Se você passa o dia diante do Excel e gostaria de trocar suas planilhas por uma rodada de Call of Duty, este post é para você. Ou quase, já que os gráficos do Excel ainda não batem os do XBox/Playstation. Fora isso, no Arena.Xlsm a emoção está [quase] lá. Arena.Xlsm é um role paying game criado para Excel pelo contador canadense Cary Walkin. Numa arena (esquerda) seu heroi enfrentará inimigos e monstros que farão seu professor de matemática do colégio arrancar os cabelos em progressão geométrica. E como o jogo se vale de variáveis randômicas, cada rodada é diferente, garantido minutos de diversão entre um tab e outro.
No fim, o jogo, dadas as evidentes limitações, vai além do que se poderia esperar.
Este post vai para, como diria Milton Neves, audiência rotativa do rádio. Ou UoD, no caso.
Já falei desse serviço aqui e na minha coluna na Proxxima, mas depois de ver o post do nosso nobre editor WB sobre o Spotify (justo agora que assinei Rdio, catso!), resolvi falar de novo sobre o assunto.
Se você anda tendo problemas para assistir conteúdo restrito por IP (i.e.: sites e serviços como Hulu, Pandora, etc.), está na hora de conhecer o Unblock-us.
Unblock-Us se intitula “a faster and smarter VPN” e é isso mesmo que ele é. Uma VPN rápida e esperta.
VPN é o que os geeks gostam de chamar de um “túnel” na internet. Muito mais eficiente que proxys. Para nosso propósito, entenda VPN como uma máscara que engana a internet e faz parecer que você vive em outro país.
Sei que muita gente usa o OverPlay VPN – ou soluções semelhantes para o mesmo fim – no celular, tablet ou computador. Funciona, mas é chato, porque sempre que você precisa usar, precisa rodar o OverPlay e conectar.
Unblock-us é diferente. Você configura o seu router, ou o seu access point WiFi e voila!
Na verdade, apenas troca o seu DNS para o que eles fornecem.
Qualquer equipamento que vc conectar na sua rede automagicamente vai achar que está em outro país, um que aceite os Hulus da vida.
Só não vem mesmo para cima do Brasil, pelo menos por enquanto, por causa do enrosco burocrático com as gravadoras locais. Esse modelo de negócio é complicado mesmo, dizem que desde o lançamento em 2006 já pagaram 500 milhões de dólares para a indústria fonográfica, e 70% dos lucros ainda voltam, para cobrir direitos autorais.
A solução continua sendo arrumar um amigo que more e um dos 15 países onde tem Spotify e pedir para que ele abra uma conta premium em seu nome por lá. Gift Cards também funcionam.
Tenho conta nos 3 principais players de stream, Spotify, Rdio e Deezer e apesar de todos serem ótimos e entregarem o famoso bauzão com as 18 milhões de músicas feitas pela humanidade (tá, boa parte dela), o Spotify ainda leva vantagem pela facilidade em descobrir sons novos, uma base maior (são 20 milhões de usuários, 6 milhões pagando), apps e conexões sociais.
Poderiam dar um tapinha básico na interface, modernizar um pouco, nesse aspecto Rdio é mais clean. Mas acho que isso já deve estar na lista deles, porque estão chacoalhando tudo por lá.
NOVO LOGO, NOVOS COMECIAIS, STREAM DE VIDEOS
Finalmente. O logo anterior era feinho. Ficou mais profissional. Sai sombrinha, strokes, fontes duvidosas e fica mais 2D, comportadinho.
A mudança é por conta justamente do novo momento da empresa, que faz planos para iniciar stream de videos e competir com o Netflix e HBO, inclusive com produções originais. Unificar audio e video na maior plataforma stream do planeta. Stream é um mercado altamente promissor e ainda com brechas, a movimentação e investimento fazem todo sentido.
