma outra ferramenta, criada independentemente, e que é absolutamente sensacional, chamada Vinepeek.
O Vinepeek capta aleatoriamente os posts sendo publicados pela comunidade do Vine em tempo real e publica e um só vídeo, produzindo uma experiência sequencial de consumo de mídia, como no tempo da televisão.
Sem querer, tornou-se um canal de televisão absolutamente real, sem filtros ou curadoria, em que cada vídeo compartilha o mesmo limite de 6 segundos.
O conteúdo é um tratado antropológico, em que pessoas do mundo inteiro mostram o que estão fazendo, vendo, o que estão gostando, e, mais importante, vivenciando.
Como no começo do Twitter, em que acompanhar a timeline global produzia uma sensação de pertencimento na experiência humana do nosso tempo, a sensação está de volta. Agora com vídeo e som.
Sugiro você conhecer a ferrmenta logo. O Vine começa a sentir o problema que acaba vitimando ou comprometendo a experiência de várias ferramentas de vídeo abertas: a pornografia. Por enquanto, o exército de genitais ainda não ocupou o Vinepeek. Então corra!
Tem um Vine? Deixa seu usuário aqui, ou me add: rafaellosso
A gente se vê por lá, a cada 6 surpreendentes segundos.
Direto da Campus Party, e conversando com alguns dos meus novos amigos de bancada, fica claro que uma das palestras mais aguardadas é com Nolan Bushnell, conhecido como o “pai da indústria dos videogames”. Bushnell, entrou para a história quando fundou a Atari em 1972. É ele o criador do game que originou uma revolução no entretenimento: o “Pong”. Foi eleito uma das 50 pessoas que mudaram a América pela revista Newsweek, é cientista, empreendedor e foi o único chefe que Steve Jobs teve. Considerado, por muitos, um grande mentor.
É a primeira vez do cientista no Brasil e em um momento interessante da história da empresa que fundou há mais de 40 anos atrás: A Atari Inc. acabou de entrar com um pedido falência pois pretende separar-se da Atari SA (que é a divisão francesa) para receber investimentos que permita o foco em criação de jogos para plataformas móveis. Faz todo o sentido.
A Atari, que ainda é proprietária de várias franquias icônicas como “Asteroids” e “Pong”, continuará a operar normalmente enquanto prepara o plano de reestruturação. O nome da empresa já é sinônimo de videogame e carrega uma grande dose de empatia para, pelo menos, três gerações de gamers. Vamos acompanhar o papo por aqui e torcer por coisas boas.
Importante: além de ser o pai da indústria de games ele também criou a rede de pizzaria Chuck E. Cheese. Eu ia gostar de tê-lo como vovô.
Moves é um app que transforma seu iPhone em um analisador de movimentos. Sim, como a pulseirinha da Nike, entre outros gadgets. O aplicativo não apenas contabiliza seus movimentos mas ainda sabe o que você está fazendo (quase tudo, não se preocupe): caminhando, correndo, andando de bicicleta ou simplesmente, nada.
Como o app pode saber isso tudo?
Esperto: cruzando tipo de movimento (pelo acelerômetro, dentro do iPhone) com tipo de deslocamento (pelo GPS).
Muita chacoalhada, se deslocando lento? Você está andando.
Pouca chacoalhada, com deslocamento rápido? Você está deslizando na sua bike.
Muita chacoalhada, sem sair do lugar? (calma, já disse, ele não mede tudo).
O Google já patenteou essa tecnologia, inclusive. Claro.
Enfim, a ideia é boa, estou testando. Os criadores do aplicativo garantem que ele nnao acaba com a sua bateria, essa eu preciso comprovar.
De qualquer modo, saber que o celular é tão grudado em você que está sendo usado para monitorar as atividades do seu dia é sintomático.
E podiam aproveitar essa movimentação toda para mexer o mouse e fazer um ícone mais bonitinho, né?
Posso dizer que não considero o UoD um veículo de comunicação somente. Isso porque além de nos trazer informação, ele traz opinião e isso hoje em dia é muito raro. É muito fácil ver por aí sites e outras empresas que fazem uma coleta de "coisas bacanas" da internet e acabam conseguindo um bom público para anunciar. Mas o Update é muito mais que isso. A inquietude de vocês como seres humanos é que faz o trabalho de vocês tão inspirador.
Posso dizer que sempre penso no UoD como um excelente parceiro para ideias inovadoras de como atingir o público certo no momento certo e do jeito mais adequado. Vocês são para os anunciantes o que as agencias são para os clientes. Veículo de comunicação é apenas uma das maneiras com as quais vocês podem fazer o trabalho de vocês.
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