Infusões de sal na testa: quem nunca sonhou em fazer?

Uma reportagem recente da National Geographic mostrou uma prática que já acontece há alguns anos no Japão: pessoas injetam uma solução salina na testa e pressionam o centro do inchaço com o dedão, ficando com a testa no formato similar ao de uma rosquinha.

Ok, eu espero você ler de novo a última frase.

Extreme Bodies 1

O tratamento demora cerca de 2 horas e dura entre 16 e 24 horas – tempo necessário para que o corpo humano absorva o sal que foi aplicado na testa e ela finalmente volte ao seu tamanho normal.

Quem já fez diz que a sensação é incrível: “é relaxante, uma espécie de formigamento, uma sensação de pressão crescente, vagarosa e constante que parece que está me colocando para dormir”.

Algumas pessoas realizam a aplicação salina duas vezes ao ano, outras fazem somente para irem a festas exóticas.

Mais imagens depois do jump.

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Fabricio Teixeiraé designer e trabalha para deixar sua vida mais fácil. Vive organizando coisas, nas horas vagas e nas horas pagas.

Desapego, a grande vantagem nas negociações

Muito legal esse texto do Leo Babauta (do site Zen Habits e mnmlist), sobre aquele interessante paradoxo em que, numa negociação, pode mais quem precisa de menos.

É um insight fácil de reconhecer e fácil de esquecer. Desapego é liberdade. E nas negociações, poder.

Fiz uma tradução livre.

 

SAIR ANDANDO

(Leo Babauta)

Em qualquer negociação, a habilidade de sair andando é sua maior vantagem.

Aqueles que conseguem sair andando de uma negociação (por opção legítima, e não apenas para fazer uma cena), estão na posição mais forte.

Aqueles que estão convencidos que PRECISAM do acordo, estão na posição mais fraca.

Isso vale para uma negociação de um carro novo, para fechar a compra de uma casa nova, para pechinchar na feira ou para pedir um aumento.

Na verdade, vale para qualquer coisa na vida.

É preciso reconhecer que não há quase nada que você não possa abrir mão e sair andando.

Se você está convencido que PRECISA de uma casa bacana, com uma suíte com closet, um belo piso de madeira na sala e uma cozinha enorme, você está em desvantagem. Você vai precisar abrir mão de suas economias e das todas as horas preciosas que precisou para ganhá-las. Algum outro, que saiba que essas coisas não são uma necessidade absoluta, tem a vantagem de poder sair andando.

Se você está convencido que PRECISA de um iPhone ou um iPad, ou uma SUV, você está em desvantagem, porque não consegue abrir mão dessas coisas. Algum outro que saiba que essas coisas não são essenciais para ser feliz, tem a vantagem de poder sair andando.

Se você estiver certo que a pessoa que vem tratando você da maneira errada (mas que você teima em acreditar que vai mudar um dia) e perceber que não é necessariamente ela que que tem o poder de fazer você feliz, você pode sair andando. Se você perceber que pode se realizar sozinho e que não precisa de nenhuma outra pessoa para ser feliz, você pode sair andando.

Se você descobrir que não existe quase nada que você não possa abrir mão e sair andando, vai poupar um caminhão de dinheiro. Anos do seu tempo. Montanhas de dores de cabeça e de coração. Toneladas de sofrimento.

Claro, você não precisa sair andando de tudo. Mas você tem que saber que pode.

E quando o custo-benefício for alto demais…simplesmente…  sair andando.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Canne de Combat, a arte da bengalada

No começo do século 19, andar por algumas ruas de Paris podia ser uma experiência perigosa para a burguesia, que se defendia como podia das classes “menos privilegiadas”.

O jeito foi apelar para as requintadas e elegantes bengalas, que passarm a servir  como defesa. Chegou junto, tomou. Ká-pau.

E assim surgiu o Canne de Combat, uma arte marcial francesa com nome chique, mas que no fundo é a velha e boa bengalada mesmo. Ou seja, o que era um instrumento para auxiliar aqueles que tinham dificuldade de locomoção acabou virando um acessório de moda e, em seguida, uma arma de bater na cabeça de fazendeiros e malandros de rua.

A arte da bengalada foi evoluindo e incorporou elementos da esgrima e de artes marciais orientais como o kung-fu, o que é estranho, pois podemos concluir que em algum momento rolou um bengala vs. bengala, com dois burgueses se enfrentando.

Realmente deve dar uma sensação de poder andar por aí com uma vareta na mão.

Outras modalidades como a sapatada, o pé-na-bunda e o sopapo na orelha ainda podem ser vistas pelas ruas do mundo todo, mas não alcaçaram o glamour do “Canne de Combat”.

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Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

O camarão com arma sônica

Qual é o animal mais barulhento do oceano? Aposto que você nunca falaria que é um camarão.

O pistol shrimp é daquelas criaturas que faz a gente ficar ainda mais fascinado com a seleção natural: o som da batida de suas garras é tão forte que uma colônia deles pode até afetar os sonares de equipamentos militares.