Para apresentar a marca nova e preparar o terreno para o momento de transição, o Spotify desembolsou 10 milhões de dólares para preparar junto com a agência Droga5 uma campanha com 3 comerciais que irão ao ar na segunda-feira que vem no The Voice, pela NBC.
O tom de “For Music” (acima) é intimista, climão Apple 1984.
Os outros 2 comerciais, “Her Song” e “Getting Weird”, depois do jump.
Acho que todo mundo já passou por uma situação em que não pôde fazer uma ligação, mandar um email ou uma mensagem porque a bateria do iPhone acabou. E por mais que os smartphones já façam parte da rotina das pessoas há vários anos, muita gente ainda esquece de carregar antes de sair de casa ou do trabalho.
Mas se o projeto do ChargeBite der certo, uma nova solução para o problema pode estar disponível em breve.
O funcionamento é simples: um aparelho que “morde” um pouco da bateria de um iPhone e passa para outro.
O ChargeBite virá em 3 cores, não precisa de nenhum cabo adicional e de nenhum tipo de preparação. É só plugar os iPhones dos seus amigos e começar a roubar carga deles. O preço será de aproximadamente 20 dólares.
O próximo passo, segundo os criadores do dispositivo, é começar a produção em série. Mas isso só se o projeto conseguir ser financiado lá no IndieGogo – e vamos combinar que falta bastante dinheiro ainda.
A agência canadense Cossette, criou uma maneira bastante original para divulgar o Festival de Cinema Mudo de Toronto.
Transformou uma conta de instagram em uma sequência de frames que viram um pequeno filme animado quando se rola a tela bem rápido, o mesmo princípio dos flip-books.
O resultado você confere no video acima ou no próprio Instagram, através dos usuários @tsff_1, @tsff_2, e @tsff_3 (insira no campo de busca por usuário e experimente).
Agency: Cossette
Co-Chief Creative Officers: Matthew Litzinger, David Daga
Uma história digna dos primeiros cartógrafos, aqueles que tiveram a pretensão de desenhar o mundo, navegando por ele.
Começou como uma piada.
Dois hackers entediados (uma combinação altamente perigosa), resolveram criar um robôzinho que fica tentando entrar em máquinas ligadas à internet usando senhas aleatórias, por tentativa e erro, até conseguir logar.
Coisas como “admin”, “root” e outras clássicas que eram (são) usadas, por serem quase default, padrão, preguiça e pura ingenuidade mesmo. Uma atividade comum e corriqueira no mundo dos hackers.
Mas… e se cada computador invadido se juntasse a tarefa?
Escaneando 10 IPs por segundo, o robôzinho sozinho acha sua primeira vítima em uma hora. A velocidade dobra cada vez que o robôzinho puxa para o seu time um novo IP, transformando-o também em robôzinho de escanear. Repetindo isso umas 16 vezes, todas as máquinas não-protegidas são localizadas em apenas 16 horas.
E assim, em progressão geométrica, usando um verdadeiro exército de máquinas, os dois amigos hackers entediados conseguiram o inimaginável feito de construir um robozão gigantesco, composto por outros 420 mil computadores e assim monitorar a internet inteira (pelo menos a IPv4) em APENAS UMA HORA.
E por que isso é legal?
Bom, vamos começar por aí: não tem nada de legal nisso, juridicamente falando (apesar dos moleques garantirem que usaram um sistema de baixa prioridade que não atrapalha na performance das máquinas e que até deixaram um email para contato).
Mas em termos de monitoramento, é legal… demais.
Esses dois hackers conseguiram, simplesmente, fazer o primeiro CENSO QUANTITATIVO da internet.
Criaram o mapa mais preciso de internet existente hoje, ANIMADO em um período de 24 horas.
Um feito heróico para os fãs de mapas e para os fãs de hackers, ao mesmo tempo. A sombra que passa sobre a imagem, é o periodo noturno. E quanto mais quentes as cores, maior o acesso. Olhando o mapa, parece algo banal, mas tenha em mente que cada pixel é composto por milhares e milhares de acessos, com precisão absoluta e monitorados em intervalo máximo de uma hora. É um Google Earth de acessos, um mapa real, quem sabe um dia vem com zoom in.
