Tom Hanks respondendo convite para entrevista

Em julho deste ano, o blog “Nerdist” convidou, na maior cara de pau, ninguém menos que Tom Hanks para uma improvável participação em seu podcast.

Como sabiam que Tom Hanks coleciona máquinas de escrever antigas (pleonasmo!), resolveram mandar uma Smith Corona 1934 (linda!) pelo correio, junto com um bilhetinho.

Dias depois receberam a resposta, escrita na própria máquina:

 

Tom Hanks é o cara.

Quem quiser ouvir a entrevista que resultou desse momento único, segue abaixo (pode avançar para 4 minutos).

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Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Não se acostume!

Nem vale escrever muito nessa introdução do post. Dá o play, ouve bem e não se acostume.

Depois do jump ,o texto completo da autora etíope Marina Colasanti escrito em 1972 e tão atual.

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Lorenzo Mendozaacredita que a gente está, não que a gente é. Está empreendedor.

Se uma coisa não tem nome, ela existe? Relatividade linguística

Você pensa em português?

Quando você “conversa” com você mesmo aí dentro da sua cachola, você fala em português?

Será então, que o seu pensamento pode ser mais, ou menos elaborado, dependendo do seu vocabulário?

Quanto mais palavras você conhece, melhor você pensa?

Uma coisa sem nome não existe?

Essas questões são interessantes e misteriosas demais e não tenho a pretensão de me aprofundar aqui no post. Mas para os curiosos, é um belo convite para ir atrás.

Realmente faz sentido.
Se uma criança tem uma caixinha com 6 lápis de cor e uma outra tem uma caixinha com 48, teoricamente a segunda tem mais condições de se expressar e elaborar um desenho.
Porém, como sabemos, nem sempre “possibilidade” significa “probabilidade”.

Essas charadas já despertaram a curiosidade de antropólogos, psiquiatras, psicólogos, filósofos e linguistas e fazem parte de um conceito chamado “relatividade linguística”, que investiga a relação entre linguagem e pensamento.

A linha mais radical diz que sim, nossa língua influi diretamente na maneira como pensamos porque o pensamento é feito de palavras.

A linha menos radical diz que realmente existe uma influência, mas ela não é determinante nem limitante, já que o pensamento extrapola a língua.

Enfim, um dos exemplos mais fascinantes desse debate são mesmo as cores.

Alguns povos percebem mais cores que outros, porque existem mais nomes de cores na língua!

Mas se uma língua não tem uma palavra para “roxo”, você deixa de enxergá-lo?

Ou talvez iria considerar o roxo como um azul mais afrescalhado?

Se uma cor não tem nome ela não existe?

Todos nós, seres humanos (pelo menos a maioria), somos equipados com um par de olhos capaz de perceber as mesmas nuances no espectro de cores. Mas o número de cores que as pessoas reconhecem varia de cultura para cultura por causa da língua.

Por exemplo, para muitas pessoas, verde e azul são a mesma cor.

É que na língua delas existe apenas um termo para as duas cores. Elas enxergam a diferença, mas consideram uma mudança apenas de tonalidade.

Aliás, a distinção entre o verde e o azul é um divisor de águas na evolução linguística de uma cultura. Segundo um estudo feito em 1969 ( Brent Berlin and Paul Kay‘s 1969 Basic Color Terms: Their Universality and Evolution), só depois que e o verde e o azul viram duas cores distintas é que surgem o marron, o rosa, o roxo, o laranja e o cinza.

E é aqui que a coisa fica realmente bizarra.

Porque a evolução de todas as línguas em relação a cores segue sempre A MESMA sequencia.

A primeira distinção que fizemos, lá na idade da pedra, quando inventamos a primeira língua, foi o branco e preto (claro e escuro). Depois vieram o vermelho e o verde (talvez por causa de sangue,perigo / planta,comida).

A sequencia é essa:

Esteagio I: Preto e branco
Estágio II: Vermelho
Estágio III: Verde OU amarelo
Estágio IV: Verde E amarelo
Estágio V: Azul
Estágio VI: Marron
Estágio VII: Roxo, rosa, laranja e cinza

Pô, azul é o quinto estágio? Com esse céu enorme sobre a gente? E marron vem antes do laranja? Eu não entendo nada de cores mesmo.