A batida das garras é tão forte, mas tão forte, que movimenta água a 100km/h, formando uma bolha por algumas frações de segundo. O movimento é tão rápido que essa bolha emite luz, ficando a mesma temperatura da superfície do Sol – deixa eu reforçar isso: mesma temperatura da superfície do Sol –, isto é, mais de 5 mil graus Celsius. O som também não é menos impressionante, chegando a 218 decibéis. Para efeito de comparação: um tiro de espingarda tem 140 dB, um foguete decolando fica em 180 dB e uma bomba nuclear tem 250 dB.

Todo esse processo dura 300 microssegundos, o suficiente para nocautear e até matar suas presas, usando só essa bolha de ar.

Existem mais de 600 espécies de camarão no mundo. A maioria só se alimenta de pequenas presas e cava buracos, mas o pistol shrimp escolheu fazer as coisas de outra forma. Vale dizer que esse camarão que faz tudo isso é bem menor que o seu dedo, só com dois centímetros de comprimento. Um argumento e tanto para os baixinhos.

 

Felipe PachecoUpdater mais jovem. Trabalhou com cinema e redes sociais. Gosta de viajar, séries e resolver problemas.

O peixe morre pela boca e o homem pelos dedos

Quando criança comecei a perceber que quase todos os meus problemas vinham pelo fato de eu falar demais. Ou falava muito, ou falava o que não devia e até quando não falava nada era sinal de que algo estava escondendo e a culpa caia em mim de novo.

Atualmente, trabalhando no esquema de home-office só começo a emitir as primeiras palavras no final da noite quando encontro algumas pessoas para jantar. Passo o dia todo escrevendo, ora por e-mail, whatsapp ou facebook. Me comunico muito, mas pouco falo.

Nem precisa ser um vidente para saber algo de você. Já está tudo lá dito não pela sua boca, mas pelos seus dedos.

Link do Max Nolan Shen

Lorenzo Mendozaacredita que a gente está, não que a gente é. Está empreendedor.

Como surgiram as ciclovias na Holanda

Dia 22 de setembro, esse último sábado, foi o Dia Mundial sem Carro. Um dia para se evitar o uso da caixa de aço poluidora e andar um pouco de bicicleta. Nesse dia várias cidades montaram, excepcionalmente, suas ciclofaixas e mesmo assim, ou por isso, São Paulo teve mais um dia de congestionamento.

Muitos de nós sonham com o dia que as grandes cidades virarem uma Holanda. E até achamos que o país já foi construído daquele jeito e que as bicicletas sempre tiveram seu espaço, mas nem sempre foi assim.

Dá uma olhada nesse vídeo que conta essa história e veja se o início não lembra um pouco as grandes cidades do país hoje? Aumento da renda, aumento dos carros, demolição de prédios para construção de rodovias, parques virando estacionamento e muitas mortes no trânsito.

Vale tentar imaginar se vamos seguir esse caminho que estamos hoje, ou dar uma guinada para algo que faça mais sentido. Afinal, numa recente competição entre vários meios de transporte na cidade de São Paulo entre o menor tempo entre dois pontos o carro ganhou apenas da pessoa a pé, e foi só por 1 minuto.

Depois do jump você vê o ranking.

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Lorenzo Mendozaacredita que a gente está, não que a gente é. Está empreendedor.

Alan Watts

Alan Watts (para quem não conhece), é uma espécie de Jedi, um mestre Yoda em forma humana. Um updater (lembrando que updater é uma qualidade, não um cargo de quem escreve por aqui).

Filósofo inglês, ficou conhecido como um dos grandes responsáveis pela introdução da filosofia oriental no ocidente, durante as décadas de 50 e 60, na California. Um budista, no meio dos hippies.

Certamente, amigo do Steve Jobs.

Watts morreu em 1973, mas deixou muitas gravações de pequenos discursos que podem ser encontrados com facilidade no YouTube.

Além de genial e iluminado, tem o dom dos grandes: é simples.

Separei dois papos, um curtinho, de 2 minutos, que faz um paralelo entre vida e música (em ambos o objetivo não é “chegar”, mas aproveitar a jornada).

E um segundo, mais amplo, chamado “Life is a Hoax”.

Escute com calma, vale muito a pena.

MUSIC AND LIFE

LIFE IS A HOAX

Se você curtiu, tem um app de iPhone com mais de 21 horas de audio só de Alan Watts.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Nextel é a marca madrinha do Update or Die

Hoje, sou eu quem peço licença para interromper a programação normal do UoD para dividir uma grande notícia.

É com muito orgulho que anunciamos que a marca madrinha do Update or Die é a Nextel.

