Não tinha reparado nisso antes, mas a maneira como os pais percebem seus filhos é um excelente parâmentro para muitas conclusões: sociológicas, psicológicas, econômicas, educacionais. É uma espécie de auto-retrato da esperança e dos valores de uma cultura. Pena que não tem o Brasil.
Vale a pena ler a matéria inteira sobre esta pesquisa aqui.
Uma das formas de perceber que você está ficando velho é observar como são seus churrascos aos finais de semana. Até os 18 anos você mal compra carne, o foco é todo na bebida. Depois você até aprende a fazer churrasco e os churrascos passam a ser eventos sociais, de preferência com uma proporção bem grande de mulheres e lá pela casa dos 30, quando todo mundo já está mais calmo, você começa a ver os carrinhos de bebês e crianças como parte do mobiliário.
Bom, toda essa introdução pseudo-antropológica foi para introduzir o assunto sobre as crianças. Fui num churrasco, estilo dos 30 anos, onde a piscina estava completamente cercada de grades para que nenhuma criança chegasse perto, a piscina parecia uma zona onde uma vez lá dentro a criança não mais sairia.
A cada ano lembramos de gente que perdeu seu filho por afogamento. Pra mim a lógica era: bebê entra na água, não sabe nadar e afunda, não tinha muito o que fazer. Conheci então a Infant Swimming Resource, uma escola que ensina crianças a partir de 6 meses até 6 anos a sobreviver numa piscina até a chegada de socorro.
Não envolve nadar borboleta, peito nem nada. Envolve apenas sobrevivência. Dá um play.
Um professor de economia de Harvard perguntou para mais de cinco mil americanos como eles achavam que a riqueza era distribuída por lá, e como eles achavam que seria o cenário ideal. Republicanos e democratas, independentemente de partido, respondem basicamente a mesma coisa, que a distribuição era injusta, que os 20% mais ricos tinham mais ou menos metade da riqueza, e que isso deveria ser mais equilibrado.
Na média o americano entende que deve haver sim uma diferença entre os mais ricos e mais pobres, até por questões ideológicas, mas essas diferenças podiam ser menores. Até aí, nada demais. O problema é que esses cenários são bem diferentes da realidade de fato, muito mais desequilibrada do que dá para imaginar.
Assista o infovídeo que você vai entender. E depois pense na realidade brasileira, que deve ser parecida, se não pior. F…
A pergunta que fica é: o que um cidadão comum médio pode fazer para mudar isso?
Este não vai ser o “vídeo engraçadinho do dia”. Mas vai ficar pregado na sua cabeça por um tempo. End 7 tem uma meta ambiciosa. E você pode fazer parte da solução. Não vou contar o que é. Assista (até o fim se conseguir) depois passe por aqui, colabore e compartilhe.
Seguindo com a nossa filosofia de estar presentes nas plataformas mais interessantes, mas sempre com pertinência, estamos lançando o Pinterest do Update or Die!
Uma tonelada de referências para irmos acumulando daqui para frente.
Estamos começando com 25 boards: fotografias, ilustrações, design gráfico, tipografia, embalagens, décadas de 50 e 60, história, citações, capas, música, computação gráfica, cartazes, anatomia, tatuagens, action figures, infográficos, objetos, rebrandings, retrofuture, histórias em quadrinhos, retro TV, Zappa, livros, coisas do UoD e coisas do Danger! UoD.
Para cada um desses boards, iremos convidar updaters e apaixonados por cada tema.
Se você é um deles e quiser participar desse bauzão de coisas legais, envie um email para mim dizendo qual board é sua obsessão e quem sabe você participa no recheio junto com a gente.
Faz tempo que tenho vontade de escrever esse post.
É um post só para ficar aqui, registrado.
Por favor, não quero de forma alguma polemizar ou sugerir que exista um “gabarito de ser humano”, coisa que seria nefasto senão fascista.
Mas é algo que li há algum tempo e queria compartilhar aqui.
