por Paula Rizzo em quinta-feira, janeiro 24, 2013 ·
Muito interessante a proposta deste belo app gratuito criado pela AKQA para a WWF que conecta as pessoas a seus animais favoritos trazendo informações e curiosidades de um jeito lúdico e muito bem resolvido. Abaixo dá para ver um trailer e aqui é possível baixar o app.
Não é um post sobre gravidez, é sobre espera mesmo.
Quer saber porquê?
Espera que eu te conto.
Há alguns anos o aeroporto de Houston começou a receber muitas reclamações sobre a espera nas esteiras das malas. Para tentar resolver o problema, contrataram mais carregadores e o tempo diminuiu para 8 minutos, que é o padrão internacional. Mas as reclamações continuaram. O aeroporto encomendou então uma pesquisa e descobriu que os passageiros levavam apenas 1 minuto entre o avião e a esteira. E 7, esperando. Ou seja, 88% do tempo pós-desembarque era gasto na espera.
A solução?
Colocaram os aviões para estacionar nos portões mais distantes do terminal e mandavam as malas para as esteiras mais distantes possíveis.
O tempo de deslocamento aumentou 6 vezes.
Em compensação, quando o passageiro chegava no carrosel, sua mala já estava lá.
As reclamações caíram para… zero.
Genial. O tempo era o mesmo, mas agora era gasto em movimento e não parado.
A conclusão é que realmente percebemos o tempo de maneira diferente dependendo da situação, como bem sabemos.
Mas além disso, a diferença nessa percepção é que ela é ainda mais sutil do que imaginávamos: não é uma questão entre prazer/desprazer, mas simplesmente estar ou não ocupado.
Foi pelo mesmo motivo que começaram a colocar grandes espelhos no hall de entrada dos arranha-céus, que começaram a surgir depois da segunda guerra em NY. No começo haviam muitas reclamações do tempo que o elevador levava para chegar. Com o espelho, a mente se ocupou e as queixas acabaram.
Outra coisa interessante que os especialistas em espera descobriram é que, se no final da fila acontecer algo bom (como passar a andar mais rápido, por exemplo) a lembrança da experiência é positiva.Mesmo que 80% do tempo tenha sido ruim. E é por isso que a Disney superestima o tempo nas filas, pra você achar que se deu bem.
Enfim, resumindo: o tempo voa não apenas quando você está se divertindo. Basta estar ocupado. Ou ter um final de espera feliz para compensar a tortura.
É como esperar horas até sua mulher se arrumar. Se no final ela aparece linda, você até esquece que estava bravo (elas sabem disso faz tempo – e nem precisou encomendar pesquisa).
A proposta é simples: como mudar para sempre o conceito de “comprar” um carro? O projeto Dodge Dart Registry funciona como qualquer registro de presente, mas para um carro. Você escolhe as características que deseja e, em seguida, convida amigos e familiares para patrocinar partes do carro como presentes. E aí? A moda pega no Brasil? Este projeto é também a continuação de uma ousada plataforma criada pela W+K para a joint entre Fiat e Chrysler, já comentada aqui no UoD em posts do Guga (aqui) e da Paula (aqui).
Toda segunda feira à noite os velhinhos do Barbershop Harmony Society de Toronto emendam um cafezinho no Tim Horton’s depois do ensaio. Papo vai, papo vem, não demora muito para um deles perguntar:”lembram dessa?”
Sorte de quem está lá, sorte do dono do Tim Horton’s e sorte dos velhinhos que tem uma aposentadoria digna e feliz.
Lista é lista. Pessoal, intransferível (ou não) e subjetiva. Em 2012 comprei uns 40 álbuns – o tal álbum é um disco de vinil, aquela bolacha, que tem sulcos de áudio não comprimidos a ponto daquele sutil toque na cúpula do prato de condução te levar pro nirvana. Todos esses discos tocaram exaustivamente num turntable Rega empurrado por pre e power valvulados da Manley com destino a um par de caixas Klipsch. Longe de ser o estéreo mais cascudo por ai, mas ta bem próximo da supremacia sonora, onde Jimi Hendrix se torna um guerreiro Wudan e Miles Davis um Shaolin. Caso não conheça as obras abaixo, vale conhecer. Espero te conduzir a lugares distintos e elegantes, então aperta o play e boa audição!