“Quando soubemos que o Update or Die estava procurando um parceiro, logo nos identificamos com o projeto, pois acreditamos que a comunidade tem muitos atributos como criatividade, agilidade, inovação e transparência que estão em total sintonia com a nossa marca. Esta união também possibilitará a aproximação e interação com o público altamente qualificado do UoD”

Gustavo Diament, vice-presidente de Marketing da Nextel.

Depois que tornamos público nossa intenção de ter uma Marca Madrinha, ficamos surpresos com a quantidade e a qualidade de anunciantes que entraram em contato conosco. E ter a Nextel como a escolhida para ser nossa parceira por um ano inteiro, não poderia ser mais apropriado.

As duas marcas têm uma forte sinergia: os posicionamentos (focados em inquietação e superação), a proximidade e a conversa autêntica com os consumidores, a obsessão pela inovação, pela diferenciação, enfim, um alinhamento perfeito de valores e princípios, que era o que buscávamos desde o começo. Temos a certeza que a caminhada ao lado da Nextel será uma jornada incrível para todos.

Na prática, isso significa que: Além das campanhas em nossos espaços de mídia, teremos oportunidades entre os Updaters e a Nextel, projetos especiais, parceria nas redes sociais, novidades na rádio, iniciativas presenciais e por aí vai…

A Nextel vai viabilizar nossa missão de continuar inspirando diariamente nossos leitores, e com dedicação total ao editorial e a novos projetos. Esse modelo garante nossa independência e nosso compromisso de fazer sempre mais e melhor, sem precisar apelar para práticas como posts pagos ou qualquer interferência editorial que não seja transparente. Certamente estamos desenhando um modelo de negócios vencedor, uma nova maneira de uma marca participar da vida de seus consumidores de uma forma que vai além do banner.

“A Nextel é uma marca que possui como essência a valorização da rede e a conexão entre pessoas inspiradoras, trendsetters e atualizadas com o que há de mais contemporâneo e de prestígio em seu meio. O Update or Die é um dos lugares da web onde essas pessoas se encontram para compartilhar ou conhecer novidades e tendências. Por isso fazia todo o sentido propormos essa parceria”

Michelle Matsumoto, presidente da One Digital.

Estamos felizes com este momento e ansiosos por grandes momentos com nossa Marca Madrinha.
Nextel, seja muito bem-vinda ao Update or Die.

Gustavo GiglioPublicitário. Sócio do UoD. Responsável pelo mkt, novos negócios e projetos. É da música e da Guinness.

How bad do you want it?

Durante a transmissão do último US Open de tênis, o cara da TV comentou uma coisa interessante.

O Richard Gasquet, grande tenista francês, nunca chegou ao topo do ranking ou mesmo a uma final de Grand Slam porque na época em que jogava nos torneios de base, aprendeu a contar com seu absurdo talento para ganhar com facilidade dos adversários. Mas depois que subiu para o nível dos profissionais, ao lado de tantos outros talentos como ele, nunca teve a garra necessearia, o esforço, que não aprendeu a desenvolver.

O que define o ranking não é mais qualidade técnica, que todos têm de sobra. É atitude.

Esse é mais um exemplo do esforço superando o talento, a inteligência. Uma habilidade democrática, disponível para todos e não para apenas um seleto grupo de bem nascidos.

Um dos posts de maior repercussão aqui no UoD ( “O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança“) fala sobre isso, inclusive o quanto um rótulo de criança “especial” pode atrapalhar seu desenvolvimento na vida adulta.

Amanhã tem jogo da Seleção Brasileira de futebol, e quantas vezes já vimos esse filme, de contar demais com talento e esquecer de suar a camisa?

Enfim, abaixo, um vídeo de um discurso bem bacana feito por Eric Thomas (conhecido como o The Hip Hop Preacher) e estrelado pelo atleta Giavanni Ruffin (running back do time de futebol americano East Carolina)

Talento fascina. Mas esforço, inspira.

(existe uma segunda versão aqui)

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Everything is incredible

Dando continuidade ao que disse aqui sobre persistência, descobri a história de Agustín, um senhor que, em 1958, começou a construir um helicóptero a partir de lixo e materiais descartáveis que encontrava em sua pequena cidade em Honduras.

Ele era novo, queria ser piloto e acreditava que o trabalho seria feito em três meses. Passaram 54 anos e ele continua tentando construir seu sonho, mesmo na cadeira de roda e com a poliomielite não ajudando em nada com ao longo dos anos.

“The problem is that everything is incredible and people don’t accept it.”

Esse mini documentário de 10 minutos passa muito mais a mensagem do que qualquer coisa que poderia escrever aqui. É muito bonito ver que, enquanto os adultos entrevistados falam “Ah, ele é louco! Acha que vai voar há 50 anos!”, as crianças enxergam Agustín como uma lenda, defendendo-o e acreditando no seu trabalho.

Acho mesmo que tudo é incrível, mas o problema é que esquecemos disso com o tempo.

Felipe PachecoUpdater mais jovem. Trabalhou com cinema e redes sociais. Gosta de viajar, séries e resolver problemas.


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