Começa com um experimento primário, esse aí do vídeo (The Gambler’s Fallacy):
Digamos que eu jogue uma moeda pra cima e caia cara. Jogo de novo e da cara de novo. Mais uma vez? Outra vez, cara. Muito bem, aí jogo a moeda pra cima pela quarta vez.
O que você acha que vai dar?
A chance é maior de dar cara ou coroa?
Talvez você não saiba, mas esse experimento simples, divide o mundo em dois tipos de pessoa.
Boa parte, da a resposta correta. Ou “correta”, assim entre aspas. A resposta matemática, a racional: a de que a chance de dar cara é a mesma de dar coroa. 50% para cada.
Por que?
Porque a moeda não “grava” o que aconteceu nas vezes anteriores.
Se você lançar a moeda infinitas vezes para o alto e registrar os resultados, chegara a uma relação de 50/50. Mas isso não quer dizer que lançando meia dúzia de vezes e obtendo um mesmo resultado, aumenta a chance do próximo ser um resultado diferente.
Você pode discutir, pode falar em centro de gravidade…pode dizer que a moeda deve ter um bias qualquer para da cara. Ou você pode usar a lógica do acidente de avião, conhece? Aquela lógica que diz que para cada avião que aterriza sem acidentes, aumenta um pouquinho a chance do próximo cair. Então, depois de 3 vezes cara, agora é maior a chance de dar coroa.
Você pode espernear, mas pergunte a qualquer matemático e você vai ver que a chance, na real, é de 50% para cara, 50% para coroa.
Porque o mundo dos eventos randômicos é assim.
Pois bem.
Andrew Solomon, no clássico livro sobre depressão O demônio do meio-dia, vai um pouco além com esse experimento.
Segundo ele, se você colocar numa sala um grupo de pacientes sofrendo de depressão e na sala ao lado um grupo de pacientes “normais” e repetir o experimento que descrevi acima, a tendência (eu disse TENDÊNCIA) é que os “normais” tentem encontrar motivos lógicos para justificar sua resposta diferente de 50%.
Enquanto isso, a tendência entre os deprimidos é um maior número de conclusões iguais a 50%.
Isso significa que deprimidos são melhores em estatística?
Não.
Isso significa que os deprimidos são mais pragmáticos, arrisco dizer mais céticos, ou mais descrentes do que os indivíduos normais.
Os normais vêm de fábrica com o chip da descoberta, aquele que faz a gente correr atrás de explicações, do novo, da descoberta.
Enquanto os deprimidos tem um óculos cinza para ver o mundo, os normais tem um óculos cor de rosa, que procura relações e associações até onde não existe nada além de caos.
Wordpress. Tumblr. Facebook. Twitter. Pinterest. Instagram. Google Reader. Kindle. Livros. Spotify. Rdio.
Qual o melhor?
Todos? Nenhum?
Não está fácil seguir e publicar em tudo isso.
Passo quase todas as horas em que estou acordado, buscando e/ou publicando alguma coisa (é, eu sei, mas eu gosto).
Sou uma espécie de “garimpeiro show-of”.
E, como editor aqui do Update or Die, é minha obrigação ficar atento as novas plataformas para decidir onde devemos ou não estar presentes.
Por exemplo, no começo era um blog.
Aí viramos mais um site do que blog.
Veio o Twitter e abrimos o nosso.
Depois o Facebook, e fizemos nossa página.
Aí ficamos incomodados de usar o Facebook apenas para replicar os posts e começamos a gerar conteúdo exclusivo por lá.
No Pinterest, todas as imagens legais que temos guardadas.
E no Tumblr, aquela velha inveja do publicador vapt-vupt, muito mais gostoso de usar do que o do wordpress.
Enfim, as vezes pintam umas borboletas no estômago, de pensar onde vamos/devemos parar.
Sempre falei que o Update or Die é muito mais do que a plataforma onde ele aterriza: é uma filosofia de vida.
