Ontem cheguei em Boston as 10 da manhã. Tinha ido para a Flórida no fim de semana para fugir do frio. Eu tinha esquecido completamente da maratona e do feriado. Só percebi que algo estava fora do comum quando vi o metrô lotado, cheio de gente rindo, gritando, uma verdadeira festa. Fiz baldeação na estação que dá de frente para onde uma das bombas estouraram, pouco tempo antes, não mais que 2 horas. A região da linha de chegada é bem central, fica de frente para o parque, e é uma das áreas mais bonitas de Boston.
Por conta da lotação do metrô e das muitas estações fechadas, acabei voltando para casa a pé, seguindo a maratona pela Beacon St paralela a Boyston St, a rua do atentado. O clima estava muito legal, a corrida cheia, muita gente torcendo, os dois lados da rua lotados, uma festa ao ar livre. O feriado do patriota é muito importante para o estado do Massachusetts, especialmente para as pessoas de Boston. Ouso dizer que foi um dos poucos momentos em que vi o povo americano mais relaxado. Gente bebendo na rua, churrasco (churrasco de gringo né, hamburguer e cachorro quente), na porta da minha casa tinha uma banda de rock. A rua estava lotada e na linha de chegada a concentração era maior ainda. Muita gente esperando amigos e familiares.
A bomba estourou poucos minutos depois de eu ter chegado em casa o meu plano era deixar minha mochila aqui e voltar correndo para a linha de chegada, assistir a premiação e depois ver o jogo de hockey em um dos bares da região.
Muita correria, muita informação desencontrada, no começo estavam noticiando que era tubulação que tinha estourado. Minutos depois as informações ficaram melhores. Só hoje sai de casa para ir ao hospital. Ontem a orientação era não sair e caso necessário não andar em grandes grupos.
Hoje o clima é uma mistura de derrota e tristeza. No meu bairro tem um policial em cada esquina, exército nas estações de metrô, sempre tem um carro de polícia que correndo, FBI, SWAT, parece cena de filme. Como ainda não acharam um culpado, todo mundo é suspeito. Vi algumas pessoas sendo revistadas na rua, passando por cães farejadores. O clima do medo já se instalou de novo, aviões já foram revistados, gente presa…
No BWH, o hospital que trabalho, a segurança foi reforçada principalmente na entrada do pronto-socorro. Ninguém entra no prédio sem identificação. O serviço absorveu cerca de 90 feridos, sendo que pelo menos 6 estão em estado grave.
O que mais me deixou surpreso é a naturalidade com que os americanos receberam as notícias. Apesar da surpresa pela tragédia a família que viu o noticiário comigo na tarde de ontem já tinha todas as deduções de acordo com as características do atentado. Logo concluíram que tratava-se de um atentado doméstico. O que me parece é que os americanos não vão se livrar desse tipo de situação tão cedo. Um acontecimento desse tipo acaba com a moral de qualquer povo, e mostra o quão vulnerável somos. Não há como pensar em como alguém seja capaz de fazer algo desse tipo para provar um ponto ou defender uma causa. A maior, mais tradicional maratona do mundo vai para sempre ficar marcada com essa mancha.
Grande ideia da Loducca para promover a campanha do agasalho. Você doa as roupas numa loja de vidro com prateleiras e cabides vazios no Shopping Villa Lobos e suas doações são valorizadas, com looks criados por estilista e com manequins na vitrine. As pessoas podem doar roupas até o próximo domingo, dia 21. No dia seguinte, a ação se repete, o espaço amanhece vazio para que novas peças possam decorá-lo. No final do projeto, todas as peças arrecadadas serão entregues o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP) e encaminhadas a hospitais e albergues. Confiram aqui o vídeo que apresenta o projeto.
Muito bom e bem produzido comercial criado pela Pereira O’Dell para a New Era com o objetivo de recrutar a participação popular para o envio de fotos, vídeos, tweets em homenagem a Jackie Robinson, lendário jogador de baseball do Brooklyn Dodgers, o primeiro jogador afro-americano da MLB na era moderna. A produção é da Rooster. Para quem não conhece, a New Era é há décadas a marca dos bonés da Major League Baseball – além de ter uma linha completa de vestuário. Como disse antes, vale o play!
Hoje fiz Kathmandu até Pokhara de ônibus. Viagem pelo interior do Nepal, de quase seis horas. A estrada é surreal, beira montanhas, aquela ida e volta de mão esquerda que a gente vê em filmes. Um vacilo e pronto, já era mesmo!
Fiz a viagem com o nepalês que vai me guiar até o Campo Base do Annapurna, a trilha começa amanhã.
Voltando a um detalhe da viagem. Reparei que nas casas de uma boa parte da população as telhas não são presas, mas amparadas por pedras, as vezes pneus ou tijolos de barro. Isso mesmo, pra telha não sair do lugar ou voar as pessoas improvisam pesos de qualquer natureza, tudo aparente.
Isso já em uma construção precária, que muitas vezes lembra as favelas do Brasil.