Olha a declaração poética do nosso nobre explorador:
I did not want to ask myself for the rest of my life how much fun it could have been or if the infrastructure I imagined in my head would have worked as expected. I saw the chance to really work on an Internet scale, command hundred thousands of devices with a click of my mouse, portscan and map the whole Internet in a way nobody had done before, basically have fun with computers and the Internet in a way very few people ever will. I decided it would be worth my time.
Sensacional. Realmente um explorador do mundo digital.
Aqui você encontra o relato oficial, mais aprofundado.
Já pensou em controlar o consumo de energia da sua casa através do seu smartphone?
Se você está se perguntando como isso seria possível, a mais recente tecnologia da empresa Wattio pode ser a resposta.
A Wattio desenvolveu uma ferramenta de gestão de energia chamada The Wattio SmartHome 360° que pode controlar seus aparelhos com a capacidade de ligar e desligar o equipamento de forma programada ou em tempo real enquanto você estiver em qualquer lugar do mundo.
The Wattio SmartHome 360° pode ser gerenciado através de seu smartphone, tablet ou PC. Seu sistema possui quatro componentes (Pod, Bat, Thermic e Gate) capazes de se comunicar uns com os outros e, posteriormente, com as aplicações de software e serviço de nuvem da própria Wattio.
Essa ferramenta também envia um alerta para o seu gadget sobre todos os eventos relacionados à energia em sua casa, tais como falta de luz e utensílios domésticos que você não quer que estejam ligados (exemplo: TV quando estiver na hora do seu filho dormir).
The Wattio SmartHome 360° é uma tecnologia que pode ser muito útil, não só pela possibilidade de controle remoto, mas também porque ela fornece relatórios de consumo de energia e dicas personalizadas de utilização aos usuários.
Não é só você que pendura seus gadgets no painel do carro, com aquelas ventosas tão elegantes. Pilotos de avião também estão grudando iPads no vidro da cabine. Mas fique tranquilo, eles não ficam jogando Minecraft.
A American Airlines liberou em alguns de seus vôos o uso de iPads para substituir os pesados manuais (Jeppesen Manuals), que chegam a pesar quase 20kg. O piloto Kent Wien faz uma rápida demonstração no video abaixo.
Esses caras gostam de botõezinhos, não tem jeito.
Mas com todo respeito e confiança que tenho nos iPads, não custa nada levar a versão impressa de back up, né?
Comecei a acompanhar este projeto por indicação de um amigo. THE SILENT AGE é um mobile game bem curioso em termos de narrativa, mas que utiliza mecânicas clássicas de puzzle e poin&click em sua interface. Com um visual minimalista, o jogo conquista em termos de imagem.
A história se passa em 1972 em meio ao clima de guerra fria, movimento hippie e manifestações feministas. Você comanda Joe, um funcionário comum de uma grande empresa que, em uma bela manhã, é promovido. Com a promoção, Joe pode circular por novos andares do prédio e é em um desses andares que ele encontra um misterioso homem beirando a morte.
O estranho profere uma estranha história sobre o fim da humanidade e, antes da morte, dá uma máquina do tempo (!) para Joe. Começa aqui uma aventura bem insólita em termos de narratologia lúdica. Eu não vou contar mais porque estragaria algumas surpresas, mas é bem envolvente do início ao fim.
Se você quiser ajudar a financiar o projeto, clique aqui. O capítulo 1 de THE SILENT AGE já está disponível para download gratuito na Apple Store. Os criadores estão buscando apoio para a produção do segundo episódio.
Confiram abaixo o comercial criado pelo Google para promover o Nexus 10. Ele é muito similar à este outro, criado pelo Google no Reino Unido para falar de vários de seus serviços. A produção deste spot, criado pela Mullen, é da Anonymous Content com direção de Malcolm Venville.