Se a gente achar que wordpress não é mais o melhor aeroporto para as nossas coisas, a gente vai mudar.
Mas mudar para onde?
Vamos abrir uma conta em toda ferramenta nova e hypada que for surgindo?
Será que os blogs estão morrendo? Ah, lá vem essa discussão de novo.
Vamos migrar de vez para uma super page no Facebook? Ou ele também está Orkutizando (e o negócio vai ser o Google+)?
Ou vamos abrir uma livraria e virar 100% offline e compartilhar só no cara a cara, no chazinho da tarde?
Ou uma escola para crianças?
Infelizmente não sei a resposta.
Mas continuo perguntando!
Mas, uma coisa eu sei.
De todo o conteúdo que passa por nós, separo em duas grandes gavetas.
01. O gavetão das coisas que achei.
02. E a gaveta das coisas que aprendi.
A primeira requer prática.
Requer treino.
Quanto mais faz, melhor fica.
Saber achar, o que achar, onde achar, o que é bom, o que é ruim.
Bem ou mal, é o que todos nós estamos fazendo, do porteiro do prédio ao presidente da república. Somos todos curadores de conteúdo e apontadores de coisas legais.
A segunda é uma habilidade.
Requer experiência. Profissional e pessoal.
Quanto mais misturado a coisas que já estavam dentro da cabeça e do coração, melhor.
Precisa ter vivido. Requer uma certa sabedoria, uma certa poesia, um certo olhar.
E bem ou mal, é o que poucos estão fazendo.
Nunca briefei os updaters sobre como fazer um post, mas repito uma frase que li e adotei no ano passado: quando for escrever, páre, respire e se pergunte:
“O que eu aprendi depois que achei isso?”
ESCREVA O QUE VOCÊ APRENDEU.
Vou repetir: ESCREVA O QUE VOCÊ APRENDEU.
Os achados são os mesmos para todo mundo.
Você acha as mesmas coisas que o seu cunhado.
Mas a diferença que você pode fazer pelo mundo é compartilhar o que aconteceu depois que esse achado entrou na sua cabeça e se misturou com o que tinha lá dentro. As coisas que você pesquisou e relacionou, as ligações que fez, as histórias que lembrou. As lâmpadinhas que se acenderam.
Portanto, esse discurso todo (longo, desculpe) é só por uma vontade de dividir essa inqueitação com você, que deve estar sentindo a mesma coisa.
E segundo, para você saber que tipo de conteúdo (e pretensão) você vai encontrar em cada uma dessas plataformas em que vamos estar com a marca Update or Die.
No site vamos publicar o que aprendemos. Nos outros lugares, o que achamos (e o que aprendemos, sempre que possível, mesmo que em versão telegráfica)
Hoje, quando você for escrever qualquer coisa, não conte só o que achou. Conte o que APRENDEU.
Richard Feynman também acha pouco descobrir o nome de alguma coisa. Aprender sobre ela é muito mais legal.
Uma das maravilhas da iTunes Store é a iTunes U onde você pode baixar cursos inteiros das melhores faculdades do mundo, sobre os mais diferentes assuntos.
Meu vício atual é o curso de Teoria dos Jogos, de Yale. O curso foi ministrado em 2009 pelo professor inglês Ben Polak em 24 aulas. É impressionante a capacidade de Polak de desenvolver um assunto relativamente complexo com exemplos práticos. No video acima você pode ter um gostinho de como é o curso, através da sua primeira aula (quem sabe você se anima?). É exatamente esse curso que está na iTunes U.
O fascinante é que a Teoria dos Jogos é uma aplicação matemática para a vida cotidiana. De negociações a uma cantada no bar. De política à vendas. Um dos grandes expoentes dessa Teoria, foi John Nash, que desenvolveu o Equilíbrio de Nash, ainda como estudante em Princeton e que lhe valeu um Nobel em 1994. Segundo ele, num “jogo”, as decisões são tomadas de forma aos resultados serem os ideais não apenas para cada uma das partes, mas também para o grupo.