Enfim, o assunto é mesmo demais. Relação entre palavras e pensamento. Tem ainda aquela famosa história da palavra “saudade”, que teimamos em acreditar que só existe em português (então só nós sentimos?). Ou as dezenas de termos para “neve”, usado pelos esquimós.

O negócio é decorar o dicionário e torcer por pensamentos melhores.

Fonte: WKP, WKP, WKP

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

First World Problems

“First World Problems” é um meme famoso na internet. Ele é um deboche com os “problemas” que enfrentamos e tanto reclamamos no nosso dia-a-dia, como o cabo de energia que não chega até nossa cama, a bateria do iPhone que não dura um dia inteiro, o comercial que interrompe a novela no clímax e todas essas trivialidades que acontecem.

Para concientizar o público e buscar doações para suas iniciativas, a Water is Life Foundation colocou esse meme na boca de pessoas que sofrem problemas reais – como a falta de água potável – em sua nova campanha. Depois de assistir, todas as nossas reclamações soam um tanto quanto ridículas.

Luiz Felipe BarrosDiretor de Consultoria da Acxiom, Coordenador e Professor de Marketing Digital da ESPM e Updater desde 2007.

Assista aqui ao vivo: salto de pára-quedas a 36km de altura (Red Bull Stratos)

Finalmente chegou o dia de Felix Baumgartner fazer o salto livre mais arriscado da história do para-quedismo. Depois de anos de preparo, o austríaco vai saltar hoje de uma altura de 36km, fronteira final ds atmosfera com o espaço. O salto estava previsto para ontem, mas foi adiado para hoje para garantir condições climáticas mais favoráveis. Felix fica de stand by no quarto do hotel, esperando o telefone tocar para avisar o melhor horário (e tudo indica que é daqui a pouco mesmo)

Assista aqui o salto ao vivo por stream, as 9:30h, ou pelo site oficial do Red Bull Stratos

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Votar ou ser um eleitor: o que funciona melhor?

Dr. Susan Weinschenk, psicóloga com mais de 30 anos de experiência em psicologia comportamental, lançou uma nova série de vídeos em seu canal do youtube, chamada de “Como fazer as pessoas fazerem coisas?”.

No primeiro capítulo, ela discute a diferença do uso de verbos e de substantivos na hora de sugerir uma ação que você queira que as pessoas façam. E acredite, a performance muda bastante quando você troca uma palavra por outra.

Gregory Walton, professor da Stanford University, resolveu fazer um teste para verificar a diferença exata entre os dois usos.

Ele pediu a um grupo de pessoas que respondessem a algumas perguntas em uma pesquisa online. Entre as perguntas, teve uma específica que ele resolveu variar: metade das pessoas viam a pergunta escrita de um jeito, metade de outro.

“How important is it to you to vote in tomorrow’s elections?”

“How important is it to you to be a voter in tomorrow’s elections?”

Ao contrário do que muita gente pode esperar, 11% mais pessoas votaram no dia seguinte quando ele usou o termo “be a voter” na pesquisa online. Por mais que “to vote” seja um verbo e indique uma ação.

O que acontece é, ao usar “be a voter” (ser um eleitor), Gregory despertou nas pessoas a sensação de pertencimento, de identidade, de fazer parte de um grupo – o grupo das pessoas que votam.

ser um eleitor > votar

Talvez seja por isso que algumas marcas preferem que seus consumidores falem por aí que são “chocolate lovers”, ao invés de simplesmente falarem que comem muito chocolate.

Bom, o resto vai no vídeo abaixo:

Fabricio Teixeiraé designer e trabalha para deixar sua vida mais fácil. Vive organizando coisas, nas horas vagas e nas horas pagas.

Um ano sem Steve Jobs

O site da Apple amanheceu apenas com o video abaixo, uma homenagem a Steve Jobs, falecido há um ano.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Socorro, não consigo mais ler livros.

Não consigo mais ler livros.
Não que eu não queira. Simplesmente não consigo.

Sou um leitor, desde que me entendo por gente.

Sempre li muito. E continuo lendo.

Mas de uns anos para cá, me alimentar compulsivamente de internet tem causado um efeito colateral que ainda não consigo explicar muito bem.

Só sei que agora, toda vez que pego um livro nas mãos, não consigo ler, canso rápido. Se o texto não “embala” logo, preciso de muito esforço para continuar com a leitura.

E não é só com o livro de papel. A mesma coisa acontece com o livro digital. Não tem nada a ver com essa comparação tão debatida.