Alguém aí se lembra do Pottermore.com? É aquele site / rede social do Harry Potter, feito com supervisão da própria J. K. Rowling e lançado assim que a série de livros foi finalizada, com o objetivo de deixar sempre vivo o universo ficcional do jovem bruxo.
Além de ter sido o primeiro lugar a vender as versões digitais dos livros, que só surgiram recentemente, pelo Pottermore.com também é possível colecionar cards, participar de fóruns e até exibir suas próprias histórias criadas dentro desse universo, o que chamamos de “fan fiction“. Em outras palavras, uma iniciativa muito bem arquitetada pela autora, e que agora dá um novo passo.
É isso aí que você vê no vídeo. Pottermore.com chegou no Playstation Home, uma plataforma do Playstation 3 que, grosso modo, funciona mais ou menos como um Second Life, ou seja, um mundo dentro do console por onde é possível passear com o seu avatar.
Já brinquei um pouquinho no Playstation Home e posso afirmar que, por si só, é uma coisa meio inútil. Mas, ligado à uma franquia como Harry Potter, talvez finalmente tenha sido encontrado o propósito de existência da plataforma. O vídeo fala por si só, se você ainda não deu play, o que está esperando?
Fora que, para além dessa notícia, já dá para imaginar outros universos ficcionais se aproveitando da mesma ferramenta. Por que não?
Está aí uma possibilidade transmidiática para franquias de fantasia em geral. Aliás, qual outra você gostaria que seguisse os passos de Pottermore.com? Eu gostaria do Universo Marvel e de Walking Dead.
Estudante com sensores por todo o corpo consegue detectar objetos num ambiente e é avisado quando alguma coisa se aproxima.
Isso lembra a você alguma coisa?
Pois bem, um estudante da Universidade de Illinois, em Chicago, encontrou uma maneira de replicar a percepção sobre-humana do Homem-Aranha de uma forma que não envolve aranhas radioativas.
Utilizando sensores colocados em todo o corpo, o estudante Victor Mateevitsi desenvolveu um traje chamado “SpiderSense” que detecta objetos no ambiente e avisa o usuário quando algo se aproxima através de um dispositivo (que por sua vez exerce uma pequena pressão na área de possível impacto).
Tudo graças a sensores compostos por microfones que enviam e recebem ondas sonoras dos objetos ou corpos mais próximos.
Este é o projeto (PDF) de Victor Mateevitsi, que para testar a eficiência do SpiderSense vendou membros da sua equipe e pediu para lançarem estrelas ninja de papel toda vez que sentissem alguém se aproximar. Resultado? Noventa e cinco por cento das vezes eles perceberam a aproximação de alguém e lançaram a estrela na direção correta.
Já falamos bastante por aqui sobre o conceito de segunda tela (aqui, aqui e aqui).
Daí que o filme holandês App, dirigido por Bobby Boermans, resolveu levar esse conceito para os cinemas.
Antes de começar o filme, as pessoas são convidadas a baixar um aplicativo para iOS ou Android e sincronizá-lo com o que está passando na telona. Feito isso, em vários momentos do filme o aplicativo exibe, na tela que está na sua mão, cenas complementares àquelas que estão sendo exibidas na tela grande.
Todo o roteiro do filme foi pensado e adaptado para funcionar nessa combinação de primeira e segunda telas. Mas os produtores garantem que também é possível entender toda a história usando somente a primeira.
Será que funciona bem? Fico pensando se a luz das telas dos smartphones não vai deixar a sala de cinema iluminada demais e acabar azedando a experiência de quem não quer brincar de segunda tela…
Projeto muito bacana da Coca-Cola que reforça o seu conceito (compartilhar a felicidade) usando uma vending machine que faz com que virtualmente pessoas de diferentes países possam se dar as mãos. O vídeo abaixo documenta um pouco. Especula-se agora que o projeto – lançado discretamente em dezembro – deve ganhar maior repercussão. Vamos aguardar.
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