Deve ter sido assim. Dan Auerbach (Black Keys) pegou o carro e desceu pra New Orleans, tocou o sino na entrada do rancho do senhor Malcolm John Rebennack Jr, 72 anos. Agora, imagina Dan e sua voz característica dizendo, sou guitarrista, seu fã e quero produzir a maior e mais incrível obra da sua carreira. Dr. John calmamente serve um bourbon e diz, all in! O album é inacreditável, as canções são abissalmente ótimas, sem os delírios de alguns discos que marcaram a carreira do artista. Músicas como My Children, My Angels e Big Shot tocaram 100 mil vezes nos meus sons. Por favor, te peço, ouça esse disco, algumas dezenas de vezes e em uma delas sozinho, no escuro, com fone e sua imaginação.
Impossível o retro soul do Brooklyn em Nova York não produzir pelo menos um disco fodaço com aço por ano. Ora é a Daptone Records ora a Truth & Soul. Aqui, o senhor Lee Fields já foi conhecido como o pequeno James Brown, portanto chefe, aperta o play e chora com essas 10 pérolas da mais digna e original soul music. E ouça com calma, parcimônia, tranqüilidade e em primeiro lugar, It’s All Over (But the Crying).
Dessas bandas que você demora pra conhecer, mas quando é apresentado o miolo explode e a pupila dilata, se torna vício na hora. Nesse álbum – apenas o terceiro dessa banda inglesa (ah, os ingleses…) – a primeira faixa já cria o clima que permea tudo. Rock de cabaré moderno com peso na medida certa. Ouça na sequência, mas antes aperta o play em What Makes a Good Man?
Minha história com esse moço sempre foi ‘pé atrás’. Muita pose, sei lá… Mas, eis que assisto ao show desse disco em Nova York, no Radio City, tipo um Credicard Hall bem mais preparado né. Amigo, sai de lá e comprei a coleção do White Stripes, Raconteurs e Dead Weather. Falando de Blunderbuss, que delicadeza malvada, uma raiva bondosa que convida o cético a sonhar.
Vamos combinar que descobrir música boa é quase como derreter… enfim, é bom pra caceta! Mas de longe o melhor é descobrir artista novo de Soul Music (são raros) que conhecem profundamente o limite entre a baranguice desorientada e a elegância suprema. Meu amigo, abre um vinho, coloca esse vinil no estéreo, leva sua garota pra audição e tenta não derreter, ok?
“Time of Rio” é um vídeo da MOOV Studios, apresentando a cidade maravilhosa, que utiliza várias técnicas de captação de imagens: slow motion, time lapse, hyper lapse, gruas, tomadas aéreas controladas remotamente e etc… vale muito o play (acho que a trilha sonora podia ser melhorzinha).
Tá calor por aí, né? Mas, diga-me, tem lugar mais bonito?
Na constelação de informação abundante que temos hoje, muitos olham e encontram estrelas, ou às vezes grandes manchas de conteúdo mas sem um significado aparente.
O Update or Die e todos seus colaboradores olham pra cima, ligam os pontos e encontram figuras, signos e nomes a essas constelações. Acho que esse é um dos grandes diferenciais hoje e sempre, olhar, ver, analisar e processar gerando algo novo e genuíno.
É Isso que há em comum entre todos aqueles conteúdos, aparentemente sem uma linha editorial, gerado pelos updaters, não a incessante preocupação em - quem deu antes, que me desculpe a Trip - mas sim quem processou algo novo.
LORENZO MENDOZA Administrador de empresas e empreendedor
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