Tem a ver com o tamanho do texto.

Essa situção tem me deixado agustiado.

Será que desaprendi a ler? Será que fiquei preguiçoso?

Será que agora só consigo ler coisas curtinhas e, de preferência, com uns links?

Acho que não.

Na verdade, nunca li tanto como agora. Passo o dia inteiro lendo. Mas leio cacos, fragmentos.

Sim, o efeito é conhecido e foi previsto anos atrás.

Sai o disco, entra a música.
Sai o filme, entra a série.
Sai a série, entra o curta do Youtube.
Sai a mesa de bar, entra o Facebook.
Sai o livro, entra o post, o artigo.

Tudo o que era consumido em pacote-família, em tabletão, agora é consumido em formato M&M’s.

A gente já sabia que isso acontecer, faz tempo. Mas o que eu ainda não tinha sentido na pele é que esse fenômeno do snack culture iria me TIRAR algo e me IMPEDIR de ler textos longos. Porque uma coisa é você perceber que existe uma nova maneira de ler (circular e não linear) e passar a usá-la.

Outra coisa é você perder sua capacidade de concentração.

Eu queria adicionar o jeito novo, mas não queria perder o jeito velho.

A internet causou em mim (e talvez em você) um déficit de atenção, um transtorno que consta da classificação interncional de doenças e que requer acompanhamento médico (não que eu tenha procurado um, pelo menos por enquanto).

Já tentei de tudo, busquei aquelas ficções bacanas, cheias de escapismo, com viagens para lugares distantes, coisas que eu devorava durante a adolescência…mas 10 minutos depois o que escapa é minha atenção mesmo.

Fico voltando para o começo do parágrafo, sabe? Nem a biografia do Steve Jobs eu consegui terminar.

Fico repetindo para o autor “vai, já entendi, conta logo, pára de enrolar”.

Esse é outro sintoma: fiquei mais factual e perco fácil a paciência com aquela fase de contextualização e envolvimento com os personagens.

Meu kindle tem, neste exato momento, a ridícula marca de 18 livros iniciados.

Estou fazendo com eles a mesma coisa que faço com as músicas no meu iPhone, que fatalmente acabam tomando uma “skipada” depois de alguns segundos (tirando as do Zappa, que felizmente ainda ouço cada nota com prazer até o fim). Pô, eu ouvia aqueles álbuns inteiros do Pink Floyd… agora isso seria inimaginável.

Sei que isso tudo soa como algo ruim, mas nem isso eu tenho certeza.

A civilização humana já passou por isso muito antes da internet, por exemplo quando passamos da comunicação exclusivamente oral e acrescentamos a escrita. Colocar conteúdo por escrito livrou nossa memória e permitiu textos bem mais longos e precisos. Agora estamos de volta aos conteúdos curtos, mas ainda mais precisos. E, se um dia desenvolvermos a telepatia, certamente as palavras vão nos parecer ineficientes demais. Formas diferentes de trocar conteúdos, histórias.

Enfim, um post pouco conclusivo, mais desabafo mesmo, para ver se tem mais gente nesse barco.

Estou assustado por não conseguir mais ler um livro inteiro.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

A mais sincera das canções de amor

Uma música romântica que fala aquilo é real. Simples e direto. E por isso mais bacana que qualquer outra música romântica dos últimos tempos.

Se não aparecer com legendas, clique na barra inferior lado direito.

Lorenzo Mendozaacredita que a gente está, não que a gente é. Está empreendedor.

Simples! Como ensinar uma criança a segurar um lápis

Quem tem filho deve se lembrar das primeiras tentativas para se colocar um lápis na mão da criança.

É mais ou menos como pedir para você abraçar uma vassoura: tem muito você e pouca vassoura.

O lápis sobra dentro da mão e a criança, que acaba pressionando demais os dedos e logo ficam cansadas e desanimadas.

A dica abaixo é ótima para os pais, mas serve também para os que não tem filhos, como exemplo de solução simples para uma coisa que muita gente adora complicar.

Uma maneira fácil de evitar o doloroso caminho do excesso de informação e verbalização na cabeça dos pequenos.

01. Pegue um pedacinho de guardanapo ou papel toalha

02. Faça a criança pinçar o papel com o “mindinho e seu vizinho”

03. Peça para a ciança segurar o lápis com os outros 3 dedos

04. Naturalmente a criança irá achar a posição mais certa e confortável para ela.

[via]

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