Esse conceito foi mostrado no filme “A Beautiful Mind”, através de um jogo simples, um dating game, conhecido como Batalha dos Sexos. Uma maneira fácil de compreender a extensão do assunto na (já clássica?) cena do bar, aí abaixo.
Se você é Planejamento, a profissão da moda, o curso é extremamente útil para analisar situações, prever resultados e escolher estratégias. Vai lá na iTunes U que é grátis. Muito melhor que assistir um monte de palestras que tem por aí.
Depois do jump, confira uma entrevista com o próprio Nash.
por Wagner Brenner em segunda-feira, fevereiro 11, 2013 ·
Ano passado estivemos com a Singularity University.
Este ano serão 6 meses com o Media Lab, do MIT.
Hoje fizemos a primeira aula do primeiro curso online (ao vivo, por stream) da história do MIT.
O curso é o “Aprendendo a aprender criativamente”, sobre o processo de aprendizado informal e contínuo.
Com o microfone, o queridinho do queridinho do Piaget, Mitch Resnick (o “protegè” do Piaget é Seymour Papert, já com 84 anos e mentor de Resnick).
Como se isso não fosse o suficiente para colocar no CV, Resnick ainda pode se gabar de ser um dos responsáveis pela linha “Mindstorm” da Lego, aquela dos robôs. Fora os artigos para Wired, Business Week, Ted Talks, etc.
Estuda tecnologia e aprendizado há 30 anos, muito antes desse papo virar moda.
Bom, o balanço até agora é o seguinte: foram nada mais nada menos que 25 mil inscritos.
Desses, 6000 estão ativos na comunidade online.
Desses, uns 500 no grupo de brazucas, o 11191.
Desses, 67 no MIT/UoD.
A aula de introdução foi praticamente um preview do curso e a apresentação da tese: o jardim da infância como modelo ideal e conceitual de aprendizado (é em legal).
Se você não pode se inscrever, fique de olho, porque vamos compartilhar por aqui o material das aulas, como leituras, videos, dinâmicas, etc. Obviamente não temos a intenção de replicar o curso, mas pelo menos dar acesso ao que for possível em termos de conteúdo.
O que temos intenção sim é preparar nosso curso de PLE (Personal Learning Enviroment), provavelmente para o segundo semestre, e para isso vamos estudar, porque temos respeito à você leitor e não queremos oferecer mais uma arapuca pseudo-acadêmica baseada em trends, ministrada por alguma webceleb por aí (ouch).
Os dados de 42 estudos de psicologia, abrangendo mais de 22.000 indivíduos sugerem que você pode dobrar suas chance de persuasão se utilizar uma técnica muito simples. A técnica envolve deixar claro que você reconhece o direito da outra pessoa de fazer o que bem entender. Em outras palavras, se o indivíduo A quer que o indivíduo B execute uma determinada tarefa, as chances do indivíduo A conseguir seu intento são duas vezes maiores se A deixar claro para B que sabe que B tem o direito de fazer o que bem entender e que não está sendo ameaçado ou pressionado.
Note que não importa o conteúdo da mensagem, nem as palavras exatas que você vai usar. Apenas reconheça o direito do outro fazer o que quer e priorize o contato face a face.
Claro que esta técnica não resolve todas as questões envolvendo persuasão. Mas em algumas situações, como lidando com crianças, pode ser muito útil.
E repare que, se você leu este texto até aqui, talvez tenha sido vítima exatamente desta técnica. Se duvida, releia o título do post.
A importância de ter o UoD como um parceiro em nosso planejamento de mídia, é porque com ele conseguimos atingir um público segmentado, qualificado e formador de opinião que hoje são ativos perante os conteúdos propostos por um exército de insiders, causando reverberação e interação engajadora para outros públicos.
VICENTE VARELA Diretor de mídia da Fischer&Friends
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