Perguntei ao guia se as pessoas eram felizes ali, se não tinham vontade de mudar algo. Ele respondeu que morava numa casa parecida com aquelas, que vivia com esposa e dois filhos e que nunca tinha pensado nisso até minha pergunta.
Ficou em silêncio por alguns segundos, talvez minutos, olhou pra mim calmamente e disse: não sei responder sua pergunta porque simplesmente não importa a casa onde moro contanto que minha familia esteja em paz.
Fiquei com vergonha de perguntar se ele sabia a resposta de outras pessoas. No fundo, no fundo, eu sabia a resposta.
Estudo francês (University of Besançon), que demorou 15 anos (!) para ser concluído, revela: sutiã não tem funcionalidade nenhuma, é apenas um acessório de moda.
Não ajuda a suportar o peso dos seios, não impede que a implacável Lei da Gravidade atue e não evita dores nas costas.
É apenas uma peça de vestuário, um produto fashion.
Imaginei que pelo menos ajudassem a manter os seios mais firmes em situações como corridas, saltos e esportes em geral. Mas parece que nem isso fazem (por incrível que pareça, tem outro estudo só sobre esse tipo de movimentação -Predictors of three-dimensional breast kinematics during bare-breasted running)
E tem mais: mulheres que não usam sutiã tem seios mais firmes.
Para nossos leitores do sexo masculino, o paralelo com a ausência de vestimenta estritamente masculina não causa efeitos semelhantes. Sorry.
Enfim, vale o post pela evolução da peça, que seria candidata a extinção não fosse sua mudança de propósito. Sobrevivência sexy.
Não tinha reparado nisso antes, mas a maneira como os pais percebem seus filhos é um excelente parâmentro para muitas conclusões: sociológicas, psicológicas, econômicas, educacionais. É uma espécie de auto-retrato da esperança e dos valores de uma cultura. Pena que não tem o Brasil.
Vale a pena ler a matéria inteira sobre esta pesquisa aqui.
por Paula Rizzo em segunda-feira, abril 15, 2013 ·
Confiram abaixo a mais nova campanha da Mother UK para a Ikea. Um grande clipe protagonizado por inúmeros anões de jardim. A produção é da Biscuit Filmworks com direção de Mike Maguire.
A influência hoje é medida pelo alcance de seus posts. Quanto mais, melhor.
Nada errado com isso.
O problema passa a ser quando as pessoas colocam somente isso como meta.
Eu posso estar sendo inocente mas ainda acredito que o melhor marketing sempre começa por um bom produto.
Um dia desses um cliente meu me pediu pra eu melhorar o ranking dele nos sites de busca.
Sim, existem uma série de medidas pra fazer isso acontecer, desde organizar melhor o conteúdo até malandragens no código.
Mas todos os grandes entendedores do assunto (entre eles, o próprio Google) são categóricos ao afirmar que a melhor forma de fazer isso, é produzir um bom conteúdo. Fazer com que as pessoas queiram acessar seu site.
Claro que não basta somente um bom produto, mas sem ele, você pode se tornar mais um na espuma.
Pra liderar é preciso bons produtos.
Se você se preocupar muito em seguir as tendências, nunca as ditará.
Você pode conseguir que comprem seu produto, que te sigam, curtem, que dêem risada com seu viral. Você pode ser trending topic, comentando na timeline de todos. Mas o que vai dizer se você está ditando ou seguindo é a qualidade do seu produto. É o que seu consumidor vai sentir ao usar seu produto.
Não me entendam mal. Seguir, saber o que está acontecendo no seu meio é essencial, é uma forma de não nos descolarmos da realidade. Mas só isso não basta.
A Nike colaborou com a Mindshare e a JCDecaux para usar a tecnologia Holocube para criar uma campanha holográfica de mídia exterior para promover o Nike Free 5.0 na Holanda. Confiram abaixo o vídeo que demonstra o funcionamento do tênis em 3D girando dentro do mobiliário.
Mod Men mostra não apenas as diferenças tecnológicas entre a época de Mad Men (63) e hoje (13), mas principalmente as comportamentais.
Interessante notar que nesse meio século muita coisa mudou para indivíduos, mas pouco no modelo de negócio em sí, ainda funcionando como funcionava há 50 anos (modelo de remuneração, abordagem quantitativa, mkt de interrupção, etc), apesar dos aparentes avanços do online.
Quem você acha que está na frente?
Consumidores, publicitários ou publicidade?
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Sempre encarei o Update or Die como uma fonte de inspiração que fugia do senso comum. O que eu via aqui, dificilmente se repetia em outros sites.
Gostei tanto disso que me ofereci para ser um dos Updaters e ajudar nesse garimpo. Mais do que isso, poder contribuir com o meu conhecimento profissional em projetos que vão além do site.
Hoje encaro o Update or Die como um ponto de partida para projetos ainda maiores e mais bacanas. Seja o que for, pra quem for.
RAFAEL ZIGGY Estrategista Digital na Criação da Agência África
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